Coronavírus

Fake News: dióxido de cloro pode prevenir e curar Covid-19

Fake News: dióxido de cloro pode prevenir e curar Covid-19

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Sanar Medicina

4 minhá 112 dias

Mais uma Fake News circula nas redes sociais! Dessa vez, as informações  destacam que a ingestão de dióxido de cloro (ClO2) diluído em água ajuda a prevenir e curar a Covid-19.

O dióxido de cloro além de ser ineficaz para o tratamento da doença, também é uma substância altamente tóxica. O seu consumo é considerado por especialistas como tão perigoso quanto inalar ou beber produtos usados para limpeza residencial, por exemplo.

“O dióxido de cloro não pode ser consumido de forma alguma como medicamento por ser tóxico. A própria Anvisa já percebeu esse movimento de venda de produtos à base de dióxido de cloro com apelo de que trataria o coronavírus e foi à caça desses sites para tirá-los do ar e processar quem anuncia esses produtos”, disse o pneumologista Rodolfo Fred Behrsin, professor do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, em entrevista ao portal G1. 

Outro alerta vem também da infectologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo, Ingrid Cotta. “Até hoje não existe comprovação científica de utilidade para tratamento de qualquer doença em humanos, o que vale para a Covid-19”, destacou.

Vale ressaltar que o uso de dióxido de cloro em qualquer dose pode gerar perigosos quadros de efeitos colaterais, hepáticos, hematológicos, como insuficiência respiratória, doenças do sangue, pressão arterial baixa, anemia, vômitos e diarreia. Podendo evoluir ainda para a insuficiência respiratória.

“A falta comprovada de um tratamento eficaz e comprovado para a Covid-19 tem levado as pessoas ao desespero e a medidas descabidas. Fazer uso de qualquer remédio ou substância dá uma falsa sensação de que estamos fazendo alguma coisa. Mas com isso colocamos em risco a população”, alertou a médica pneumologista Patricia Canto Ribeiro, da Escola Nacional de Saúde Pública. 

O que diz a Anvisa sobre o dióxido de cloro?

A Anvisa proíbe, desde junho de 2018, a fabricação, distribuição, comercialização e uso de produtos a base de dióxido de cloro. De acordo com informações veiculadas pela agência, o dióxido de cloro não tem qualquer aprovação como medicamento em lugar algum do mundo. 

A substância é classificada pela Anvisa como um produto corrosivo, cuja manipulação exige uso de equipamento de proteção individual. Ela ainda destaca que a inalação também é arriscada.

Região da Bolívia administra dióxido de cloro para pacientes com Covid-19

O governo da região sudeste da Bolívia, chamada de Chuquisaca, revelou no final do mês de junho que pacientes com Covid-19 estão sendo tratados com o consumo de dióxido de cloro.

Os representantes afirmaram, na época, que estavam com “excelente eficácia”, entretanto o comitê científico nacional da Bolívia avisou sobre os danos à saúde que a ingestão pode causar.

Segundo o diretor regional de saúde de Chuquisaca, Enrique Leaño, “muitas pessoas estão sendo atendidas em Sucre (capital de Chuquisaca), outras estão em pleno tratamento e todas com excelente eficácia. No momento, estamos monitorando pacientes que recebem este tratamento”.

Mesmo diante das declarações supostamente “positivas” divulgadas, o Ministério da Saúde da Bolívia alertou para todos os riscos causados pelo dióxido de cloro, como insuficiência respiratória e hepática.

Contudo, o diretor regional de saúde falou que “sempre haverá riscos na tomada de decisões, se não enfrentarmos deixaremos a população sem possibilidades”. 

É FAKE! Dióxido de cloro não previne e nem cura a Covid-19

Não existe qualquer comprovação científica que justifique a ingestão de dióxido de cloro (ClO2) diluído em água ajuda a prevenir e curar a Covid-19. Substância ineficaz e altamente tóxica.

A sua ingestão em qualquer dose pode ser responsável por:

  • Insuficiência respiratória
  • Doenças do sangue
  • Baixa pressão arterial
  • Anemia
  • Vômitos
  • Diarreia
  • Insuficiência respiratória

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