Descarte de material hospitalar: você faz da maneira correta? | Colunistas

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Aline de Brito
6 min4 days ago

A geração de resíduos é um dos grandes problemas urbanos, que a sociedade contemporânea enfrenta; pois o consumo desenfreado tem gerado diversas externalidades que o capitalismo não consegue resolver. O lixo hospitalar é um lixo que traz uma carga de componentes tóxicos que devem ser observados no momento do descarte, vez que trazem muitos prejuízos à saúde pública e ao meio ambiente.

O lixo hospitalar é composto por medicamentos, restos humanos (partes de órgãos), seringas contaminadas, material para higienização de ferimentos, antibióticos, sangue contaminado e outros materiais potencialmente infectantes.

Tais componentes podem trazer riscos para o meio ambiente e para aqueles que entram em contato com esses resíduos, principalmente quando o descarte destes não é realizado de forma adequada.

A falta de informação e treinamento dos profissionais nas unidades geradoras de resíduos hospitalares, quanto da segregação incorreta de tais resíduos, é um grande problema, pois implica na potencialização de riscos direto à saúde de diversos profissionais e pacientes daquela unidade, e quando deslocados para o ambiente externo, podem causar problemas ambientais e torna-se também fator exponencial de risco à saúde da população residente próxima à área de destinação final dos resíduos.

Dessa forma, o descarte deste lixo deve ser feito de maneira responsável; pois evitará a contaminação do ser humano e também a contaminação do meio ambiente: se descartado sem o prévio tratamento, em contato com o solo poderá contaminar o solo, os lençóis freáticos, as águas superficiais, as plantações de alimentos e, ainda, o próprio ar. E não se sabe, ainda, quanto tempo esse lixo demora para se decompor naturalmente.Segue a baixo algumas dicas de como gerenciar esses resíduos.

Dica 1: Conheça a fundo os resíduos hospitalares

O primeiro passo para o gerenciamento correto dos resíduos hospitalares é conhecer a natureza deles. Em 2018, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), instituiu a Resolução RDC n.º 222, para o gerenciamento e econtrole sanitário dos serviços de saúde.

A partir daí, os resíduos hospitalares foram divididos nos seguintes grupos:

  • Grupo A: resíduos potencialmente infectantes, com agentes biológicos que apresentem risco de infecção. Ex: bolsa de sangue contaminada;
  • Grupo B: resíduos químicos, aqueles que contêm substâncias químicas capazes de causar doenças ou contaminação ao meio ambiente, independente de suas características inflamáveis, de corrosividade, reatividade e toxicidade. Ex: medicamentos para tratamento de câncer, reagentes para laboratório e substâncias para revelação de filmes de raio-x;
  • Grupo C: resíduos radioativos, aqueles com radioatividade em carga acima do padrão e sem condições de reuso. Ex: exames de Medicina Nuclear;
  • Grupo D: resíduos comuns, qualquer sobra que não tenha sido contaminada ou possa provocar acidentes. Ex: gesso, luvas, gazes, materiais passíveis de reciclagem e papéis;
  • Grupo E: resíduos perfuro-cortantes, composto por objetos e instrumentos que possam furar ou cortar. Ex: lâminas, bisturis, agulhas e ampolas de vidro.

Dica 2: Siga a legislação ambiental

Uma segunda dica importante é se inteirar e aplicar as normas sobre a geração e o tratamento dos resíduos hospitalares.

As transportadoras e tratadoras devem seguir premissas no manejo do lixo hospitalar para evitar riscos à saúde humana e à natureza. Entre as medidas necessárias para o gerenciamento correto desses resíduos estão:

  • promover a redução da carga biológica dos resíduos, de acordo com os padrões exigidos: eliminação do bacillus stearothermophilus no caso de esterilização, e do bacillus subtyllis, no caso de desinfecção;
  • atender aos padrões estabelecidos pelo órgão de controle ambiental do estado para emissões dos efluentes líquidos e gasosos;
  • descaracterizar os resíduos.

Além da ANVISA, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONOMA), é outro órgão que define regras para os resíduos hospitalares. Por meio da Resolução CONAMA nº 237/97, as empresas necessitam ter Licenciamento Ambiental para gerenciar o lixo hospitalar.  Para entrar em atividade, devem possuir a licença de operação (LO) e os documentos de monitoramento ambiental previstos no licenciamento.

Dica 3: Saiba como gerenciar resíduos hospitalares

Uma terceira medida importante é conhecer as etapas do gerenciamento de resíduos hospitalares. Em todas elas, é preciso muito critério para que os resíduos tenham um encaminhamento seguro.  Entre as principais fases do gerenciamento, estão:

  • acondicionamento: é a etapa em que os resíduos, ainda nas geradoras, são armazenados em contentores ou sacos, destinados a cada tipo de material. Os sacos de acondicionamento devem ser resistentes à ruptura e vazamento, impermeável, respeitando os limites de peso. É proibido o seu esvaziamento ou reaproveitamento;
  • coleta: é a fase desde a partida do veículo que irátransportar o resíduo até a chegada aos locais de destinação. Sendo assim, compreende todo o trajeto entre a remoção dos resíduos das áreas onde foram acondicionados até os pontos de descarga. Podem ser aterros sanitários, usinas de reciclagem, de incineração, e outros;
  • triagem: é a etapa que corresponde à separação dos resíduos hospitalares;
  • tratamento: é a fase em que são aplicados métodos ou tecnologias para reciclar ou dar destino final a esses resíduos.

Dica 4: Escolha o melhor tratamento

Uma quarta orientação diz respeito ao tipo de tratamento que deve ser empregado. Isso está diretamente ligado às características de cada grupo de resíduos hospitalares, conforme o quadro abaixo:

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Assinale a alternativa INCORRETA.

A
O diagnóstico de obstrução intestinal no recém-nascido geralmente é feito pela radiografia simples de abdome.
B
A gastrosquise pode ser tratada conservadoramente, por não haver exposição das alças intestinais.
C
O polidrâmnio materno é um dos sinais de suspeita de má-formação do tubo digestivo do recém-nascido.
D
O sinal da dupla bolha é característico de obstrução duodenal.
E
Na doença de Hirschsprung, é uma das possíveis causas de obstrução intestinal no período neonatal.
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