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Reuniões virtuais após a pandemia do covid 19 e a igualdade que elas representam | Colunistas

O privilégio de estar presente em reuniões virtuais em qualquer lugar do mundo como expansão do conhecimento e acessibilidade em tempos de pandemia refletindo-se como um questionamento do avanço ou comodidade em tempos futuros. Maior alcance Com o avanço da pandemia do COVID-19, a partir do final de 2019, a internet tornou-se ainda mais presente na realidade das pessoas no mundo todo. Isso porque era inevitável seguir os planejamentos cotidianos mas com o distanciamento social seria impossível. A partir daí, mesmo com a grande dificuldade no manuseio dessas novas técnicas, os encontros virtuais foram ganhando mais espaço e garantindo um acesso mais igualitário aos diferentes eventos que, antes da pandemia aconteciam de forma presencial, resultando em maiores gastos de deslocamento, hospedagem e diversos outros fatores que impediam muitas pessoas de buscarem conhecimento e novas oportunidades, o que hoje em dia tornou-se possível. E, por mais que ainda não tenhamos um acesso baseado na equidade, devido a restrição do acesso a internet de diversas pessoas ao longo do mundo, atualmente podemos dizer que a igualdade faz-se presente entre os usuários com acesso ao mundo virtual. Segundo uma pesquisa da Nature, 75% dos leitores participaram de várias reuniões virtuais desde março de 2020, e outros 18% participaram de pelo menos uma [1]. Avanços a partir do mundo virtual Mesmo que as pessoas tenham dinheiro para se deslocar, podem ter outras limitações que tornam a viagem impossível, como doenças, dificuldades para conseguir creche ou mesmo conciliar com a rotina diária de outras atividades. Alguns recursos de acessibilidade online, como legendas em tempo real, nem sempre estão disponíveis em reuniões pessoais. As reuniões virtuais podem eliminar algumas dessas barreiras e podem ser mais

Gisele Nizolli

2 min há 15 horas

Mamografia após vacina contra a covid-19 | Colunistas

Estudos recentes mostram que algumas vacinas utilizadas contra a Covid-19 (Sars-CoV-2) causam um efeito colateral até então pouco conhecido e que pode ser confundido com um dos sintomas de câncer de mama: a linfonodopatia axilar ipsilateral ou popularmente conhecido como “ínguas” ou “caroços”. Por que prorrogar a mamografia pós-vacina? Gânglios aumentados não são sinal de câncer de mama. A informação é confirmada pela Sociedade Brasileira de Mastologia, pela Comissão Nacional de Mamografia do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) e pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgro), que já divulgaram recomendações para conduta frente à linfonodopatia axilar em pacientes que receberam recentemente a vacina para Covid-19.“Por isso, nossa recomendação é que os agendamentos de exames de mamografia em pacientes sejam realizados antes da primeira dose da vacina ou, então, duas a quatro semanas depois da aplicação da segunda dose”, afirma dra. Maira Calfelli Caleffi, mastologista e presidente voluntária da Femama. Figura 1: MamografiaFonte: https://bityli.com/lZfqz Linfonodopatia versus tumor A Dra. Maira Calfelli Caleffi ainda constata que se a linfonodopatia permanecer, recomenda-se a investigação, ou seja, a biópsia do linfonodo para excluir a malignidade mamária ou de outra origem extramamária. Conclusão Para evitar possíveis equívocos interpretativos, a Comissão Nacional de Mamografia do CBR, em conjunto com a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), prepararam recomendações aos serviços de diagnóstico por imagem que executam exames de mamas inserindo ações como: inclusão, na anamnese das pacientes, do status da vacinação, com data e lateralidade da imunização, assim como o tipo de vacina recebida;recomendação de que o agendamento dos exames de rastreamento para câncer de mama (pacientes assintomáticas) seja

Natália Paniágua Andrade

2 min há 3 dias

Ao lado da pandemia da Covid, uma outra pandemia: a da obesidade

A pandemia pelo novo coronavírus, conhecido por SARS-CoV-2, causador da doença denominada COVID-19, chamou a atenção para um outro grave problema de saúde: a alta prevalência da obesidade ao redor do mundo.  Estudos já mostram que a obesidade se tornou importante fator de risco independente para desfechos negativos em pacientes com COVID-19.  Neste artigo, pretendemos discutir o tema, e entender o porquê da obesidade exercer um papel tão negativo sobre a pandemia da Covid.  O impacto da obesidade na pandemia da Covid Diversos estudos apontam a obesidade como um fator associado a pior prognóstico naqueles indivíduos infectados pela Covid. Os estudos apontam para diversos desfechos negativos e maior prevalência de obesidade nos indivíduos graves. Quando comparados a indivíduos não obesos, indivíduos com índice de massa corporal aumentado apresentavam também maior necessidade de uso de ventilação mecânica, maior probabilidade de admissão hospitalar e de desenvolver doença grave. Um grande estudo do Reino Unido, realizado com mais de 16.000 pacientes, mostrou maior probabilidade significativa de óbito entre os indivíduos obesos.   O risco se tornou maior quanto maior o índice de massa corporal, e a obesidade piorou desfechos mesmo em pacientes jovens, entre 14 e 45 anos.  Por que a obesidade torna o indivíduo tão susceptível? Sabemos que outras doenças estão intimamente implicadas na probabilidade de desenvolver Covid grave.  Diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, alguns tipos de cânceres, todas são condições também fortemente associadas à desfechos negativos na Covid. Estas comorbidades estão intimamente associadas a obesidade, que igualmente predispõem os indivíduos a apresentarem resposta pobre contra a infecção.  Mas os estudos também

Sanar Medicina

2 min há 4 dias

Estudo avalia gravidade e impacto da Covid longa

Um estudo recente buscou avaliar a gravidade e o impacto da chamada Covid longa, onde pacientes continuam a experimentar pelo menos um sintoma da infecção pelo novo coronavírus após recuperação da doença. Como o estudo foi realizado O estudo foi realizado por meio de pesquisa online, onde dados de mais de 3.000 pacientes foram coletados.  Os pacientes tiveram duração da doença por mais de 28 dias, e os pesquisadores rastrearam a presença de 66 sintomas ao longo de sete meses. Além disso, correlacionaram a presença dos sintomas com outras variáveis como impacto na qualidade de vida, no desempenho profissional e no retorno ao estado anterior à infecção. Resultado: sintomas persistem após meses de Covid Os resultados do estudo, que abriga um bom número de pacientes na amostra, revela informações muito importantes para o entendimento da Covid longa. Numa parcela extremamente significativa dos candidatos (91%), o tempo de recuperação chegou a mais de 35 semanas.  Após o sexto mês, os sintomas persistentes mais frequentes foram: fadiga, mal estar pós esforço e disfunção cognitiva.  Disfunção cognitiva e a perda de memória tinham distribuição semelhante entre as várias faixas etárias, e tinham elevada frequência (88%). Além disso, cerca de 86% dos participantes experimentaram recaída dos sintomas, desencadeada principalmente após exercícios físicos, ou estresse físico/mental. Repercussões da Covid longa O estudo chama atenção quando considerada a alta frequência de disfunções neurológicas presentes. Mais de 88% dos entrevistados experimentaram disfunções cognitivas e de memória. O que este achado aponta é que talvez haja disfunções do sistema nervoso central que merecem investigação

Sanar Medicina

1 min há 4 dias

Alterações placentárias na infecção materna por COVID-19

No post de hoje iremos falar sobre um estudo que avaliou alterações placentárias em mulheres grávidas, infectadas pelo COVID-19.  O impacto da Covid em mulheres grávidas A pandemia afeta pessoas de todas as faixas etárias. As mulheres grávidas não foram exceção, e os dados apontam que elas sofrem maior impacto, comparados com mulheres não grávidas da mesma faixa etária. As mulheres grávidas apresentam, de acordo com os estudos, maior frequência de internação em unidades de terapia Intensiva e necessidade de suporte orgânico.  Apresentam também maior desfecho negativo de óbito.  Como a placenta é afetada Apesar do SARS-CoV-2 ter predileção e porta de entrada pelas vias aéreas superiores, é conhecido que o vírus se espalha para outros locais.  No final da gravidez, cerca de 25% do débito cardíaco materno se destina a suprir o feto por meio da placenta. Portanto, o risco de transmissão para a unidade feto-placentária nesse momento da gravidez deveria ser alto. No entanto, os estudos mostram o contrário. Na maioria das mulheres grávidas infectadas pela Covid, o feto e a placenta foram poupados.  As estimativas atuais de transmissão vertical estão em torno de 2-3%.  A propagação da infecção se faz mais provável nos casos sintomáticos graves.  Estudo avalia parâmetros de infecção placentária Um estudo buscou avaliar indícios de infecção placentária em 66 mulheres grávidas infectadas no final da gestação. No estudo, todos os recém nascidos foram negativos para Covid. Os resultados mostraram maior expressão do receptor ACE-2 nas mulheres com infecção grave. Marcadores

Sanar Medicina

1 min há 5 dias

A infância em tempos de covid-19 | Colunistas

A doença associada ao SARS-CoV-2 é um grave problema de saúde pública atual, tendo sido estabelecido uma pandemia em 11 de março de 2020. Nesta ocasião, foram definidas várias medidas de isolamento social e mesmo preservando o funcionamento dos serviços essenciais, meninas e meninos foram afastados do convívio social e mantidos em isolamento devido ao fechamento das escolas e das atividades ao ar livre, por exemplo. Tais medidas se fazem necessárias para a diminuição da transmissibilidade. Mas ainda não é de comum conhecimento os impactos do Coronavírus nos menores, que embora sejam menos contaminados na forma sintomática e grave da doença, podem ser mais afetados no âmbito do desenvolvimento psicológico. De forma inquestionável, a infância em tempos de covid-19 precisa de atenção. Manifestações do COVID-19 na pediatria A forma mais importante de transmissão do vírus é por meio de secreções respiratórias (gotículas e aerossóis contendo vírus), liberadas através da tosse, espirros, respiração e fala. Estudos indicam, que os doentes são os principais contaminantes, porém pessoas assintomáticas ou que ainda estão dentro do período de incubação também podem potencialmente difundir o vírus. Dessa forma, apesar das crianças apresentarem quadro mais brando que em adultos, são também possíveis contaminantes e fontes de propagação da doença, pela natureza de contaminação do vírus e pela dificuldade de aderirem completamente à etiqueta respiratória. Outra forma de contaminação é o contato direto com as secreções levadas a boca, nariz ou olhos por mãos contaminadas que tiveram contato com superfícies contendo vírus; é de comum conhecimento que a infância pode ser resumida em aprender: aprender sobre o tato e paladar, por exemplo, experimentando tocar em algum objeto e levar a boca (atitude comum a toda criança), resultando em menores contaminados. Entre os sintomáticos deve-se destacar que o sinal mais

Taynara Mariah

8 min há 6 dias

Relação entre a pré-eclâmpsia e a covid-19 durante a gestação | Colunistas

Durante a pandemia da síndrome respiratória aguda grave coronavírus 2 (SARS-CoV-2), declarada em 11 de março de 2020 pela Organização das Nações Unidas (OMS), foi observado um aumento dos casos de pré-eclâmpsia (PE) entre gestantes com a COVID-19 em comparação com as gestantes em geral. Sabe-se que as características clínicas da PE são uma consequência do dano endotelial originado pelo estresse oxidativo e estado antiangiogênico, que leva ao aparecimento de hipertensão e proteinúria, enzimas hepáticas elevadas, insuficiência renal ou trombocitopenia , entre outros. Já o SARS-CoV-2, acredita-se que ele usa como receptor de entrada da célula hospedeira a enzima conversora de angiotensina tipo 2 (ECA-2), componente do sistema renina-angiotensina(SRA) e importante regulador da pressão arterial, causando uma disfunção nesse sistema e, consequentemente, uma vasoconstrição. Em decorrência disso, a COVID-19 causa efeitos como hipertensão, doença renal, trombocitopenia e lesão hepática. O fato é que a pré-eclâmpsia e a infecção por SARS-CoV-2 apresentam características clínicas sobrepostas, o que pode induzir um diagnóstico clínico incorreto e fez com que os pesquisadores do Hospital Universitari Vall d’Hebron, na Espanha, desconfiem de uma síndrome semelhante à pré-eclâmpsia. O que é a ECA-2? Existem duas enzimas conversoras de angiotensina que fazem parte do SRA: a enzima conversora de angiotensina (ECA) e a enzima conversora de angiotensina tipo 2 (ECA-2). Estruturalmente, elas são semelhantes, porém, de modo funcional, as duas se contrapõem.  A ECA converte a angiotensina 1 em angiotensina 2 e provoca efeitos deletérios, como o aumento da atividade simpática, reabsorção de sal e água, vasoconstrição, inflamação, liberação de aldosterona e vasopressina, contribuindo para fibrose tecidual, disfunção do endotélio e hipertensão arterial. Já a ECA-2 decompõe a angiotensina 2 e ativa receptores vasodilatadores, podendo ser um

Victoria Cristina

4 min há 7 dias

Covid-19 afeta homens e mulheres de maneiras diferentes? | Colunistas

No presente texto serão abordados os diversos fatores associados às divergências na maneira que o SARS-CoV-2 age de acordo com o gênero do indivíduo afetado, expondo de maneira clara e eficaz as explicações necessárias para o bom entendimento a respeito do tema em questão. Esclarecendo como o sistema imune, as questões socioculturais e as doenças prévias podem influenciar o modo como o sexo do indivíduo é crucial na determinação de como o novo coronavírus atinge o organismo. Como o sistema imune pode ser influenciado pelos hormônios de cada gênero?   Em homens e mulheres existe uma certa diferença quanto aos hormônios que predominam em cada gênero, nos homens há uma maior quantidade de testosterona, enquanto que nas mulheres observa-se uma predominância de estrogênio. Diante da evidente diferença hormonal, gera-se uma distinção em como a imunidade de cada gênero atua diante de infecções diversas, sendo de grande importância citar a principal diferença nesse quesito, no caso, a quantidade de estrogênio de cada sexo, dada a sua importância positiva para o sistema imunológico do organismo.   Estrogênio    O hormônio estrogênio possui como uma de suas características um grande potencial de modulação do sistema imune, além de atuar como anti-inflamatório, regulando tanto células do sistema inato quanto do adaptativo, regulação essa realizada pelos receptores de estrogênio. Esses receptores são capazes de produzir interações com o DNA, de maneira que passam a ser reguladores de genes, o que pode ser usado na intervenção diante de doenças que o organismo venha a adquirir.   De maneira mais específica, esse tipo de hormônio está relacionado com a produção de interferon do tipo 1, o qual pode controlar algumas partes do sistema imunológico e as citocinas,

Priscila Araújo

4 min há 7 dias
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