Cuidados paliativos com pacientes com câncer| Colunistas.

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Ana cecília cunha
4 min4 days ago

Como melhorar a experiência de doença e o tratamento de pacientes e seus familiares.

O câncer está entre as doenças mais frequentes da atualidade, tendo chegado 18,1 milhões de novos casos registrados em 2018 no mundo, com um total de 9,6 milhões de mortes, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Este mesmo apontamento feito pela OMS ainda ressalva que se nada for feito, as incidências vão atingir 29,4 milhões de novos casos em 2040, uma expansão de 63% nos próximos 20 anos e a mortalidade deve subir de 9,6 milhões de pessoas hoje para 16,3 milhões em 2040. Frente a essa realidade, deve-se refletir sobre a necessidade de nos prepararmos conhecendo melhor as medidas paliativas que podem ajudar no combate à doença e a experiencia de doença que vai além do paciente, chegando aos familiares e equipe multiprofissional que os trata.

O termo Cuidados paliativo surge em 1967 em Londres, e sua definição atualizada mais recente, também pela OMS, o define como práticas na “assistência promovida por uma equipe multidisciplinar, que objetiva a melhoria da qualidade de vida do paciente e seus familiares, diante de uma doença que ameace a vida, por meio da prevenção e alívio do sofrimento, da identificação precoce, avaliação impecável e tratamento de dor e demais sintomas físicos, psicológicos espirituais”.

 Note que os cuidados paliativos devem ser ofertados além do paciente que sofre da doença, visto que a experiência da doença atinge seus familiares e tem representação social diferente em cada individuo que a experiencia, visto que a representação social é uma combinação multifatorial de percepção, vivências, psicológico, e crença, as quais traduzem a maneira como o individuo pensa e representa a doença, com desdobramentos.

Assim sendo, cuidados paliativos incluem medidas complementares ao tratamento a doença, visando tratar o paciente de maneira humanizada, atendendo e suprindo suas necessidades mais íntimas. Dentre as principais medidas paliativas, podemos citar:

– Nutrição – oferta de uma dieta que supra as necessidades fisiológicas alem de fornecer energia e disposição adequada afim de auxiliar no tratamento, dando importância a qualidade dos alimentos ingeridos;

– Suporte psicológico – apoio desde o diagnóstico da doença para paciente e familiares, afim de entender a representação e experiência da doença para cada um deles, visando prepara-los para o tratamento de uma forma menos sofrida possível;

– Fisioterapia – entendendo que cada tipo de câncer traz limitações a medida que a doença se manifesta, ofertar cuidados que minimizem as perdas funcionais para que o paciente possa ter maior qualidade de vida o máximo de tempo possível, agindo na manutenção dos grupos musculares que possam ser afetados;

– Medicina do estilo de vida – ao considerar o diagnóstico de câncer, pode-se obter uma classificação na escala de Performance Status ECOG, a qual varia de zero a cinco pontos e avalia como a doença afeta as habilidades de vida diária do paciente, e baseada nesta avaliação, relaciona-se a capacidade de Performance Status – ou seja, quanto o paciente tem suas capacidades de trabalho, autocuidado afetadas ou não –  com fator preditivo para a resposta do paciente ao tratamento e ao impacto na sua qualidade de vida . Aqui entram ações de oferta e educação de melhoria na qualidade de vida.

Para entender mais confira a coluna “Medicina do Estilo de vida paraclicando aqui

– Enfermagem – cuidados específicos do dia a dia que mantenham o tratamento e tornem menos difícil a vida vivida com o câncer.

Percebe-se ao analisar estes cuidados paliativos que a terapêutica ao câncer deve abranger cuidados além dos de oferta de medicação à doença, visando dar qualidade de vida desde o momento do diagnóstico até o desfecho da doença. Entender que podemos minimizar o sofrimento do paciente e seus familiares ofertando mais educação em saude, com oferta de um cuidado multidisciplinar que atenda todas as esferas tangentes à saúde, num pensamento mais global sobre a experiência da doença. Olhar o ser humano antes de tratar a doença, e ofertar cuidados ao seu corpo, mente e alma: esse é o paliativismo.

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Assinale a alternativa INCORRETA.

A
O diagnóstico de obstrução intestinal no recém-nascido geralmente é feito pela radiografia simples de abdome.
B
A gastrosquise pode ser tratada conservadoramente, por não haver exposição das alças intestinais.
C
O polidrâmnio materno é um dos sinais de suspeita de má-formação do tubo digestivo do recém-nascido.
D
O sinal da dupla bolha é característico de obstrução duodenal.
E
Na doença de Hirschsprung, é uma das possíveis causas de obstrução intestinal no período neonatal.
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