Últimas publicações
Pesquisas científicas
Fake news
Aulas
Fluxo de tratamento
Casos no Brasil

Remédios sem eficácia contra COVID-19 podem causar resistência bacteriana

Especialistas estão preocupados com o incentivo do uso de remédios sem comprovação científica contra a COVID-19, como hidroxicloroquina, antimaláricos, ivermectina, nitazoxanida e azitromicina. Reações adversas graves, resistência bacteriana e o consequente surgimento de “superdoenças” podem ocorrem em pacientes que fazem uso desses medicamentos. Apesar disso, o próprio Ministério da Saúde lançou recentemente o TrateCov, aplicativo que incentiva médicos a prescreverem cloroquina e antibiótico. Leia também: Os 15 tratamentos para Covid-19 mais comentados Embora raros em pacientes que utilizam a medicação para tratar doenças indicadas, os efeitos adversos do uso para funções não previstas em bula ou sem indicação médica passam por tontura, dor de cabeça, aumento da pressão arterial, taquicardia, alterações gastrointestinais. Recentemente, um infectologista do Complexo Hospitalar Clementino Fraga, referência para tratamento da COVID-19 em João Pessoa, relatou casos de pacientes que tiveram quadro de saúde agravado após uso de medicação para “tratamento precoce” da doença. Consequências futuras Em reportagem do Uol, especialistas alertaram também para o risco de consequências futuras. Ana Cristina Gales, consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia e coordenadora da pós-graduação em infectologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), afirma que a combinação de hidroxicloroquina e azitromicina foi um tratamento suspenso por causar arritmia, efeito colateral que é um risco para pacientes com doença cardiológica e estava sendo dado justamente para uma população com fator de risco. “A gente não sabe dos impactos do uso estendido por semanas e até meses, porque os estudos foram feitos para uso por período curto. Da ivermectina, por exemplo, sabemos que ela se acumula no pulmão, mas a gente não sabe o efeito em longo prazo”, alertou a especialista na reportagem. Diretora da

Sanar

2 minanteontem

Eli Lilly desenvolve anticorpo que reduz em 80% risco de infecção por COVID-19

Um anticorpo sintético desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly reduziu em 80% o risco de contrair COVID-19 em um grupo de idosos testados em ensaio clínico. O anúncio foi feito pela própria companhia na última quinta-feira (21) e noticiado pelo yahoo! Financiado pelo governo dos Estados Unidos, o ensaio clínico foi conduzido em 299 residentes de lares para idosos, além de 666 funcionários de cuidados prolongados que não haviam contraído COVID-19. Leia também: Vacina da covid-19: perguntas e respostas O anticorpo bamlanivimab foi criado a partir de um anticorpo neutralizante que a farmacêutica encontrou em um paciente recuperado de COVID-19. O anticorpo se une a uma proteína do novo coronavírus e evita que o patógeno invada as células humanas. Como foi o estudo da Eli Lilly O grupo foi dividido entre participantes que receberam 4,2 gramas do anticorpo bamlanivimab, que teve uso emergencial aprovado nos Estados Unidos, e participantes que tomaram placebo. Após acompanhamento de oito semanas, o grupo que recebeu o anticorpo teve uma redução de 57% no risco de desenvolver COVID-19 sintomática e 80% menos chance de contrair a doença. Houve também quatro mortes atribuídas à COVID-19 entre os participantes do estudo, todas no grupo que tomou placebo, segundo informações da farmacêutica.  O estudo também analisou o uso do anticorpo como tratamento para 132 participantes que testaram positivo para COVID-19, destes 41 eram residentes de lares de idosos e 91, funcionários. Como reporta o yahoo!, a farmacêutica não deu muitos detalhes sobre os achados para esse grupo. Complemento da vacina O resultado do estudo é preliminar e ainda terá que ser submetido a exame por pares. Apesar disso, especialistas independentes

Sanar

1 minanteontem

Saiba em detalhes como funciona a CoronaVac

A empresa Sinovac Biotech, uma companhia privada chinesa, desenvolveu a vacina de vírus inativado denominada CoronaVac. Além do Brasil, China, Indonésia e Turquia concederam aprovação para uso emergencial da CoronaVac. Vamos descobrir, em detalhes, como a vacina foi produzida.  A vacina chinesa utiliza o próprio SARS-CoV-2 Basicamente, a missão de uma vacina é “ensinar” ao sistema imune como se defender de um agente infeccioso. A CoronaVac faz isso ao estimular a produção de anticorpos que se ligam na proteína de superfície denominada proteína spike, que é uma proteína de superfície, peça chave para entrada do vírus na célula. Para criar a vacina CoronaVac, os pesquisadores inicialmente coletaram amostras do vírus de pacientes infectados para servir de base para a vacina. Fonte: How the Sinovac Vaccine Works – The New York Times Criando estoques do vírus Os pesquisadores criaram estoques do SARS-CoV-2, cultivando-os em células renais de macacos. Após, eles adicionaram β-propiolactona, um composto orgânico da família das lactonas.  A β-propiolactona teve o papel de ligar-se aos genes do coronavírus, inativando-os. Dessa forma, o coronavírus não era mais capaz de replicar-se. Mas as proteínas do SARS-CoV-2, incluindo a proteína spike, permaneceram intactas.  Fonte: How the Sinovac Vaccine Works – The New York Times A formulação da vacina O próximo passo consistiu em misturar os vírus inativados a uma pequena amostra de composto à base de alumínio. Esta etapa tem por objetivo a adição do chamado adjuvante, um composto cuja finalidade é impulsionar a resposta imune contra a vacina.  Os chineses não inventaram a roda.

Sanar Medicina

3 minanteontem

Sistema de saúde só será aliviado quando 25% da população for vacinada, dizem médicos

A campanha de vacinação contra a COVID-19, iniciada na última segunda-feira (18), não será suficiente para aliviar a sobrecarga do sistema de saúde no Brasil. O presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Juarez Cunha, afirmou ao Metrópoles que hospitais e centros de atendimento continuarão lotados até que pelo menos 25% da população seja imunizada. A porcentagem é referente aos 54 milhões de pessoas dos grupos prioritários definidos no Plano Nacional de Imunizações contra a COVID-19, do Ministério da Saúde. A fase 1 considera imunização de grupos prioritários formados por profissionais da saúde, populações indígenas, idosos a partir de 75 anos e pessoas com 60 anos ou mais que vivem em asilos ou instituições psiquiátricas. Para atender à demanda, serão necessárias 108,3 milhões de vacinas. O problema é que as doses disponíveis até o momento não contemplam sequer todo o contingente da fase 1. Por enquanto, apenas seis milhões de doses da CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac e pelo Instituto Butantan, foram distribuídas pelo governo federal aos estados e municípios brasileiros. Incerteza Para que o Instituto Butantan consiga liberar o total de 10,8 milhões de doses da vacina que já estão prontas, será preciso pedir um novo registro à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (entenda melhor aqui). Já as 2 milhões de doses da vacina AstraZeneca, fruto de uma parceria entre a Universidade de Oxford e a Fiocruz, também foram liberadas em caráter emergencial pela Anvisa, mas precisam ser importadas da Índia. O governo federal ainda está em negociação com o país asiático para conseguir o carregamento. “O problema é que está tudo muito incerto. Ainda não sabemos quando teremos as vacinas Oxford/AstraZeneca e quando os insumos chegarão ao território nacional para

Sanar

1 minhá 3 dias

Brasileiros desenvolvem teste rápido de COVID-19 para ampliar diagnóstico

Um teste rápido de COVID-19 foi desenvolvido por pesquisadores brasileiros para ampliar a amostragem de infectados no país. Com custo até cinco vezes menor do que a média do mercado, o teste detecta em dez minutos a presença de anticorpos produzidos ainda na fase aguda da doença. O dispositivo é resultado de uma parceria entre o Instituto de Química da Universidade de São Paulo em parceria com a startup Biolinker. Em entrevista à Agência FAPESP, o coordenador do estudo, Frank Crespilho, explica que a descoberta poderá ajudar, inclusive, a monitorar a resposta da população às vacinas. Assim como os testes rápidos já disponíveis nas farmácias, o novo material analisa uma amostra de sangue para identificar a presença de anticorpos do tipo imunoglobulina G (IgG), produzidos na fase aguda da COVID-19, em média entre o 7º e o 10º dia após o aparecimento dos sintomas. Se o paciente testado já tiver anticorpos, duas bolinhas avermelhadas aparecem no leitor. “Quanto mais anticorpos há no sangue, mais forte é o tom de vermelho das bolinhas. Por esse motivo, acreditamos que o teste também poderá ser usado para monitorar a resposta da população às vacinas. Sabemos que nem todo mundo desenvolve imunidade protetora após se vacinar e também que o nível de anticorpos diminui com o tempo”, diz Crespilho, enfatizando que a tecnologia poderá ser adaptada também para as novas variantes virais. O Brasil começou a vacinar a população na última segunda-feira, 18, após a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do uso emergencial das vacinas CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, e AstraZeneca, resultado de uma parceria entre a Universidade de Oxford e a Fiocruz. 

Sanar

2 minhá 3 dias

Síndrome de Burnout em tempos de COVID-19: como reconhecer e tratar a doença | Colunistas

De acordo com o Ministério da Saúde, a síndrome de burnout, também chamada de “síndrome do esgotamento profissional”, é um distúrbio emocional acompanhado de sinais de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico, gerado por situações profissionais de trabalho intenso e que envolvem grande responsabilidade e competitividade. A principal causa do desencadeamento dessa síndrome é o excesso de trabalho e responsabilidades. É uma síndrome que precisa ser precocemente reconhecida e tratada, visto que pode evoluir com graves comorbidades, incluindo depressão e até mesmo suicídio, além de incapacitar muito o indivíduo, o que é lamentável. Sabe-se que sua prevalência ocorre de forma mais acentuada entre profissionais da saúde, professores e policiais. Nesse sentido, no contexto de pandemia em que vivemos, é razoável pensar que a classe de profissionais de saúde seja uma das mais gravemente afetadas pela síndrome de burnout, demandando maiores cuidados e intervenções. Principais sinais e sintomas Os sintomas e sinais mais vistos na síndrome de burnout incluem desde acometimento mental, até mesmo físico. Os principais sintomas mentais que observamos são dificuldade de concentração, sentimentos de fracasso e insegurança, negatividade constante, sentimentos de derrota e desesperança, sentimento de incompetência, isolamento social. Já os sintomas físicos incluem cansaço excessivo, dor de cabeça frequente, alterações do apetite, insônia, alterações repentinas de humor, fadiga, pressão alta, dores musculares, problemas gastrointestinais e alteração nos batimentos cardíacos. São sintomas que, quando combinados com a história clínica do paciente, apontam para o diagnóstico da síndrome de burnout, por isso a anamnese se torna tão importante na suspeita clínica. Buscar compreender sobre profissão, carga horária de trabalho, exigências no ambiente laboral, responsabilidades trabalhistas, proximidade com familiares é imprescindível para um melhor entendimento do caso. Causas e fatores de risco

Gabriella Mares

8 minhá 3 dias

Vacina da covid-19: perguntas e respostas

Finalmente, a vacina da COVID-19 foi aprovada no Brasil em caráter emergencial. Sabemos que junto com o início da imunização, surgem muitas perguntas. Neste post buscaremos elucidar as principais dúvidas a respeito dos vários aspectos que envolvem a campanha de vacinação contra o novo coronavírus.  Duas vacinas da COVID-19 foram aprovadas, em caráter emergencial para uso aqui no Brasil: a CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. A outra vacina aprovada é a da empresa AstraZeneca, que é um resultado da parceria entre a Universidade de Oxford e a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). Vacinas – Mecanismo, eficácia e segurança Como cada uma das vacinas aprovadas funcionam? A vacina da FioCruz, desenvolvida pela Universidade de Oxford, utiliza tecnologia de Vetores Virais. Nesse tipo de vacina, um vírus como sarampo ou adenovírus é geneticamente modificado para produzir proteínas do coronavírus. No caso da Vacina de Oxford, o adenovírus do Chipanzé é utilizado para carregar DNA da proteína Spike do SARS-CoV-2, proteína chave no processo de infecção do vírus nas células humanas. Já a CoronaVac utiliza o próprio vírus SARS-CoV-2 inativado. Neste tipo de vacina, o vírus é modificado com partículas químicas ou calor, de tal forma que se torna incapaz de causar infecção. Este é um tipo de tecnologia já utilizado em outras vacinas. Por exemplo, as vacinas contra o sarampo e a poliomielite usam o próprio vírus na sua composição. O que sabemos sobre a eficácia de cada uma das vacinas? A vacina de Oxford possui eficácia de 70,4%. Os estudos aqui no Brasil envolveram cerca de 10 mil profissionais de saúde voluntários, e

Sanar Medicina

7 minhá 3 dias

Infectologista relata complicações em pacientes por “tratamento precoce” de COVID-19

O médico infectologista Fernando Martins Selva Chagas, diretor do Complexo Hospitalar Clementino Fraga, referência para tratamento da Covid-19 em João Pessoa, relatou ao G1 casos de pacientes que tiveram quadro de saúde agravado por causa do “tratamento precoce” de COVID-19, após o uso de cloroquina, azitromicina e hidroxicloroquina no início da manifestação dos sintomas.  “Vários pacientes me relataram que tomaram os medicamentos [nos primeiros dias de sintomas da Covid-19] e não melhoraram. Um médico veio para o hospital, tinha tomado ivermectina, hidroxicloroquina, azitromicina, complexo de vitamina D e zinco. Ele evoluiu pra forma grave [da Covid-19], foi internado. Durante a internação, a gente conversou sobre o fato dos pacientes não responderem [ao tratamento precoce]”, disse o médico à reportagem.  Leia também: Guia de Conduta Médica para COVID-19 O infectologista, que está na linha de frente desde março de 2020, também relata situação parecida em pessoas que tomavam os medicamentos por acreditar que eles poderiam atuar de forma preventiva. Vale lembrar que cientistas já comprovaram que não há qualquer tipo de tratamento preventivo contra a COVID-19.  “Atendi paciente que já vinha tomando ivermectina há seis meses, porque acreditava que não ia pegar COVID-19. Peguei paciente que ficou muito tempo internado porque começou a tomar corticoide no primeiro dia de doença”, relembra o especialista.  Complicações do “tratamento precoce” de COVID-19 Apesar de muito difundida, a informação de que o tratamento precoce minimiza as complicações da doença no corpo carece de evidências científicas. “Já se criou uma imagem que, se começou a doença, tem que tomar azitromicina, ivermectina e hidroxicloroquina pra tentar tratar. Por conta dessa informação, que ficou difundida demais, o difícil é a gente desmistificar”, ressalta Chagas. “O que falta é

Sanar

2 minhá 3 dias
Filtrar conteúdos
Filtrar conteúdos
Tags
Política de Privacidade. © Copyright, Todos os direitos reservados.