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Práticas Integrativas auxiliam no tratamento da COVID-19?

As polêmicas a respeito do uso de Práticas Integrativas e Complementares no tratamento da COVID-19 começaram após a publicação de uma recomendação do Conselho Nacional de Saúde no dia 21 de Maio de 2020.  A recomendação pede que o Ministério da Saúde disponibilize a informações atualizadas para gestores, trabalhadores e usuários dos sistemas de saúde acerca do uso adequado e das evidências científicas já produzidas sobre essas práticas.  Vale lembrar que desde 2006, com a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PICs), essas práticas foram implementadas no âmbito do Sistema ùnico de Saúde.  Por isso não há novidade na inclusão das PICs como tratamento complementar de doenças e prática de promoção da saúde.  Entretanto, a recomendação foi alvo de fake news e ataques ao que o Conselho Nacional de Saúde respondeu que “Em nenhum momento há orientação, por parte do CNS, em propor as PICS como tratamento medicamentoso em substituição aos protocolos definidos internacionalmente pela comunidade científica para Covid-19.” 1 O que são Práticas integrativas? As práticas integrativas são técnicas e ferramentas baseadas no cuidado integral que promovem autocuidado, prevenção de doenças e agravos e a redução de sintomas físicos e mentais. São exemplos de Práticas Integrativas: AromaterapiaArteterapiaBiodançaConstelação FamiliarCromoterapia Homeopatia Medicina Tradicional ChinesaMeditaçãoMusicoterapiaPlantas medicinais – FitoterapiaQuiropraxiaReflexoterapiaReikiShantalaTerapia de Florais Yoga Para que servem as Práticas Integrativas? As práticas integrativas e complementares (PICs) já são recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Organização Pan-americana de Saúde (OPAS) desde a segunda metade do século XX.  São técnicas e ferramentas diferentes e com origens bem distintas mas a proposta central é promover o acolhimento, cuidado e autocuidado

Sanar Saúde

3 min20 hours ago

Remdesivir para Covid-19: seria essa a solução?

Os EUA compraram quase todo estoque mundial do Remdesivir. A Droga é a primeira aprovada por autoridades de saúde americanas, mas sua eficácia ainda é questionada. Um comunicado emitido pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, revelou um acordo para a compra de 500 mil ciclos de tratamentos da droga remdesivir para o combate a Covid-19. A negociação feita com o laboratório Gilead irá garantir que praticamente toda produção permaneça no país pelos próximos três meses.  A nota divulgada pelo governo norte-americano ainda classificou o acordo como “incrível” e revelou o total de ciclos de tratamento adquiridos por cada mês. Serão 94.200 em julho, 174.900 em agosto e 232.800 em setembro. Isso representará 100% da produção do remdesivir da Gilead em julho, e 90% nos dois meses restantes.  Segundo Alex Azar, secretário de saúde dos EUA, “na medida do possível, queremos garantir que qualquer paciente americano que precise de remdesivir possa obtê-lo. A gestão Trump está fazendo todo o possível para aprender mais sobre tratamentos para a Covid-19 que salvam vidas e garantir ao povo americano o acesso a essas opções”. Início dos estudos do Remdesivir em humanos  O estudo denominado Adaptive COVID-19 Treatment Trial (ACTT) é um ensaio clínico randomizado, duplo-cego, desenhado para avaliar segurança e eficácia do tratamento de pacientes hospitalizados por COVID-19. O estudo está sendo liderado por pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Nebraska, na cidade de Omaha, nos Estados Unidos. O patrocínio vem da National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIAID), parte do National Institutes of Health (NIH). Esta pesquisa clínica teve início no mês de fevereiro, e é o primeiro ensaio clínico conduzido para avaliar

Sanar Medicina

4 min2 days ago

O impacto da pandemia na saúde mental das crianças

Assim como os adultos, as crianças tiveram que se adaptar a um novo mundo após o decreto da pandemia. De repente, surgiu uma nova rotina para elas e algumas ainda tiveram que lidar com o luto pela perda de familiares. Todas essas mudanças estressantes podem gerar diversos impactos psicológicos nos pequenos, afinal, se as mudanças provocadas pela Covid-19 impactaram na saúde mental dos adultos, por que seria diferente com as crianças? Potenciais eventos estressores De acordo de Masten e Gamerzy (1985 apud Poletto, 2008), eventos estressores são acontecimentos de vida que alteram o ambiente e provocam uma tensão que interfere nas respostas emitidas pelos indivíduos. Abaixo, listamos dois potenciais eventos estressores para as crianças no contexto da pandemia: Interações familiares: a principal medida contra o coronavírus é o isolamento social. No entanto, para algumas crianças, o lar não se configura o local mais seguro e o aumento de tempo de permanência em casa, aliado ao estresse parental por conta das novas demandas após pandemia, podem desencadear tensões, conflitos e situações de violência (BRASIL, 2020). De acordo a Teoria Bioecológica (BROFENBRENNER, 2011 apud LINHARES, ENUMO, 2020), a família é o primeiro microssistema, ou seja, onde se constrói as relações proximais realizadas face a face entre os cuidadores principais e as crianças em desenvolvimento. Ambientes familiares com condições adversas, como violência, negligência e dificuldades financeiras, são considerados um “microcontexto caótico”, que diz respeito a atividade frenética, falta de estrutura e escassez crônica de recursos. Afastamento da escola: Para muitas crianças, a escola é uma importante rede apoio. Com a pandemia, no entanto, elas se viram afastadas desse local de ensino, socialização e, muitas vezes, símbolo de afeto

Sanar Saúde

2 min2 days ago

Quando chegaremos ao platô de casos de coronavírus no Brasil?

A epidemia da COVID-19 no Brasil se agravou muito nos últimos 2 meses, mas quando será que chegaremos ao platô de casos de coronavírus?  Para quem não sabe, o platô ocorre quando não há grandes oscilações nos dados, seja de infectados por dia, ou de mortes. Ou seja, o platô é uma estagnação nos números da pandemia. E após essa estagnação, é esperado um recuo desses números e a diminuição do contágio e óbito. Antes de falarmos sobre um possível platô de casos de coronavírus no Brasil, veremos uma perspectiva mundial da pandemia. Panorama geral do coronavírus no Mundo Os casos de COVID-19 no mundo passaram da marca de 10 milhões. E de acordo com dados do Google Notícias, plataforma que acompanha diariamente os relatórios epidemiológicos, os casos ainda estão subindo. Em adição a isso, o número de mortes chegou a meio milhão. Na tabela abaixo você pode conferir os 10 países com maior número de casos, e um gráfico que traduz os 60 últimos dias de boletins epidemiológicos. A partir desses dados podemos notar que alguns países realmente estão ainda em ascendência da curva de casos. No entanto, países como Rússia, Reino Unido, Chile, Espanha e Itália estão conseguindo desacelerar o crescimento da doença. Vale ressaltar que essa desaceleração se dá através das políticas públicas de combate ao Coronavírus adotada por cada país. A seguir podemos ver algumas das políticas adotadas pela Rússia, Chile e Espanha nos últimos meses. Medidas adotadas pela Rússia Fechamento de serviços não essenciaisRestrição de deslocamento. Caso um cidadão precise se locomover a mais de 100m de sua residência precisa

Sanar Saúde

4 min3 days ago

Caso clínico de Covid-19 | Ligas

Para entender de forma ampla as afecções causadas pelo vírus do momento, o COVID-19 é preciso, logo de início personalizar o que está acontecendo com as pessoas. E a melhor forma disso é observando o como o coronavírus se comporta em casos reais. Dessa maneira a abordagem realizada pela LAAD é concisa, buscando analisar os casos suspeitos, permitindo uma acurácia diagnóstica como o que será observado no caso clínico para que o tratamento possa ser realizado de forma excelente. Tendo em vista que medidas preventivas em todos os momentos, desde a suspeita até o tratamento devem ser tomadas, para permitir o melhor prognóstico para os indivíduos expostos. Descrição do caso Homem, indivíduo de 66 anos, previamente hígido (saudável), chega ao atendimento com queixa de falta de ar (dispneia), tosse e mialgia. No exame físico apresentava estado febril (37,8° C), frequência respiratória (FR) de 27 RPM (respirações por minuto), pressão arterial (PA) de 110×70 mmHg, e saturação parcial do oxigênio (SpO2) de 93%. Raciocínio Para pensar no diagnóstico é necessário a análise de alguns fatores: Qual o diagnóstico sindrômico? antes de pensar na etiologia específica do indivíduo, é importante situá-lo em seu grupo sindrômico específico.COVID-19 é uma hipótese diagnóstica? Mesmo que haja precedentes para encaixá-lo no mesmo grupo sindrômico é preciso identificar as especificidades que permitam encaixar o coronavírus como diagnóstico.Quais exames comprovariam essa hipótese diagnóstica? De forma que todos os critérios foram preenchidos, saber quais seriam os exames que comprovariam a infecção viral.Como trato esse paciente? Assim que identificado, indicar qual a conduta terapêutica seria ideal para o paciente. Diagnóstico sindrômico O COVID-19 é um vírus com tropismo para o trato respiratório,

ABLAM

5 min4 days ago

Impacto da COVID-19 na obstetrícia | Ligas

Com a covid-19 como fica o acompanhamento pré natal? E o afastamento de gestantes? Saiba mais sobre a amamentação, parto e pós parto em tempos de pandemia. Acompanhamento pré natal, cuidados e adaptações durante a pandemia Para o atendimento pré-natal, obstétrico ou puerperal é necessário avaliar se a paciente não apresenta nenhuma alteração que a classifique como caso suspeito, provável ou já diagnosticado como portadora da COVID-19. Teremos então basicamente dois grupos de atendimento neste período de pandemia, o de mulheres assintomáticas e o de mulheres sintomáticas. Sabendo-se a importância do pré natal realizado corretamente, este deve seguir em acompanhamento médico normalmente. Porém, devem ser tomadas as medidas gerais para impedir a propagação do Corona vírus como uso de máscaras por todos da equipe e pela paciente, higienização correta das mãos e uso de álcool em gel. Além disso, deve-se evitar a presença de acompanhantes durante as consultas quando possível. Afastamento: Para todas as gestantes de alto risco, é indicado que sejam afastados do seu trabalho durante a pandemia. Além disso, gestantes que trabalham na linha de frente na área de saúde também é aconselhado que se afastem do trabalho assim como gestantes as quais o trabalho exige contato com muitas pessoas.  Gestantes que são casos suspeitos ou confirmados deverão seguir assim como o restante da população o isolamento. Dentro do CID 10, os códigos que podem ser utilizados são: B34.2 – Infecção por coronavírus de localização não especificada; Z35.7 – Supervisão de gravidez de alto risco devido a problemas sociais; ou Z20 – Contato com e exposição a doenças transmissíveis Parto na suspeita ou confirmação de covid-19 Durante o trabalho de parto,

ABLAM

3 min4 days ago

Evolução clínica da Covid-19 | Ligas

Em dezembro de 2019, a Organização Mundial de Saúde (OMS) foi alertada sobre a existência de um surto de pneumonia por coronavírus em Wuhan, na China. A OMS definiu a nova doença causada por coronavírus como COVID-19. O coronavírus é um vírus de RNA envelopado, do gênero Betacoronavírus, distribuído entre aves, humanos e outros mamíferos (ROSA; SANTOS, 2020). Mais recentemente, passou a ser chamado de SARS-CoV-2 (do inglês Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavirus 2). Em 11 de março de 2020 foi considerada uma pandemia (BRASIL, 2020a). Aspectos imunológicos da Covid-19 Segundo Shy e colaboradores (2020), a infecção pelo SARS-CoV-2 pode ser dividida em três estágios. O primeiro corresponde ao período de incubação com ou sem vírus detectável. O estágio II refere-se ao período sintomático não grave com a detecção do vírus e o estágio III é o sintomático respiratório grave com alta carga viral. Durante os estágios I e II é necessária uma resposta imune endógena protetora e específica para debelar o vírus e impedir que a doença progrida para estágios graves. Desta forma, é preciso que o indivíduo tenha bom estado de saúde e predisposição genética adequada. Quando essa resposta endógena protetora falha, há a propagação do vírus com dano celular em órgãos afetados, como os pulmões, induzindo inflamação por meio de macrófagos e granulócitos. Nos casos graves, parece haver a Síndrome de Liberação de Citocinas (CRS) mediada por outros leucócitos que não as células T. A interleucina-6 (IL-6), o fator de necrose tumoral (TNF) e a interleucina-1 (IL-1) também atuam nessa fase inflamatória. A resposta imune ao dano no tecido pode evoluir para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) (SHY, et al., 2020). 

ABLAM

4 min4 days ago

Covid-19: uma abordagem ampla sobre as infecções causadas pelo SARS-CoV-2 | Ligas

O conteúdo a seguir é uma abordagem sobre a Covid-19 e as infecções causadas pelo novo coronavírus. O conteúdo foi produzido pela Liga Amapaense de Pneumologia (LAP), através de uma parceria entre a SANAR e a ABLAM com as ligas acadêmicas parceiras das duas instituições. Dentro dessa proposta, nós vamos abordar os seguintes temas relacionados a covid-19: a epidemiologia, fisiopatologia, manifestações clínicas, o diagnóstico, o tratamento, as medidas de suporte e o tão importante isolamento social. Epidemiologia da Covid-19 Acerca do coronavírus, ele representa uma grande família composta por vírus que são conhecidos por causarem doenças relacionadas às síndromes respiratórias, podendo se manifestar desde a forma de um resfriado até doenças mais graves. O Covid-19 é a doença clínica causada pelo SARS-COV-2, um vírus de RNA,  responsável pela atual pandemia. É válido ressaltar que, em períodos  anteriores, outros vírus dessa mesma família foram responsáveis por importantes surtos de síndromes respiratórias, como em 2002,  sars-cov e, em 2012, causada pelo mers-cov. O surto teve seu início em dezembro de 2019, em Wuhan, Província de Hubei, China, quando um grupo de pacientes inicialmente diagnosticados com pneumonia de etiologia desconhecida, foram internados e logo após tiveram o quadro vinculado a um mercado de frutos do mar e animais úmidos. A doença demonstrou ter alta transmissibilidade, isso porque, em  janeiro de 2020, 7.734 casos foram confirmados na China e 90 outros casos também foram relatados em vários outros países como Japão, Estados Unidos e Alemanha. Nesse período, os principais acometidos eram homens entre a idade de 41 a 58 anos. De acordo com o relatório situacional do dia 17 de abril de 2020, publicado pela OMS, em parâmetro mundial o

ABLAM

7 min4 days ago
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