Coronavírus

Diagnóstico da COVID-19 por amostra de saliva

Diagnóstico da COVID-19 por amostra de saliva

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Sanar Medicina

3 min há 308 dias

O NEJM publicou artigo em que se analisa a sensibilidade do diagnóstico da COVID-19 por meio de amostras de saliva. Traremos aqui os resultados do estudo e as conclusões que podemos obter a partir do mesmo.

A necessidade de diagnóstico cada vez mais acurado

Diante da pandemia que ainda enfrentamos, um importante ponto é o diagnóstico rápido e preciso. Fazê-lo implica em tratamento precoce, medidas de isolamento e, consequentemente, melhora no controle da transmissão do vírus.

O teste padrão para detecção de infecção pelo SARS-CoV-2 continua sendo o RT-PCR de amostra de SWAB nasofaríngeo. Porém, novos testes têm surgido, sendo um deles feito por amostras de saliva.

Para substituir o teste de RT-PCR é necessário que estudos avaliando e comparando sensibilidade entre ambos sejam realizados.

Estudo comparou testes na COVID-19

Um total de 70 pacientes participaram do estudo. Amostras de saliva foram coletadas após teste positivo para SARS-CoV-2 pelo método de RT-PCR de SWAB nasofaríngeo.

Após a confirmação, os pacientes coletaram, por si mesmos, amostras de saliva e, no mesmo momento, testes de SWAB foram coletados novamente por profissionais de saúde.

Os resultados mostraram que nas amostras de saliva foram detectadas mais cópias de RNA do SARS-CoV-2 em comparação com a amostra de swab nasofaríngeo.

Além disso, maior porcentagem de amostras de saliva testaram positivo, em até 10 dias após o diagnóstico, conforme visto na figura abaixo:

Figura ilustrando maiores taxas de positividade para SARS-CoV-2 em amostras de saliva, em comparação com amostras de swab nasofaríngeo, em diferentes intervalos de dias após diagnóstico de COVID-19.

Conclusão: vantagem nas amostras de saliva

Os achados sugerem que as amostras de saliva e swab nasofaríngeo possuem, no mínimo, similar sensibilidade para detecção de infecção pelo SARS-CoV-2 durante hospitalização.

As variações na coleta do swab nasofaríngeo podem levar a resultados falso negativos. Já a coleta de saliva pode ser realizada pelo próprio paciente, dispensando a necessidade de interação com o profissional de saúde, evitando o risco de infecção nosocomial.

Além disso, outra vantagem consiste na diminuição da demanda por equipamentos de proteção individual (EPI’s), bem como material de coleta de swab, já que a amostra de saliva pode ser coletada em qualquer recipiente estéril.

Os resultados apresentados pelo estudo acima fornecem evidência para o potencial uso de amostras de saliva no diagnóstico da COVID-19.

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