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Curso da OMS ensina sobre o Coronavírus | Colunistas

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Viviane de Caprio

5 min há 496 dias

“Vírus respiratórios emergentes, incluindo COVID-19: métodos para detecção, prevenção, resposta e controle.”

Esse é o título do curso virtual oferecido pela Organização Mundial de Saúde. Seu público-alvo inclui agentes de saúde pública e todas as pessoas interessadas em conhecer mais sobre o assunto.

O curso, com carga horária de 10 horas, contém informações básicas sobre vírus respiratórios emergentes, incluindo o novo coronavírus (COVID-19), identificado em Wuhan, na China, em 2019. Consiste em uma tradução para a língua portuguesa da versão original em inglês.

Seu conteúdo é básico e introdutório, tratando da descrição da natureza dos vírus respiratórios emergentes e fornecendo orientações sobre como avaliar, prevenir e controlar surtos associados a esses patógenos.

A seguir um breve resumo do conteúdo dos módulos do curso.

1 – Introdução

Fornece um panorama geral da doença respiratória infecciosa causada pelo novo vírus, incluindo uma rápida descrição dos coronavírus e um breve histórico do surgimento da doença decorrente da infecção pelo COVID-19.

2 – Módulo A: vírus respiratórios emergentes e transmissão

Inclui exemplos de vírus respiratórios emergentes, como o SARS-CoV (Síndrome Respiratória Aguda Grave – Coronavírus, 2002), o H1N1 (Influenza A) e o MERS-CoV (Síndrome Respiratória do Oriente Médio – Coronavírus, 2012). Além disso, trata da saúde como um tema intimamente relacionado aos ecossistemas, relacionando as doenças infecciosas emergentes e reemergentes ao crescimento populacional, à mudança climática, ao aumento da urbanização, às viagens e aos processos migratórios – fatores que aumentam o risco de aparecimento e a disseminação de patógenos respiratórios.

O Módulo A tem uma particular importância ao abordar as medidas de proteção das possíveis infecções respiratórias, destacando higiene frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel, etiqueta respiratória, isolamento social e orientações sobre a necessidade (ou não) de atendimento médico, conforme sinais e sintomas apresentados.

3 – Módulo B: vigilância e investigação laboratorial.

A unidade 1 refere-se à vigilância reforçada e à investigação de surtos de patógenos respiratórios emergentes. Isso quer dizer que descreve as ações de busca ativa de casos (pacientes, contactantes e prestadores de cuidados de saúde), investigação de casos e surtos e condução de vigilância reforçada. Esse submódulo contém a resposta à pergunta: Como funciona o rastreamento de contatos para um vírus respiratório emergente? Um item de extrema importância na identificação de novos casos e implantação de ações e medidas que facilitem a contenção dos surtos (como isolamento, tratamento e gerenciamento clínico de casos).

A investigação de surtos de aglomerados ou surtos de vírus respiratórios emergentes tem por objetivo identificar outros casos e detectar rapidamente qualquer transmissão de humano para humano. Além disso, conhecer o contexto da doença permite-se determinar a área geográfica em que o vírus está sendo transmitido. Assim, facilita-se a redução da transmissão, da morbidade e da mortalidade pela infecção respiratória.

A unidade 2 aborda a questão das investigações laboratoriais, descrevendo que uma infecção pode ser confirmada pela detecção de ácido nucleico viral em secreções respiratórias ou pela demonstração da presença de anticorpos (sorologia). Há também um item explicando a questão da biossegurança, do armazenamento e do transporte de amostras biológicas.

4 – Módulo C: comunicação de risco e envolvimento da comunidade.

Na unidade 1, o tema central é a comunicação de risco, que se trata da “troca de informação, conselhos e opiniões, em tempo real, entre especialistas ou funcionários e pessoas cuja saúde, ou bem-estar econômico ou social, esteja em risco”. O propósito dessa comunicação é permitir que pessoas em risco de contraírem uma infecção possam tomar decisões corretas, adotando medidas adequadas de proteção e prevenção. Essa unidade aborda conceitos técnicos, sendo um conteúdo um pouco mais denso, mas cujo conhecimento é de extrema importância.

Já a unidade 2 explica a importância do envolvimento das comunidades durante um surto. Ou seja, esclarece que as comunidades e as populações afetadas por uma infecção precisam saber como se proteger; comunidades esclarecidas podem participar diretamente em ações que lidem com seus medos e preocupações, além de conseguirem adotar comportamentos e medidas de proteção e prevenção.

5 – Módulo D: prevenção e resposta a vírus respiratórios emergentes.

O último módulo descreve estratégias de prevenção e controle para surtos emergentes de vírus respiratórios. Os itens descritos referem-se à população em geral e aos profissionais de saúde.

Dado que o surto da doença causada pelo COVID-19 foi considerado pandemia pela OMS, o que se sabe sobre o vírus pode mudar. Assim, é importante realizar o curso e manter a leitura diária e frequente de sites confiáveis para se ter acesso a informações atualizadas.

Autor: Viviane Ventura, Médica generalista

Instagram: @viviane.crv

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