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Novo coronavírus: há motivo para pânico? | Colunistas

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Clarissa Machado

3 min há 580 dias

O novo coronavírus, o 2019-nCoV, é um novo vírus originado de uma variação da família coronavírus, a mesma de outras epidemias como Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavírus (SARS-CoV), ocorrida em 2002, e Middle East Respiratory Syndrome coronavírus (MERS-CoV), em 2012.

Seu nome provém de sua aparência, possuindo uma estrutura semelhante a de uma coroa.

A Organização Mundial de Saúde declarou que a infecção pelo novo vírus é uma emergência de saúde pública. O caso zero ocorreu na China, na província de Wuhan.

O que tem alarmado a população é a capacidade de transmissão do vírus, infectando em um mesmo período de tempo mais pessoas que as epidemias de SARS, em 2002. Os primeiros estudos indicam que o vírus é capaz de ser transmitido a outras pessoas durante o período de incubação, em pessoas assintomáticas, dificultando a contenção de infectados e potencialmente alavancando seu poder de disseminação.

Governos e órgãos de controle de doenças infecciosas temem o risco de uma nova pandemia, pois o coronavírus tem alta infectividade e baixa patogenicidade. Seu poder de letalitade, entretanto, está em torno de 2%, o que o caracteriza como um vírus com baixa probabilidade de morte após infecção, especialmente quando confrontato com o SARS (2003) que apresentou em torno de 10% de letalidade. Diante disso, medidas enfáticas de saúde pública são tomadas para reduzir a probabilidade da doença se disseminar de forma indesejável.

O risco de contrair a doença varia em uma escala descendente de probabilidade com a localidade do indivíduo, à medida que este se distancia do marco zero. Dessa maneira, o risco de contágio de um residente brasileiro é significativamente menor que de um cidadão residente em Pequim e, por conseguinte, menor que de um indivíduo residente em Wuhan.

Diante desses fatos, não há motivo para alarme generalizado da população, muitas vezes impulsionado pelos instrumentos de imprensa. Cabe aos centros de epidemiologias e aos governos tomarem medidas cabíveis para mitigar as epidemias e os desafios de saúde pública relacionados.

Autora: Clarissa Machado, Estudante de Medicina

Instagram: @clarissa.mgm


O texto acima é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto

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