Coronavírus

Estudo brasileiro avalia relação entre estresse oxidativo e casos graves de COVID-19

Estudo brasileiro avalia relação entre estresse oxidativo e casos graves de COVID-19

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Sanar

3 minhá 3 dias

Um grupo de pesquisadores da Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) tem desenvolvido uma série de estudos para compreender melhor a COVID-19 no corpo dos infectados. Uma das descobertas mais recentes descartou a correlação entre parâmetros de estresse oxidativo e o grau de severidade da doença em casos graves de COVID-19.

A pesquisa, publicada na revista científica Free Radical Biology & Medicine, analisou o soro de 77 pacientes infectados pelo SARS-CoV-2 que foram internados em um hospital de Curitiba (PR).

Os pacientes foram divididos em dois grupos, considerado o quadro clínico moderado ou grave. Também foram avaliados em relação a perfil inflamatório e indicadores de estresse oxidativo.

Os resultados revelaram que pacientes graves que apresentavam alta contagem de leucócitos séricos e níveis elevados de PCR (proteína c-reativa) permaneceram mais tempo internados.

Porém, ainda que os níveis de estresse oxidativo estivessem elevados, a gravidade da doença não é fator determinante para as mudanças no perfil redox – sistema de defesa antioxidante – de pacientes hospitalizados com COVID-19, concluíram os pesquisadores.

Em reportagem do Uol, o pesquisador responsável pelo estudo, Ricardo Pinho, ressaltou a importância do estudo: “Trata-se de um estudo muito importante que, somado a outras informações na literatura médica, poderá contribuir para terapias mais eficazes no controle da doença, em especial para pacientes hospitalizados”.

A pesquisa está inserida em um projeto mais amplo, desenvolvido por vários pesquisadores da PUCPR, ligado ao novo coronavírus. O trabalho é financiado pela instituição e por recursos do BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul).

Desequilíbrio corporal

O pesquisador explicou que o estresse oxidativo é um evento celular causado a partir do desequilíbrio entre a formação de moléculas chamadas de radicais livres e a capacidade antioxidante presente nas células, tecidos ou órgãos.

Quando esse desequilíbrio é intenso e prolongado (mais radicais livres do que antioxidantes), sem uma capacidade de resposta do corpo, surgem danos em vários componentes das células, o que contribui para o desenvolvimento ou agravamento de várias doenças.

Os radicais livres são produzidos naturalmente no organismo e ajudam as células a funcionarem. Porém, estímulos nocivos ao organismo, infecções e doenças inflamatórias (como é o caso da COVID-19) elevam a produção dos radicais livres, mas não a de antioxidantes, o que pode comprometer o tratamento e agravar a enfermidade.

No entanto, há algumas formas de diminuir o estresse oxidativo. Por exemplo, adotar um estilo de vida saudável, com boa alimentação e realização regular de atividades físicas, além de manter o controle e tratamento de doenças que causam estresse oxidativo.

“Quando necessário, faz-se o uso, com orientação profissional, de complementos ou suplementos ricos em antioxidantes, o que parece ser o caso de pacientes com coronavírus”, explicou Pinho ao Uol.

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