Ciclo Básico

O dialeto médico para estudantes de medicina | Colunistas

Ao ingressar na faculdade de Medicina você terá contato com um mundo a parte do que estava vivendo até aquele dia, um dos momentos que irá perceber está mudança é através da linguagem utilizada pelos médicos e profissionais de saúde durante as aulas, estágios e visitas hospitalares.

Palavras estranhas

Você vai escutar palavras estranhas como: “hoje vamos realizar uma histerectomia”, “o paciente apresenta um quadro de colecistite”, “retorno da paciente que realizou uma blefaroplastia”, “o paciente está BEG, LOTE, PA 120X80…”

Histerectomia? Colecistite? Blefaroplastia? BEG, LOTE, PA? O que significa tudo isto? Como eu disse, a linguagem se enquadra em mundo a parte da medicina, ela serve pra facilitar a comunicação entre os profissionais, mas inicialmente precisamos pedir “tradução” do significado de cada uma.

Formação dos termos médicos

Para facilitar, vou explicar como estes termos são formados. Todas as palavras são compostas de um prefixo que indica a parte do corpo/órgão e um sufixo que indica o ato cirúrgico ou acometimento do órgão.

Nos exemplos que eu dei, os prefixos significam: histero = útero, cole = vesícula biliar e blefaro = pálpebra.

E os sufixos: ectomia = remoção parcial ou total do órgão, ite = inflamação e plastia = reparação ou alteração da forma de um órgão.

Então, traduzindo tudo que eu disse, histerectomia = retirada do útero, colecistite = inflamação da vesícula biliar, blefaroplastia = reparo/plástica de pálpebras.

Já as siglas BEG, LOTE, PA são abreviações de termos médicos muito utilizados no dia a dia, eles significam: BEG: bom estado geral, LOTE: lúcido, orientado no tempo e no espaço e PA: pressão arterial.

Porquê usar esses termos médicos?

Neste momento você pode estar pensando que nada disto faz sentido, mas aos poucos você vai se habituando com as palavras e começa a perceber o quanto elas facilitam a comunicação, você não terá que explicar que vai realizar uma cirurgia para retirar o útero da paciente, ou dizer que o paciente está “lúcido e orientado no tempo e espaço” tudo se resumiu a uma palavra, muito mais simples, não?

A grande maioria das palavras nós aprendemos no dia a dia, durante as aulas e consultas, e se tornam tão habituais que esquecemos como era antes de tudo, mas claro que algumas dúvidas ainda podem surgir com o tempo e neste momento nós pedimos “tradução” para um professor, amigo ou internet pra ajudar.

Ao falar com o paciente

Pra encerrar, só um pequeno detalhe, está linguagem serve para facilitar a nossa vida como estudantes e profissionais, mas quando conversamos com os pacientes a linguagem deve ser de forma que ele compreenda o que você disse sem restar dúvidas, entendido!?

Lethicia Machado Jacintho

Tags

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo
Fechar