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Fake news em saúde – Como e por que se tornam virais? | Colunistas

Fake news em saúde – Como e por que se tornam virais? | Colunistas

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Ingride Cruz

3 min há 431 dias

Se você tem acompanhado as redes sociais nos últimos dias, muito tem acontecido no Brasil em relação à pandemia COVID-19. No meio de tanta informação, as fake news parecem ter tomado uma proporção assustadora e tem se propagado de forma viral.

De soros milagrosos para a imunidade, alimentos especiais contra o COVID-19 e até mesmo histórias de cura por uso de produtos domésticos como o cloro. Essas informações erradas têm tomado conta das redes, se tornando um motivo de preocupação para diversos profissionais.

O medo causado pela pandemia parece ter deixado as pessoas mais propensas a acreditarem em qualquer informação que encontram sobre o combate ao vírus, mas como isso acontece de fato? Existem 4 recursos mentais que parecem estar por trás da característica viral destas notícias:

Lei do Fechamento

Baseada na Psicologia das Formas, ou Gestaltismo, a Lei do fechamento propõe que seu cérebro automaticamente preenche um pedaço de informação com outras informações prévias.

É a noção de que enxergamos o todo primeiro e completamos os detalhes com pedaços de informações prévias. Esta perspectiva nos faz acreditar em informações com detalhes duvidosos, pois o todo nos parece confiável, nos induzindo a má interpretação de uma informação.

Falsa Memória

É a ideia de que mesmo sem um estímulo real, uma memória pode ser armazenada como verdadeira, podendo se misturar com memórias de fato verdadeiras, causando uma confusão nas informações a serem lembradas. Esta perspectiva nos faz lembrar de forma equivocada as informações e “reescrever” a memória com um erro, transformando um artigo com informações confiáveis em fake news.

Viés de Confirmação

Sob esta perspectiva, procuramos as informações que acreditamos ser verdadeiras ou notícias que confirmem uma informação que acreditamos ser verdadeira. Isso influencia nas notícias que lemos e como reagimos a elas, se estiverem alinhadas a algo que achamos que já é verdadeiro, essa notícia é recebida com mais facilidade.

Informação satisfatória e suficiente

Quando não queremos procurar a fundo a resposta certa, nos acomodamos com as respostas que chegam até nós e a tomamos como verdadeira.

Seja qual for o gatilho mental que nos faz cair em fake news, todos têm algo em comum: uma história convincente, pois aceitamos uma boa história mesmo que não seja verdade. Faz parte da natureza humana estar suscetível a erros e identificar os padrões de pensamento em que eles ocorrem pode ser de grande ajuda para evitar erros futuros.

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Autora: Ingride Cruz, Estudante de Medicina.

Instagram: @Cruzingride

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