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COVID-19: Precaução e Transmissão | Colunistas

COVID-19: Precaução e Transmissão | Colunistas

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Juliana Aguiar

6 min há 580 dias

O Coronavírus corresponde a uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias, variando estas de resfriado comum à doenças mais graves, como a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS-CoV) e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS-CoV).

Sinais comuns de infecção incluem sintomas respiratórios, febre, tosse, falta de ar e dificuldades respiratórias. Alguns pacientes também apresentam cefaleia, dores difusas no corpo, congestão nasal e diarréia.

Em casos mais graves, a infecção pode causar pneumonia, síndrome respiratória aguda grave, insuficiência renal e até a morte.

As cepas humanas foram isoladas pela primeira vez em 1937, tendo sido descritas em 1965. Esses vírus são zoonóticos, o que significa que são transmitidos entre animais e pessoas.

O atual agente circulante (nCoV ou COVID-19) foi descoberto no final de 2019, em Wuhan, na China. O reservatório animal ainda encontra-se incerto, porém suspeita-se estar relacionado com morcegos.

Com a já declarada pandemia, nós do CarreiraMed estamos divulgando informações sobre diversos assuntos relacionados ao vírus. Falaremos nesse artigo sobre a sua precaução e transmissão.

Precaução:

No que diz respeito à precaução da população, esta deve ser feita, segundo o Ministério da Saúde, através de:

  • Lavar as mãos com água e sabão ou uso de álcool em gel regularmente;
  • Cobrir do nariz e boca com a região antecubital ao espirrar ou tossir;
  • Evitar aglomerações, principalmente se estiver doente;
  • Manter os ambientes abertos, limpos e bem ventilados;
  • Não compartilhar objetos pessoais.

A Organização Mundial da Saúde também preconiza as seguintes recomendações:

  • Cozinhar bem a carne e os ovos;
  • Evitar contato próximo com qualquer pessoa que apresente sintomas de doenças respiratórias, como os previamente descritos. A distância ideal é de, pelo menos, 1 metro;
  • Evitar tocar os olhos, nariz e boca;
  • Manter uma boa higiene respiratória;
  • Permanecer em casa se tiver algum sintoma, principalmente febre, tosse e dificuldade para respirar. É importante procurar auxílio médico nesses casos (principalmente à distância), seguindo as recomendações da autoridade de saúde local, além de não ter contato próximo com outras pessoas, a fim de não transmitir a doença;
  • Evitar ir para locais onde o coronavírus está sendo muito transmitido, principalmente em caso de pessoa com diabetes, doenças do coração ou doenças pulmonares;
  • Manter-se atualizado em relação às notícias sobre o vírus.

Vale ressaltar que, pelas recomendações da Organização Mundial de Saúde, as pessoas que estão ou que estiveram recentemente, ou seja, nos últimos 14 dias, em áreas onde o COVID-19 está se espalhando devem seguir as seguintes medidas:

  • Permanecer em casa se estiver sentindo mal-estar, dor de cabeça, febre baixa e sintomas respiratórios. Se precisar de ir comprar comida ou fazer algo, usar máscara para evitar infectar outras pessoas;
  • Se estiver sentindo mal-estar, dor de cabeça, febre baixa e sintomas respiratórios, procurar auxílio médico e ligar para contatos recentes a fim de avisá-los.

Já para os profissionais da saúde, que estão na linha de frente de resposta à pandemia, as recomendações, segundo a Organização Mundial de Saúde, são de:

  • Garantir que todas as medidas preventivas e de proteção necessárias sejam tomadas;
  • Fornecer informações, instruções e treinamento em segurança e saúde ocupacional, incluindo o treinamento de reciclagem em prevenção e controle de infecção (IPC), o uso, coloque, decole e descarte de equipamentos de proteção individual (EPI);
  • Fornecer suprimentos adequados de IPC e EPI, incluindo máscaras, luvas, óculos, aventais, desinfetante para as mãos, sabão, água e materiais de limpeza, todos em quantidade suficiente para a assistência médica ou outro pessoal que cuida de pacientes com suspeita ou confirmação de COVID-19;
  • Dar instruções técnicas atualizadas sobre o vírus;
  • Fornecer ferramentas apropriadas para avaliar, triar, testar e tratar pacientes, além de compartilhar as informações sobre prevenção e controle de infecções;
  • Reportar ao supervisor imediato qualquer situação que tenha justificativa razoável para acreditar apresentar um perigo iminente e grave para a saúde.

Transmissão:

A transmissão, segundo o Ministério da Saúde, se dá através do contato próximo interpessoal. O termo “contato próximo” é definido como “qualquer pessoa que cuidou do paciente, incluindo profissionais de saúde ou membros da família; que tenha tido contato físico com o paciente; tenha permanecido no mesmo local que o paciente doente”.

Já, segundo a Organização Mundial de Saúde, a transmissão ocorre de pessoa para pessoa através de pequenas partículas expelidas pelo nariz ou pela boca de um indivíduo com COVID-19 quando este fala, tosse ou espirra e a outra pessoa respira essas partículas. Por isso, é importante manter a distância de mais de 1 metro, correspondente a, aproximadamente, 3 pés, de alguém que esteja doente. Essas partículas também podem aderir em objetos e superfícies que se encontram em torno da pessoa. Desse modo, a população pode se infectar com o coronavírus tocando esses objetos ou superfícies, caso toquem posteriormente os olhos, nariz ou boca. Como a principal via de transmissão da doença é através dessas partículas, expelidas em grande parte pela tosse, a probabilidade de se infectar por uma pessoa doente assintomática é relativamente baixa. Há, ainda, a possibilidade de transmissão do coronavírus através das fezes de uma pessoa infectada, sendo esta via também pouco provável, ainda necessitando, entretanto, de mais testes. É importante frisar que as pessoas mais velhas e pessoas com comorbidades médicas, como hipertensão arterial sistêmica, diabetes, doenças do coração, doenças do pulmão e câncer têm mais risco de evoluir para casos graves se infectados.

O risco de transmissão depende do local onde a pessoa mora e da rapidez com que o COVID-19 está sendo transmitido. Para a maioria das pessoas, na maioria dos locais no mundo, o risco ainda permanece relativamente pequeno.

Apesar disso, existem diversas cidades no mundo onde o vírus está se espalhando. Nesses lugares, o risco de ser infectado pelo agente etiológico dessa doença aumenta muito.

O governo e as autoridades de saúde estão criando planos de acordo com a suspeita e confirmação dos casos nos locais.

A Organização Mundial de Saúde está ainda pesquisando outras formas de transmissão e irá atualizar os seus arquivos assim que possível.

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