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Fake news: São Lourenço (MG) não zerou mortes e internações por COVID-19 com tratamento precoce

Circula nas redes sociais algumas publicações afirmando que a cidade de São Lourenço, em Minas Gerais, zerou o número de mortes e internações por COVID-19 desde fevereiro. O motivo seria a adoção do protocolo de um “tratamento precoce”. A mensagem, porém, é mais uma dentre várias fake news que exaltam um coquetel de medicamentos que de nada ajudam contra a COVID-19 e que já foram cientificamente descartados pela comunidade médica internacional e brasileira. Fizemos outros posts que confirmar a alta incidência de fake news que associa a diminuição de casos com a adoção de medicamentos. Um dos mais recentes, elencava 15 municípios que teriam zerado internações após o chamado “kit covid”. O conteúdo enganoso sobre São Lourenço viralizou no Instagram, com mais de 12 mil compartilhamentos, e no Facebook, ultrapassando os 20 mil compartilhamentos, além de circular também no WhatsApp. A ferramenta de verificação do Facebook marcou o conteúdo com o selo de FALSO. São Lourenço não zerou mortes e internações por COVID-19 Basta acessar o site da prefeitura de São Lourenço para conferir que o município ainda sofre com as consequências da pandemia. Na última terça-feira (07/04), eram 3.003 casos de COVID-19 confirmados e 63 óbitos registrados desde o início da pandemia. A taxa de ocupação dos leitos de UTI está em 108%, o que mostra que o município acompanha a mesma tendência de esgotamento do sistema de saúde verificada na maioria das regiões do Brasil. Os números também podem ser conferidos na plataforma de dados do governo de Minas Gerais e no SUS Analítico, do Ministério da Saúde. Prefeito ajudou a propagar a informação falsa Como identificou o trabalho

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4 minhá 3 dias

Fake news: governo do RN não deixou estragar 4 mil doses da vacina contra COVID-19

Desde fevereiro, está viralizando no Facebook a informação de que o governo do Rio Grande do Norte teria desperdiçado 4 mil doses da vacina contra COVID-19 CoronaVac. As postagens trazem a foto da governadora Fátima Bezerra (PT) com a seguinte legenda: “1 no de pandemia e nem uma geladeira essa criatura providenciou. 4.000 doses estragadas”.O trabalho de checagem de notícias realizado pela Lupa provou que a mensagem é falsa. O número, na verdade, está relacionado à estimativa de perda operacional de 5% e consta em nota técnica publicada em 18 de janeiro pela Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Norte (Sesap-RN). A estimativa, também chamada de reserva técnica, não é exclusividade do estado e é estabelecida em norma técnica federal ― inclusive prevista no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (página 39), do Ministério da Saúde. Sobre COVID-19, leia também: Todas as novidades para médicos e profissionais sobre o coronavírus Confira as fake news sobre a Covid-19 Linha do tempo do Coronavírus no Brasil Coronavírus: o que você precisa saber após 1 ano de pandemia no Brasil Como o cálculo é feito? Como apontou a Lupa, a perda operacional de doses da vacina contra COVID-19 pode ocorrer por diversos motivos, como quebra de frasco, problemas no transporte ou mal acondicionamento das vacinas. De acordo com o Plano Nacional de Imunização Contra a COVID-19, para vacinar todas as pessoas que estão incluídas na Fase I, são necessárias 31 milhões de doses de vacina. O número leva em conta a necessidade de duas doses em cada pessoa mais 5% de perda operacional. O cálculo é feito com base na vacina da Oxford/AstraZeneca.

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4 minhá 3 dias

Reinfecção por COVID-19 pode ser mais grave mesmo sem variantes, diz estudo

Pessoas infectadas pelo SARS-CoV-2 assintomáticas ou que desenvolveram a forma leve da doença correm risco de reinfecção por COVID-19, mesmo que não tenham sido contaminadas por uma das variantes do vírus. E pior: o segundo contágio pode provocar uma resposta corporal inflamatória intensa e com sintomas mais fortes. A conclusão é de um estudo realizado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Instituto D’Or de Ensino e Pesquisa (IDOR). De março a dezembro de 2020, os cientistas acompanharam um grupo de 30 participantes do estado do Rio de Janeiro. Independentemente de qualquer sintoma, os voluntários eram avaliados semanalmente para a detecção da COVID-19 por RT-PCR. Contrariando o que se pensava até então, os resultados indicaram que a reinfecção ocorreu mesmo sem a presença de novas variantes, como a P.1 e a B.1.1.9, do Reino Unido, e que elas foram mais agressivas, com cargas virais mais altas e quadros clínicos sintomáticos. “Nossa descoberta de que pessoas com COVID-19 leve podem ter controlado a replicação do SARS-CoV-2 sem desenvolver imunidade humoral detectável sugere que a reinfecção é mais frequente do que se supõe, mas essa hipótese não está bem documentada”, descreve o estudo conjunto.   Sobre COVID-19, leia também: Todas as novidades para médicos e profissionais sobre o coronavírus Confira as fake news sobre a Covid-19 Linha do tempo do Coronavírus no Brasil Coronavírus: o que você precisa saber após 1 ano de pandemia no Brasil Manutenção de medidas de contenção diante de reinfecção por COVID-19 Em entrevista à CNN Brasil, Fernando Bozza, um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo que atua na

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2 minhá 3 dias

Nova variante do coronavírus é investigada em Belo Horizonte

Pesquisadores do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) identificaram um conjunto de 18 mutações do SARS-CoV-2 que podem indicar a existência de uma nova variante do coronavírus circulando em Belo Horizonte (MG). Os pesquisadores ainda precisam reunir mais informações para confirmar se as mutações descobertas de fato constituem uma nova variante e se ela é ou não mais transmissível e letal. Até agora, são cinco as variantes reconhecidas e classificadas como preocupantes pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Compõe a lista a P.1, detectada pela primeira vez em Manaus (AM), a B.1.1.7, detectada inicialmente no Reino Unido, a B.1.351, identificada na África do Sul, e duas originadas nos Estados Unidos, B.1.427 e B.1.429. Apesar da necessidade de mais informações, os pesquisadores da UFMG afirmam que os resultados da pesquisa exigem urgência de esforços de vigilância genômica na região metropolitana de BH, assim como em todo o estado de Minas Gerais. Sobre COVID-19, leia também: Todas as novidades para médicos e profissionais sobre o coronavírus Confira as fake news sobre a Covid-19 Linha do tempo do Coronavírus no Brasil Coronavírus: o que você precisa saber após 1 ano de pandemia no Brasil O que já se sabe sobre a possível nova variante do coronavírus O estudo foi realizado a partir de amostras clínicas coletadas na região metropolitana de Belo Horizonte, que foram usadas para o sequenciamento de 85 genomas de SARS-Cov-2 entre outubro de 2020 e março de 2021. Os pesquisadores encontraram dois novos genomas em um conjunto de 18 mutações

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3 minhá 3 dias

Uso de AAS mostrou benefício na COVID-19, aponta estudo

A manifestação grave da COVID-19 é uma condição que está associada a estado de hipercoagulabilidade e risco aumentado de trombose. Muitos estudos foram conduzidos, a partir desta descoberta, visando verificar a eficácia do uso de anticoagulantes nestes pacientes. Porém, até o presente momento, não havia nenhum estudo que avaliasse o uso do Ácido Acetilsalicílico (AAS) como forma de diminuir parâmetros de gravidade na COVID-19. Neste post pretendemos discutir o artigo original da Anesthesia & Analgesia, que buscou justamente responder a esta pergunta.  Tipo de estudo realizado, variáveis estudadas O estudo que buscou avaliar o uso do AAS na COVID-19 foi do tipo coorte retrospectiva observacional, onde pacientes admitidos em vários centros nos EUA foram incluídos, entre os meses de Março e Julho de 2020. O desfecho primário analisado foi necessidade de ventilação mecânica. Os desfechos secundários incluíam admissão na unidade de terapia intensiva e mortalidade intra-hospitalar.  Resultados mostram benefício no uso do AAS Foram incluídos um total de 412 pacientes e, dentre estes, 314 (76,3%) não receberam AAS, e 98 (23,7%) pacientes receberam AAS dentro de 24 horas da admissão ou 7 dias antes da admissão.  O uso do AAS mostrou associação com menos ventilação mecânica (35,7% grupo aspirina versus 48,4% grupo não aspirina, P = 0,03) e admissão na UTI (38,8% grupo aspirina versus 51,0% grupo não aspirina, P = 0,04), mas nenhuma associação com mortalidade intra-hospitalar (26,5% grupo aspirina versus 23,2% grupo não aspirina, P = 0,51).  Após ajuste para 8 variáveis confundidoras, o uso do AAS esteve associado, de forma independente, à menor risco de ventilação mecânica, admissão na UTI e mortalidade intra-hospitalar, todos mostrando significância estatística.  Não houve diferença estatística

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2 minhá 5 dias

Há razões para acreditarmos que o fim da pandemia se aproxima?

O sentimento a respeito do fim da pandemia passou por diversos estágios. Inicialmente, sem conhecer a gravidade da situação, a maioria das pessoas imaginavam que a situação seria transitória e facilmente controlada. Os meses seguintes, infelizmente, frustraram estas expectativas, o número de mortes cresceu de forma assombrosa, as restrições se tornaram mais rígidas.  Diante de tal cenário, a esperança se concentrou na produção e distribuição das vacinas. Agora, com esta etapa em andamento, o imaginário comum é que, em breve, com a imunidade adquirida pela vacina, o vírus um dia irá finalmente parar de circular, e a pandemia acabar, por assim dizer. Bom, este também era o pensamento dos pesquisadores e, segundo eles imaginavam, ao atingir a meta de 60-70% de imunidade adquirida seja por vacina, seja por infecção prévia, a sociedade poderia voltar ao normal.  Algumas razões têm feito os especialistas mudarem de ideia, e será este o tema explorado neste nosso post de hoje. Confira abaixo: Ainda não sabemos da eficácia da vacina em prevenir transmissão A imunidade adquirida ajuda a bloquear a transmissão do vírus na medida em que impede que os vacinados não só não fiquem doentes, mas também não transmitam mais a doença, mesmo que infectados pelos vírus.  Esta é uma questão que ainda não permanece clara, a respeito da vacinação em andamento ao redor do mundo. Se as vacinas não forem capazes de impedir transmissão, só poderemos garantir bloqueio de circulação do vírus quando todas as pessoas estiverem vacinadas. Os dados a respeito deste ponto ainda são inconclusivos mas, segundo a bióloga Shweta Bansal, da Georgetown University em Washington DC, os resultados

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2 minhá 5 dias

Fake news: não existe protocolo para baixar oxigênio de intubados por COVID-19 e aumentar mortes

Alguns grupos de WhatsApp estão compartilhando uma mensagem de uma enfermeira que teria denunciado uma suposta ordem para baixar o oxigênio de pacientes intubados por COVID-19. A medida seria para aumentar o número de mortos e justificar medidas mais restritivas de isolamento social. Diz a mensagem: “ENFERMEIRA indignada chama a imprensa e fala o que esta acontecendo nos hospitais (GRAVÍSSIMO). Ela disse que a ordem e entubar todos os pacientes e depois baixar o oxigênio, para aumentar os números de mortes e justificar o lockdown, para quebrar a economia e tentar desestabilizar o Governo Federal. É um denúncia muito GRAVE é um grande genocídio estão literalmente matando as pessoas, que Absurdo. Vamos ver se isso será noticiado na imprensa.” O texto não tem a sua autoria revelada. No lugar da assinatura, há apenas as palavras “MISERICÓRDIA, Senhor! Amém”. Como demonstrou o trabalho de verificação de notícias da Lupa, a mensagem é fake news e está baseada em uma informação descontextualizada. Sobre COVID-19, leia também: Todas as novidades para médicos e profissionais sobre o coronavírus Confira as fake news sobre a Covid-19 Linha do tempo do Coronavírus no Brasil Coronavírus: o que você precisa saber após 1 ano de pandemia no Brasil Enfermeira indignada? Segundo a Lupa, a mensagem falsa está embasada em uma entrevista concedida em janeiro por uma mulher que acompanhava um dos pacientes intubados por COVID-19 em um hospital de Manaus (AM).Como noticiaram alguns portais na época, a acompanhante declarou a jornalistas que o nível de oxigênio das pessoas hospitalizadas com COVID-19 tinha sido reduzido no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto. “Sabe por que eles

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4 minhá 5 dias

Agência europeia confirma relação entre a vacina Oxford/AstraZeneca e trombose

Existe uma relação entre a vacina Oxford/AstraZeneca e trombose, com a formação de coágulos sanguíneos em algumas pessoas que receberam a dose do imunizante para combater a COVID-19. A informação foi confirmada por Marco Cavaleri, diretor da estratégia de vacinação da Agência Europeia de Medicamentos, numa entrevista publicada pela imprensa italiana. “Agora podemos afirmar, está claro que há um vínculo com a vacina, que provoca esta reação. O que causa essa reação, no entanto, ainda não sabemos. Para resumir, nas próximas horas diremos que existe uma ligação mas que ainda precisamos entender como ela acontece”, disse Cavaleri ao jornal Il Messaggero, nesta terça-feira (06/04). O diretor afirmou também que em breve a agência soltará um comunicado oficial sobre o tema. “Estamos tentando ter um quadro preciso do que está acontecendo, para definir a síndrome devido à vacina (…) Entre as pessoas vacinadas, houve registro de um número de casos de trombose cerebral entre jovens superior ao que esperávamos”, explicou. Sobre COVID-19, leia também: Todas as novidades para médicos e profissionais sobre o coronavírus Confira as fake news sobre a Covid-19 Linha do tempo do Coronavírus no Brasil Coronavírus: o que você precisa saber após 1 ano de pandemia no Brasil Vacina Oxford/AstraZeneca e trombose: benefícios x riscos No início de março, vários países europeus pausaram o uso da vacina Oxford/AstraZeneca após relatos de coágulos em pessoas vacinadas. Na ocasião, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus destacou que a Agência Europeia de Medicamentos havia analisado estudos e descartado as suspeitas, e que os benefícios superaram os riscos associados à infecção pelo SARS-CoV-2.  “Mais de

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