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Coronavírus: quem corre mais risco? | Colunistas

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Welberth Fernandes

3 min há 553 dias

No cotidiano mundial, diversas infecções costumam causar bastante preocupação com relação às pessoas mais vulneráveis e de maior risco. As gestantes, por exemplo, durante o 1º trimestre de gravidez experimentam uma queda do sistema imunológico, deixando-as mais suscetíveis às infecções por microrganismos.

No caso da infecção pelo novo SARS-CoV-2 (coronavírus), pacientes portadores de comorbidades como diabetes mellitus, asma, hipertensão arterial, câncer, imunodeficiências e os idosos (acima dos 60 anos) são considerados de alto risco. Nessa lista, chama atenção a não inclusão das gestantes e das crianças. Ainda não sabemos a explicação, mas os pacientes pediátricos não costumam desenvolver a forma grave da infecção pelo coronavírus e também se recuperam de maneira mais rápida, sendo raros os casos de mortes nesse grupo.

Pelo que sabemos do novo vírus, as grávidas infectadas não parecem desenvolver de forma significativa complicações maternofetais durante a gestação ou durante o parto, também não há evidências de transmissão vertical (da mãe para o filho) e também não ocorre transmissão pela amamentação.

De modo geral, o envelhecimento causa uma diminuição de todas as funções biológicas do corpo, incluindo a imunidade e a capacidade respiratória. Assim, não é difícil entender o porquê da preocupação com os idosos.

As doenças crônicas (diabetes, hipertensão, asma, etc.), principalmente em idosos, são fatores que elevam o risco de complicações pelo coronavírus. O paciente portador de diabetes mellitus possui uma imunossupressão que o deixa mais suscetível a desenvolver as piores formas da infecção, como a insuficiência respiratória grave, por exemplo.

As viroses podem causar miocardites, arritmias, descompensação cardíaca e parada cardiorrespiratória. Por isso, pacientes cardiopatas, como os hipertensos também são de alto risco. Além disso, os pulmões dos asmáticos e fumantes possuem danos devido à inflamação crônica e dificuldade respiratória que são agravados pelo vírus e podem gerar uma crise fatal.

Por fim, mas não menos importantes, estão os profissionais da saúde. Durante a rotina de trabalho em hospitais e clínicas, tais indivíduos possuem maior chance de exposição ao coronavírus, além de estarem impossibilitados de fazer o isolamento social, uma vez que atuam diretamente no funcionamento das instituições de saúde, no combate e tratamento dos doentes.

Toda a população e, principalmente, os pacientes de alto risco devem realizar as medidas de prevenção como lavar as mãos com água e sabão ou usar álcool gel, não compartilhar objetos pessoais, manter os ambientes ventilados e evitar aglomerações.

Autor: Welberth Fernandes, Estudante de Medicina

Instagram: @welberthfs

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