Coronavírus

Eli Lilly desenvolve anticorpo que reduz em 80% risco de infecção por COVID-19

Eli Lilly desenvolve anticorpo que reduz em 80% risco de infecção por COVID-19

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Sanar

3 min há 243 dias

Um anticorpo sintético desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly reduziu em 80% o risco de contrair COVID-19 em um grupo de idosos testados em ensaio clínico. O anúncio foi feito pela própria companhia na última quinta-feira (21) e noticiado pelo yahoo!

Financiado pelo governo dos Estados Unidos, o ensaio clínico foi conduzido em 299 residentes de lares para idosos, além de 666 funcionários de cuidados prolongados que não haviam contraído COVID-19.

O anticorpo bamlanivimab foi criado a partir de um anticorpo neutralizante que a farmacêutica encontrou em um paciente recuperado de COVID-19. O anticorpo se une a uma proteína do novo coronavírus e evita que o patógeno invada as células humanas.

Como foi o estudo da Eli Lilly

O grupo foi dividido entre participantes que receberam 4,2 gramas do anticorpo bamlanivimab, que teve uso emergencial aprovado nos Estados Unidos, e participantes que tomaram placebo.

Após acompanhamento de oito semanas, o grupo que recebeu o anticorpo teve uma redução de 57% no risco de desenvolver COVID-19 sintomática e 80% menos chance de contrair a doença. Houve também quatro mortes atribuídas à COVID-19 entre os participantes do estudo, todas no grupo que tomou placebo, segundo informações da farmacêutica.

 O estudo também analisou o uso do anticorpo como tratamento para 132 participantes que testaram positivo para COVID-19, destes 41 eram residentes de lares de idosos e 91, funcionários. Como reporta o yahoo!, a farmacêutica não deu muitos detalhes sobre os achados para esse grupo.

Complemento da vacina

O resultado do estudo é preliminar e ainda terá que ser submetido a exame por pares. Apesar disso, especialistas independentes acharam o achado promissor. “Os resultados superaram nossas expectativas, esta classe de tratamento pode ser usada tanto para prevenir como para tratar a doença”, disse Nick Cammack, chefe da iniciativa COVID-19 Therapeutics Accelerator, da organização beneficente britânica Wellcome.

Já a professora de imunologia da Universidade de Edimburgo, Eleanor Riley, enfatizou que os tratamentos com anticorpos podem ser complementares às vacinas. “Sempre haverá uma pequena parte da população que não pode ser vacinada ou não responde bem à vacinação devido a condições de saúde subjacentes”.

Por falar em vacina, saiba em detalhes como funciona a CoronaVac.

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