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Os desafios de viver com câncer em momentos de pandemia (COVID-19) | Colunistas

Questões de relevância Como é de amplo conhecimento, portadores de neoplasias estão inclusos nos grupos de risco para COVID-19. Tal infecção possui patogenia complexa e facilmente confundida com outras síndromes gripais devido a heterogeneidade de seus sintomas. Seu perfil clínico tende a grande risco de complicações e para uma difícil abordagem terapêutica. Pacientes com câncer precisam manter a continuidade de seus tratamentos quimioterápicos/radioterápicos/imunoterápicos em quaisquer modalidades prescritas, de finalidade, seja ela adjuvante, neoadjuvante, radiossensibilizante ou paliativa. São vários os fatores desafiantes nesse contexto, pois lidamos com pacientes imunossuprimidos, mais susceptíveis a infecções e que pela necessidade de manter seus tratamentos em ambiente hospitalar se tornam ainda mais expostos a esses riscos. Dessa forma, o Serviço Médico do Hospital do Câncer IV (HCIV) do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), em acordo com a Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), a Associação Médica Brasileira (AMB) e o Conselho Federal de Medicina (CFM) instituíram um plano de ação direcionado à segurança desses pacientes durante o período pandêmico. A falta de evidências científicas sólidas a cerca das intervenções farmacológicas para o vírus SARS-Cov-19, coloca esse grupo clínico em destaque, pois a sua sensibilidade fisiológica e imunológica faz com que a infecção por coronavírus tenha um desfecho de maior redução em seu tempo de sobrevida. Além disso, isolar um indivíduo que já vive em um estado de dor psíquica é bastante prejudicial e vai de encontro com os pilares dos cuidados paliativos, que prezam pela promoção da qualidade de vida e alívio da dor e sofrimento. Figura 1: Classificação, padrões e tipos de Dor. Fonte: Arquivo pessoal de Lara T. F. S. Honório. Além disso, pacientes oncológicos apresentam com certa frequência quadros de

Lara Honório

6 min há 12 horas

Por que não há um padrão de tratamento para a Covid? | Colunistas

Por mais de um ano da pandemia COVID-19, há diversos documentos relevantes para auxiliar a população e os profissionais da saúde a compreender a quantidade de pesquisas sobre o COVID-19. Médicos estão mundialmente abordando, no momento atual, a utilização potencial de medicamentos e possibilidades de tratamento, mas as evidências para a maior parte se mantém insuficiente e continuamente anedóticas, assim, muitos não avançam para grandes ensaios de tratamento. O tratamento para Covid-19 tem sido uma questão polêmica em diversos países, alguns chefes de governo e estado assumiram algumas posições decididamente anticientíficas. No Brasil, como o presidente é de extrema direita e apresenta sucessivos desrespeitos pela ciência – que poderia, no que lhe concerne, influenciar eleitores de direita a defender tal ponto de vista – durante a pandemia, recusou vacinas, recomendações de saúde pública de especialistas, enalteceu tratamentos contra o Covid-19 não evidenciados e desacreditou a eficácia das máscaras, para a exasperação dos apoiantes da ciência. A sociedade científica praticou variados estudos meticulosos para avaliar a eficácia de medicamentos apresentados como possíveis tratamentos da COVID-19. O nomeado “Kit COVID”, no Brasil, é composto por hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina se mostraram ineficazes ou até mais prejudiciais do que benéficos quando administrados nos quadros leves, moderados e graves da doença. Mesmo com essas informações o suporte ao kit covid por parte da população e profissionais tem percorrido nas mídias e em grupos do WhatsApp, com boatos de que os remédios estão sendo vetados propositalmente. Em frente às incertezas e discordâncias do assunto, a população sai perdendo, se arriscando. O esforço por um tratamento correto e a vacina se mantêm mais difíceis quando especialistas, divulgadores e políticos não atingem um compromisso para orientar a população de forma correta. Influência do

Megan Grazielly

13 min há 13 horas

Resistência à vacina covid-19 e fatores psicológicos | Colunistas

A pandemia de COVID 19 entrou para história como uma das maiorias crises sanitárias de todos os tempos. Nesse período, a ciência tem avançado a passos largos em busca de métodos cada vez mais efetivos tanto para tratamento, como profilaxia contra a doença. Em oposição ao avanço, a chamada “hesitação vacinal” e os movimentos antivacina, se constituem com como importante barreira a ser transposta. Hesitação vacinal Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a hesitação vacinal é definida como o ato de recusar ou atrasar, apesar de sua disponibilidade, a administração de vacinas preconizadas. A recusa, por sua vez, é fruto de dúvidas ou convicções próprias quanto a segurança e eficácia da vacina. Dessa forma, quanto mais rápido o processo de estudo – elaboração do novo imunizante -, maior seria a sensação de descrença da população. Somado a isso, a aceleração da avaliação e autorização da produção em larga escala, contribuem para gerar falta de confiança, uma vez que é criada a falsa ideia de que as vacinas foram submetidas a quantidade de testes insuficientes, em um contexto de pandemia mundial. As informações precárias sobre a patogênese do vírus e da doença, proveniente tanto dos órgãos públicos quanto dos profissionais de saúde, também contribuem de maneira decisiva para agravar a hesitação vacinal. Toda essa atmosfera prejudica o planejamento da saúde pública e o controle da pandemia nos países, pois diminui de maneira substancial a aderência da população a campanhas de prevenção. Sem uma vacinação em massa, torna-se impossível atingir a denominada imunidade em rebanho, condição sine qua non para o retorno a vida pré pandemia. Movimento antivacina O movimento antivacina ganhou notoriedade na década de 90 através

Maria Laura Innocente

4 min há 15 horas

Fake news: não é verdade que cloroquina foi utilizada para tratar gripe espanhola

Circula pelas redes sociais um texto originalmente publicado no Facebook, e compartilhado por milhares de pessoas, que diz que a cloroquina foi indicada como tratamento durante a pandemia da chamada Gripe Espanhola. O texto viralizou acompanhada de uma foto com um anúncio publicado em jornais de 1918 e que recomenda o tratamento com um comprimido de “chloro quinino” para melhorar os sintomas da gripe. Você que acompanha nossas postagens com as fake news mais comuns sobre a COVID-19 já sabe que não existe respaldo científico na afirmação de que cloroquina combate a infecção pelo SARS-CoV-2. Sobre COVID-19, leia também: Todas as novidades para médicos e profissionais sobre o coronavírus Confira as fake news sobre a Covid-19 Linha do tempo do Coronavírus no Brasil Coronavírus: o que você precisa saber após 1 ano de pandemia no Brasil A informação de que o medicamento foi utilizado durante a Gripe Espanhola é também falsa, já que a cloroquina foi sintetizada anos mais tarde, em 1934. As informações foram verificadas pela Agência Lupa. Confira abaixo os detalhes que indicam a fake news: Cloroquina não funciona para COVID-19 O primeiro ponto que deve ser trazido aqui é que a cloroquina ou a hidroxicloroquina não tiveram sua eficácia contra a COVID-19 comprovada pela ciência. Ao contrário, as melhores evidências científicas indicam que os medicamentos não funcionam no combate à infecção. Além disso, usar os fármacos para fins que não são recomendados em bula pode causar sérias consequências para a saúde. Há relatos recentes de pacientes infectados pelo coronavírus que morreram após fazer nebulização com hidroxicloroquina. Apesar da

Sanar

4 min há 22 horas

Fake news: é falso que vencedor do Prêmio Nobel disse que vacinados contra COVID-19 ‘morrerão em dois anos’

Circula pelas redes sociais que o virologista francês Luc Montagnier, vencedor do Prêmio Nobel de Medicina de 2008, teria dito que todas as pessoas vacinadas contra a COVID-19 morrerão em dois anos.O virologista realmente concedeu, em 19 de maio, entrevista polêmica com premissas falsas de que a vacinação em passa cria variantes e agrava a pandemia. Porém, como apontou as verificações de notícias da Agência Lupa e do Fato ou Fake, do G1, ele não afirmou que todos os imunizados morrerão nos próximos anos. Sobre COVID-19, leia também: Todas as novidades para médicos e profissionais sobre o coronavírus Confira as fake news sobre a Covid-19 Linha do tempo do Coronavírus no Brasil Coronavírus: o que você precisa saber após 1 ano de pandemia no Brasil O próprio site para o qual Montagnier deu entrevista, Rair Foudation USA, veio a público desmentir as informações falsas que estão sendo espalhadas em sites de vários países.Além disso, as vacinas não são responsáveis pela formação de novas cepas do SARS-CoV-2. Veja a seguir os principais pontos que indicam a fake news: Virologista não disse que vacinados contra COVID-19 morrerão O texto alarmista que viraliza em diversas redes sociais é acompanhado por uma foto do francês Luc Montagnier, que é creditado como “maior virologista do mundo” e que teria afirmado que “não há esperança e nenhum tratamento possível para aqueles que já foram vacinados”.“Devemos estar preparados para cremar os corpos. O gênio científico apoiou as afirmações de outros virologistas eminentes após estudar os ingredientes da vacina. Todos eles morrerão devido a intensificação dependente de anticorpos”, diz a legenda das postagens falsas.As afirmações, porém, não fazem sentido e nem foram

Sanar

3 min há 23 horas

Os aspectos que englobam a vacinação contra a covid-19 e os impactos positivos sobre a pandemia | Colunistas

Muito se debate nos dias atuais a respeito da vacinação da COVID-19 em todo o mundo. Desde o início de 2021, o comércio de vacinas foi instaurado, sendo aceito pelas entidades sanitárias de vários países, as vacinas testadas de forma rigorosa e com estudo clínico bem estruturado ao longo de 2020, dentre estas destacam-se os produtos da Oxford-AstraZeneca, Pfizer-Biotech, Moderna, Sinovac-Coronavac, entre outras. As compras destas vacinas movimentaram o mercado financeiro de vários países, saindo a frente os mais desenvolvidos como Israel, Estados Unidos da América (EUA), Rússia e Reino Unido, que asseguraram o maior número de doses, de insumos (p.ex. seringas, agulhas, algodões, descarpack), além do amplo investimento na área da saúde. Como analisar os efeitos da vacinação? Os imunizantes de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) têm por objetivo gerar uma imunidade capaz de amenizar a gravidade da infecção e a mortalidade da COVID-19. Observa-se que as vacinas buscam diminuir a cascata inflamatória produzida durante a infecção da doença, o que permite formas clínicas mais brandas. Neste aspecto, há atualmente alguns parâmetros analisados para acompanhar os benefícios das campanhas de vacinação em todo o mundo, para isto, se faz necessário avaliar: os índices de hospitalização, número de óbitos, média de casos diários, taxa de transmissão e taxa de vacinação. Índice de hospitalização ou taxa de ocupação de leitos são dados que podem se referir a leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ou ambulatoriais. São indicadores hospitalares utilizados como ferramentas de gestão, eles permitem mensurar a magnitude dos problemas e estudar políticas públicas e ações preventivas e de controle a enfermidade em questão. A declaração de óbitos ou número de óbitos são índices referentes aos dados epidemiológicos de um país, fundamental para a análise da

Ingrid Camargo

6 min anteontem

A pandemia está controlada? | Colunistas

Introdução Controlada. Apesar da humanidade ter sofrido uma pandemia, conhecida como Gripe espanhola no final da primeira guerra mundial (1918), o surto de coronavírus se espalhou pelo globo e não existiam mecanismos estratégicos de defesa para barrar seu crescimento, não havia o controle que evitou o surto de coronavírus no início dos anos 2000. Aos poucos, o conhecimento sobre o vírus, principalmente no tocante a sua transmissão e a seu mecanismo de ação, proporcionou um método de prevenção, com medidas de restrição e de educação em saúde para a população em escala global. Atualmente, têm-se inúmeros imunizantes que prometem, não extinguir, mas diminuir a incidência e controlar a pandemia. Os resultados são bons, apesar da grande capacidade de mutação do vírus, que já criou diversas cepas. Diversos países voltaram com a funcionalidade usual e consideram o cenário estável, mas de maneira geral, o mundo ainda possui diversos obstáculos para controlar a Covid-19. Início da pandemia Em dezembro de 2019, na província chinesa Wuhan, no centro do país, surgiu o que conhecemos hoje por novo coronavírus, um vírus altamente mutagênico que começou a infectar a população que frequentava o mercado público, onde eram vendidos animais para a produção de comidas típicas. O vírus chamou atenção do mundo pela rápida disseminação, diferente do Sars, que ameaçou a população mundial em 2003, mas logo foi controlada, causando cerca de 700 óbitos, a Sars-Cov-2, como foi nomeado pela ONU, em fevereiro de 2020, possui capacidade de transmissão mesmo no período incubatório e isso proporcionou, em poucos meses, um alcance de escala global. Evolução dos casos A evolução dos casos foi rápida, a capacidade do vírus de se propagar por aerossóis,

Rian Barreto Rodrigues

5 min anteontem

COVID 19 e suas repercussões cardíacas na prática esportiva | Colunistas

Desde março de 2020, após a declaração de pandemia pela COVID 19, as práticas esportivas sofreram diversas adaptações, o isolamento social foi adotado por diversos governos, por conseguinte proibindo e adiando diversos eventos esportivos. A retomada do esporte vem sendo discutida e atualizada conforme as autoridades públicas flexibilizam o isolamento social, cabendo à sociedade médica avaliar os atletas infectados pelo SARS- CoV-2 individualmente e decidir a segurança da prática esportiva. O pouco esclarecimento quanto a novos dados clínicos e epidemiológicos em relação ao acometimento cardíaco nos casos oligossintomáticos, não hospitalizados, da COVID-19, além da incerteza acerca de danos a longo prazo de eventual lesão cardíaca atribuída à doença, fazem da elaboração de recomendações um desafio, sujeitas a mudanças a todo momento, à medida que a comunidade médica adquire melhor entendimento da infecção. Lesão cardíacas e coronavírus Doenças cardiovasculares são a 3ª causa de morte associada à infecção pelo coronavírus, seguidas de complicações respiratórias e sepse. Em um estudo  recente com coelhos, foi demonstrado o desenvolvimento de cardiomiopatia dilatada biventricular, hipertrofia, fibrose miocárdica e miocardite em análise histopatológica e, em seres humanos, o RNA viral foi encontrado no músculo cardíaco em até 35% dos casos de uma série de autópsias. A COVID-19 pode se manifestar de diversas maneiras, assintomática, sintomática leve (não debilitante), moderada (debilitante) ou grave (hospitalizada). Para tanto, a apresentação clínica do atleta durante sua avaliação para retorno ao treinamento ou competição pode ser frustrada, não levantando suspeita quanto ao acometimento cardiovascular. Lesão miocárdica e miocardite             O SARS-CoV-2 infecta células humanas através de sua ligação à enzima conversora da angiotensina 2 (ECA2), consequentemente aumentando os níveis de angiotensina II e seus efeitos deletérios em células onde a expressão do receptor da

Elaine Vilhena de Freitas

4 min há 4 dias
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