Ciclo ClínicoObstetrícia

DESAFIO | Rotura Prematura de Membranas


Liga Acadêmica de Ginecologia e Obstetrícia

Diamantina MG
Desafio 1 – Rotura Prematura de Membranas
Autores: Ana Laura Peixoto Cavalcanti, Ana Luiza Trindade Coelho, Laura Amaral Boaventura
Orientadora: Juliana Augusta Dias
Área do desafio: Ginecologia e Obstetrícia

BOLSA ESTOURADA

Paciente de 32 anos, G1P0A0, IG 31 semanas e 4 dias, com pré natal sem intercorrências, comparece à Unidade Básica de Saúde com queixa de perda de líquido vaginal há 2 horas. Afirma presença de movimentação fetal. Paciente afebril, com FC 84bpm e PA 110×60 mmHg. Ao exame, altura uterina de 28cm, identificam-se batimentos cardíacos fetais de 136 bpm e dinâmica uterina ausente. Ao exame especular observa-se saída de líquido claro através do orifício cervical à manobra de Valsalva.

Questões para orientar a discussão

  1. Qual o provável diagnóstico?
  2. Quais exames devem ser solicitados a essa paciente?
  3. Qual é a conduta mais adequada nesse caso?
  4. Qual é o momento mais adequado para interrupção e qual é a via de parto?

Gabarito

  1. Rotura prematura de membranas ovulares pré termo
  2. Rastreio infeccioso com hemograma PCR, EAS e gram de gota. Além disso podem ser realizados rastreios para estreptococo B e Clamídia. Pode-se ainda solicitar pH vaginal, teste de azul de Nilo e detecção de alfa 1 microglobulina, que indicam a existência de líquido amniótico na vagina. Ultrassonografia é solicitada para avaliar a vitalidade fetal.
  3. Paciente deve ser internada, realizar corticoterapia, iniciar uso de antibiótico venoso e manter conduta expectante. Caso evolua para trabalho de parto, iniciar sulfato de magnésio para neuroproteção fetal.
  4. Se a paciente entrar em trabalho de parto, deixar evoluir por via vaginal. Caso contrário, manter conduta expectante até 34 semanas, quando poderá ser iniciada indução do parto.

Referências

  1. Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rotinas Assistenciais da Maternidade: Rotura prematura das membranas ovulares. Rio de Janeiro: 26 de fevereiro de 2013. 4p [internet] Disponível em: http://www.me.ufrj.br/images/pdfs/protocolos/obstetricia/rotura_prematura_das_membranas_ovulares.pdf (acesso 22/04/2019)
  2. Patriota AF;  Guerra GVQL; Souza ASR. Ruptura prematura das membranas antes da 35a semana: resultados perinatais.  Revista Brasileira Ginecologia e Obstetrícia. 2014; 36(7):296-302.
  3. Silva AMM; Mattos LCG; Macedo LF; Araújo TS. Morbidade e mortalidade perinatal em gestações que cursaram com amniorrexe prematura em maternidade pública do Norte do Brasil. Revista Brasileira Ginecologia e Obstetrícia. 2014; 36(10):442-8.
  4. Governo do Estado do Ceará. Secretaria de Saúde. Protocolo RPMO. Fortaleza: 31 de julho de 2017. 9p. [internet] Disponível em http://www.hgcc.ce.gov.br/index.php/downloads/category/4-manuais-e-protocolos# (acesso 23/04/2019)
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