Coronavírus

COVID-19 e gestantes: entenda novas regras de vacinação do Ministério da Saúde

COVID-19 e gestantes: entenda novas regras de vacinação do Ministério da Saúde

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Sanar

6 min há 60 dias

O Ministério da Saúde publicou uma nova portaria relacionada a COVID-19 e gestantes, recomendando que mulheres grávidas que tenham doenças prévias (comorbidades) recebam a vacinação contra o novo coronavírus.

A portaria também abre a possibilidade para que gestantes sem comorbidades também recebam o imunizante, mas afirma que a decisão deve ser tomada depois de uma avaliação de risco e benefícios, principalmente considerando a exposição ao vírus da atividade profissional.

O G1 listou algumas dúvidas sobre o assunto. Confira a seguir as principais delas:

1) A recomendação do ministério vale para todas as grávidas?

Embora todas as gestantes possam ser vacinadas depois de uma avaliação de risco, a nova recomendação do Ministério da Saúde é para que gestantes com doenças prévias sejam vacinadas.

As doenças listadas são: diabetes, hipertensão, obesidade, asma brônquica, doença cardiovascular, doença autoimune, imunossuprimidas, doenças renais crônicas e transplantadas.

Em entrevista coletiva, Raphael Parente, secretário de Atenção Primária a Saúde, disse que a recomendação é que qualquer gestante que procure um posto de saúde já possa receber a vacinação, mas que algumas decisões são tomadas pelos municípios.

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2) Mulheres amamentando e que estejam no puerpério podem ser vacinadas?

Sim, desde que façam parte dos grupos prioritários, segundo o Plano Nacional de Vacinação. Caso contrário, a recomendação é que elas procurem os serviços de saúde somente quando chegar a fase de vacinação do grupo prioritário no qual estão inseridas.

Em ordem de prioridade, os grupos prioritários são:

  1. Pessoas com 60 anos ou mais institucionalizadas
  2. Pessoas com deficiência institucionalizadas
  3. Povos indígenas vivendo em terras indígenas
  4. Trabalhadores de saúde
  5. Pessoas de 90 anos ou mais
  6. Pessoas de 85 a 89 anos
  7. Pessoas de 80 a 84 anos
  8. Pessoas de 75 a 79 anos
  9. Povos e comunidades tradicionais Ribeirinhas
  10. Povos e comunidades tradicionais Quilombolas
  11. Pessoas de 70 a 74 anos
  12. Pessoas de 65 a 69 anos
  13. Pessoas de 60 a 64 anos
  14. Pessoas de 18 a 59 anos com comorbidades
  15. Pessoas com deficiência permanente
  16. Pessoas em situação de rua
  17. População privada de liberdade
  18. Funcionários do sistema de privação de liberdade
  19. Trabalhadores da educação do ensino básico (creche, pré-escolas, ensino fundamental, ensino médio, profissionalizantes e EJA)
  20. Trabalhadores da educação do ensino superior
  21. Forças de segurança e salvamento
  22. Forças Armadas
  23. Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros
  24. Trabalhadores de transporte metroviário e ferroviário
  25. Trabalhadores de transporte aéreo
  26. Trabalhadores de transporte aquaviário
  27. Caminhoneiros
  28. Trabalhadores portuários
  29. Trabalhadores industriais

3) Gestantes vacinadas devem manter os cuidados contra a COVID-19?

Aqui a orientação é a mesma para todos os vacinados: é necessário seguir com todos os cuidados de prevenção à COVID-19 mesmo após a aplicação do imunizante com as duas doses.

O tempo mínimo para que o sistema imune esteja apto a responder contra a presença de qualquer agente patogênico é de duas semanas, mas, no caso das vacinas contra a COVID-19, cada uma delas têm seu tempo.

A Oxford/AstraZeneca, por exemplo, atinge eficácia geral de proteção de 76% somente 22 dias após a aplicação da primeira dose, podendo chegar a 82% com a segunda dose. Já a CoronaVac pode chegar a 62,3% de eficácia geral com um intervalo de mais de 21 dias entre as duas doses.

4) Grávidas, lactantes e puérperas podem escolher não se vacinar?

Sim, e a resposta vale até mesmo para mulheres que pertencem aos grupos prioritários. No entanto, elas devem ser apoiadas em sua decisão e instruídas a manter medidas de proteção como higiene das mãos, uso de máscaras e distanciamento social.

5) Se a mulher estiver amamentando, precisa interromper o aleitamento para se vacinar? E em relação à doação de leite, é preciso interromper?

A resposta é não para as duas questões. Lactantes não devem interromper o aleitamento ao receber o imunizante contra a COVID-19 e podem doar leite mesmo vacinadas.

6) Há contraindicações à vacinação de mulheres grávidas, puérperas e lactantes?

Não. Segundo a portaria do Ministério da Saúde, não há contraindicações para esse grupo com as vacinas em uso no Brasil. Mesmo assim, os profissionais de saúde devem informar as mulheres sobre as limitações do conhecimento, até o momento, da eficácia e segurança das vacinas contra a COVID-19 em gestantes, puérperas e lactantes, para que elas possam tomar uma decisão esclarecida, segundo o documento.

As recomendações serão atualizadas conforme o surgimento de novas evidências, de acordo com a portaria.

Neste post, você encontra mais informações sobre a COVID-19 em gestantes. E aqui reunimos algumas dicas do que mulheres grávidas devem fazer em relação à prevenção do novo coronavírus.

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