Coronavírus

Estudos preliminares indicam que vacinas CoronaVac e Oxford são eficazes contra variante de Manaus

Estudos preliminares indicam que vacinas CoronaVac e Oxford são eficazes contra variante de Manaus

Compartilhar

Sanar

4 min há 102 dias

Dois estudos preliminares indicam que os dois imunizantes contra a COVID-19 que estão sendo usadas no Brasil, as vacinas CoronaVac e Oxford, protegem contra a variante P.1, detectada em Manaus no início deste ano.

A pesquisa sobre a CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac, foi conduzida pelo Instituto Butantan, responsável pelo estudo clínico e pelo envasamento do imunizante no Brasil.

Como apontou o Uol, uma fonte não identificada revelou que os dados preliminares foram obtidos com a análise de amostras de sangue de indivíduos vacinados e testadas contra a variante de Manaus.

O estudo, porém, ainda será ampliado para obtenção de dados definitivos e ainda segue pouco detalhado.

Na última semana, outro estudo preliminar realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo e da Unicamp indicava justamente o contrário: que a nova cepa conseguiria driblar a vacina CoronaVac.  

No caso do imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica algo-sueca AstraZeneca, a eficácia contra a P.1 também foi comprovada por estudos preliminares feitos pelos fabricantes.

A informação foi confirmada, ainda segundo o Uol, pelo diretor de Bio-Manguinhos, Maurício Zuma, que dirige a unidade da Fiocruz, responsável pela produção dos imunizantes no Brasil. Porém, os detalhes ainda serão divulgados ao longo desta semana.

Notícia das vacinas CoronaVac e Oxford chega em boa hora

Os especialistas acreditam que a variante do SARS-CoV-2 originada em Manaus, e detectada pela primeira vez em janeiro, é mais transmissível do que cepas anteriores e, por isso, pode ser um dos fatores que levaram ao recrudescimento da pandemia da COVID-19 no Brasil.

Estudos com a cepa P.1 indicaram a presença de mutações mais poderosas. A N501Y, por exemplo, é uma alteração genética que torna o vírus mais infeccioso. Já as mutações E484K e K417T fazem uma espécie de atualização do coronavírus para que ele drible o sistema imune, o que pode acontecer inclusive com os indivíduos que já infectados.

Na última semana, pesquisadores da Universidade Feevale, em Novo Hamburgo (RS), confirmaram, de forma inédita no mundo, dois casos de coinfecção, ou seja, duas pacientes infectadas por duas variantes simultâneas do novo coronavírus.

Lentidão na oferta de vacinas

Enquanto o Brasil amarga os piores números da pandemia, e com o risco de se tornar endêmica, o ritmo do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde é considerado lento pelos epidemiologistas.

Como apontou o Nexo, nos primeiros 15 dias de vacinação, o país alcançou apenas 0,9% da população. Se continuar assim, vacinar 100% da população levaria quatro anos.

Até agora, quando olhamos para as vacinas CoronaVac e Oxford, são 16,1 milhões de doses de CoronaVac disponibilizados pelo Instituto Butantan e 4 milhões de doses do imunizante Oxford/AstraZeneca, que chegaram ao país importados da Índia.

Na última segunda-feira (08/03), o governo brasileiro anunciou que 14 milhões de doses da vacina da farmacêutica norte-americana Pfizer devem chegar ao país entre maio e junho. A vacina é a única que, até o momento, possui o registro definitivo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

Quer as principais notícias da Sanar no seu celular todos os dias? Então faça parte do canal Sanar News no Telegram agora mesmo!

Compartilhe com seus amigos:
Política de Privacidade. © Copyright, Todos os direitos reservados.