Endocrinologia

Diabetes: inovações terapêuticas | Colunistas

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Talita Bigoli

4 minhá 622 dias

Os medicamentos para controle da diabetes estão sempre se modificando, a evolução da  indústria farmacêutica nesse campo faz com que tenhamos novidades e tratamentos para todos os tipos de diabetes. É um mundo que vem se abrindo aos nossos olhos e num futuro muito próximo a forma de controlarmos e até mesmo tratar a diabetes se modificará muito.Fato é que o cuidado com a alimentação e a pratica regular de exercícios físicos sempre estará a frente desses tratamentos modernos e inovadores. Vamos a eles:

1-Agonistas do GLP-1- Saxenda ou Victosa

 Surgiu por volta de 2017 no Brasil. O GLP-1 é um peptídeo intestinal que aumenta a secreção de insulina e diminui a secreção de glucagon de maneira dependente da glicose. Em pacientes com diabetes do tipo 2, os agonistas do receptor de GLP-1 aumentam os níveis de GLP-1 e levam a um aumento da secreção de insulina dependente de glicose, diminuição da secreção de glucagon, retardo do esvaziamento gástrico e aumento da saciedade. A vantagem específica dos agonistas de GLP-1 é a promessa de perda de peso, que pode ser desejável em alguns pacientes com diabetes do tipo 1.  O agonista de GLP liraglutida adicionado à insulina melhorou o controle glicêmico em ensaios clínicos com diabetes do tipo 1, mas também aumentou o risco de hipoglicemia e hiperglicemia com cetose. Portanto, os agonistas de GLP-1 não devem ser usados rotineiramente no diabetes do tipo 1. O remédio é comercializado por volta de 600,00

2- O semaglutida, princípio ativo do Ozempic, é um análogo do GLP-1 com uma sequência de homologia de 94% relativamente ao GLP-1 humano. O semaglutida atua como agonista dos receptores de GLP-1 que se liga seletivamente e ativa o receptor de GLP-1, o alvo para GLP-1 nativo.

O GLP-1 é um hormônio fisiológico que tem múltiplas ações na regulação do apetite e da glicose, bem como no sistema cardiovascular. Os efeitos no apetite e na glicose são especificamente mediados pelos receptores do GLP-1 no pâncreas e no cérebro.Durante a hipoglicemia, o semaglutida diminui a secreção de insulina e não inviabiliza a secreção de glucagom.

A grande promessa  é a de  que este medicamento atua diminuindo o risco cardiovascular.Na pesquisa houve uma redução de 49% na mortalidade global.
O remédio já está disponível no Brasil, sendo comercializado a partir de R$ 550.

3-A Dulaglutida  é um agonista do receptor peptídeo-1 semelhante ao glucagon (GLP-1) que apresenta várias ações anti-hiperglicêmicas do GLP-1. Ela aumenta o AMP cíclico intracelular (AMPc) nas células beta levando à liberação de insulina na presença de concentrações elevadas de glicose.Age restaurando a primeira fase da secreção de insulina e melhora a segunda fase de secreção, bem como reduz as concentrações de glucagon em jejum e pós-prandiais e retarda o esvaziamento gástrico, assim como os outros acima.

O GLP-1 natural apresenta uma meia-vida de 1,5 a 2 minutos devido à degradação pela DPP-4 e depuração renal. Em contraste ao GLP-1 natural, a Dulaglutida é resistente à degradação pela DPP-4 e tem um tamanho maior que lentifica a absorção e reduz a depuração renal. Estas características resultam em uma formulação solúvel e uma meia-vida prolongada de 4,7 dias, o que a torna apropriada para a administração subcutânea uma vez por semana. Já esta sendo comercializado no Brasil por volta de 500,00. Devemos ressaltar que como o medicamento tem duração prolongada, se houver efeitos colaterais eles deverão perdurar por esse período também e cada paciente deve ser analisado pelo seu medico para ter um tratamento individualizado.

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