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Errar é humano. A inteligência artificial pode eliminar erros em diagnósticos, tratamento e mais? | Colunistas

Desde Hipócrates, há 2000 anos atrás, a medicina evolui constantemente em busca de melhores métodos de elucidar as doenças apresentadas pelos pacientes. Nas obras de Hipócrates, existem uma série de descrições clínicas-epidemiológicas através das quais se pode realizar a elucidação de doenças milenares como pneumonia, tuberculose e malária. Mas o que seria medicina diagnóstica? Ela é definida como um conjunto de especialidades médicas que tem direcionamento para a realização de exames complementares ao auxílio da investigação dos sinais e sintomas apresentados pelo paciente.

Um bom médico deve ter, no mínimo, de 7 a 10 hipóteses para a queixa principal de um paciente que procurar um estabelecimento de saúde. Não é uma tarefa fácil!  Como vivemos na era da revolução técnico científica industrial, supercomputadores, uma grande novidade e aliada de profissionais da saúde, principalmente os médicos, é a utilização da inteligência artificial (IA) aliada a medicina.

Mas o que seria IA? O objetivo principal da inteligência artificial é criar um sistema que pode, de uma maneira muito eficiente, simular o comportamento e raciocínio humano. Um sistema de IA seria basicamente um computador na sala de atendimento do médico em que, de acordo com as queixas do paciente e achados no exame físico, o médico vai inserindo os dados no sistema e, ao final, ele analisa as variáveis, realizando a comparação com casos semelhantes anteriormente atendidos e baseiam o possível diagnóstico de acordo com essas variáveis analisadas.

Já temos exemplos de aplicação da IA no cotidiano médico. Um exemplo interessante é o Watson, um sistema feito pela IBM (americana International Business Machines) que é hoje, uma das gigantes na área da tecnologia da informação. Esse sistema introduziu o chamado deep learning, que é a utilização de materiais e conteúdos da comunidade científica e o cruzamento de dados clínicos-epidemiológicos do paciente para inferir as opções de tratamento.

Analisando por essa perspectiva, é bastante rotineira a apresentação de um conjunto de sinais e sintomas diferentes em um paciente, e isso pode ser um indicativo (ou não) de o acometimento de mais de uma doença. Entretanto, diagnosticar cada doença costuma ser um processo complicado e trabalhoso. Com a IA os sintomas podem ser automaticamente analisados dentro de uma conjunto de possibilidades calculadas pelo sistema, relacionados com o histórico médico do paciente e, dessa forma, produzindo um relatório indicando as possíveis condutas a serem adotadas frente ao caso analisado.

Outra utilização da IA que já é realidade no dia a dia é a sua utilização para ajudar no armazenamento, recuperação de dados através do cloud computing (computação na nuvem). Todos os dados do prontuário do paciente são digitalizados e, no próximo atendimento, o médico terá na palma da sua mão dados sobre medicações utilizadas, exames de imagem, laudos, gráficos sobre recuperação ou prognóstico do paciente, facilitando o acesso e a organização dos dados.

Não existe nenhuma dúvida de que a IA traz imensos benefícios para a área da saúde. Por outra forma, mesmo tento diversas vantagens, é imperativo que os médicos utilizem a tecnologia com cuidado, ética e humanização.

REFERÊNCIAS

TECNOLOGIA, CM. A inteligência artificial aplicada na medicina. [S. l.], 8 fev. 2017. Disponível em: https://www.cmtecnologia.com.br/inteligencia-artificial/. Acesso em: 23 maio 2019.

SISTEMAS, MEDLAB. 5 aplicações incríveis da Inteligência Artificial na Medicina. [S. l.], 8 ago. 2018. Disponível em: http://medilab.net.br/2018/08/06/5-aplicacoes-incriveis-da-inteligencia-artificial-na-medicina/. Acesso em: 23 maio 2019.

TELEMEDICINA, PORTAL. Inteligência Artificial na medicina: como o TensorFlow é usado. [S. l.], 1 abr. 2018. Disponível em: http://portaltelemedicina.com.br/blog/inteligencia-artificial-na-medicina-tensorflow/. Acesso em: 23 maio 2019.

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