Coronavírus

Fake news: enfermeiras de Paraty não tiveram reações graves após CoronaVac

Fake news: enfermeiras de Paraty não tiveram reações graves após CoronaVac

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Sanar

6 min há 16 dias

É falsa a mensagem que circula pelas redes sociais sobre duas enfermeiras do Hospital de Paraty, no Rio de Janeiro, que teriam sido internadas após serem vacinadas com CoronaVac

O conteúdo traz ainda a foto de duas mulheres passando mal. A legenda fala em “reações graves adversas” da vacina contra COVID-19. 

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A fake news foi revelada pelo trabalho de checagem de notícias do G1, que descobriu que as mulheres da foto não passaram mal por causa da vacina e nem são de Paraty. 

Enfermeiras não são de Paraty

As duas mulheres que aparecem na foto são funcionárias do Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, no Rio de Janeiro. Elas não são, portanto, de Paraty, como afirma a peça de desinformação.

Após a repercussão da fake news, a própria  Prefeitura de Paraty confirmou que as enfermeiras não fazem parte do quadro municipal.

 “A Prefeitura de Paraty alerta que o nome do município está sendo criminosamente utilizado em uma notícia falsa que relata supostas reações negativas à vacina contra a Covid-19”, disse, através de suas redes sociais. 

Não é possível afirmar relação com CoronaVac

A Secretaria de Saúde Municipal do Rio de Janeiro informou, em nota, que em janeiro, as mulheres foram vacinadas com CoronaVac enquanto estavam de plantão, assim como os demais profissionais de saúde do hospital. 

Depois, apresentaram sintomas leves de náusea e vômito. Foram avaliadas por um médico, medicadas e liberadas após apresentarem melhora. 

A Divisão de Vigilância em Saúde apura se os sintomas apresentados têm relação com a vacina e se podem ser considerados como evento adverso pós-vacinação.

Já a Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro informa que criou um grupo técnico para auxiliar os municípios na notificação de reações adversas pós-vacinação contra a COVID-19. 

O orgão diz que, até o momento, não recebeu nenhuma informação de efeito adverso da CoronaVac. 

A eficácia da CoronaVac 

A CoronaVac foi o principal imunizante utilizado na população brasileira por muito tempo. A vacina é produzida pela farmacêutica chinesa SinoVac e, no Brasil, é feita em parceria com o Instituto Butantan. 

Os primeiros estudos com o imunizante indicavam eficácia global de 50,38% e proteção de 78% contra casos leves e 100% para casos moderados e graves. 

Os últimos estudos indicaram eficácia ainda maior, chegando a 62,3% com um intervalo de mais de 21 dias entre as duas doses da vacina.

Segundo artigo publicado na revista científica Lancet, uma das mais respeitadas do mundo, a eficácia para casos sintomáticos de COVID-19 atingiu 50,7% frente a 50,38% informados anteriormente.

Os resultados também indicaram que para os casos que requerem assistência médica a eficácia da vacina variou entre 83,7% e 100%. Os estudos preliminares indicavam números entre 78% e 100%.

Reações adversas da vacina

 O Instituto Butantan relata que, durante a fase de testes, alguns voluntários apresentaram reações adversas leves, como dor de cabeça e fadiga. Entretanto, não houve notificações de eventos adversos graves ou óbitos.

Apesar disso, é comum que fake news e grupos antivacinas associem o imunizante a mortes. É parte de uma estratégia para desmobilizar a vacinação contra a COVID-19, doença que já matou mais de 463 mil brasileiros e brasileiras. 

Há conteúdo falso circulando nas redes sociais que indica que a CoronaVac foi responsável por morte de idoso e outros que questionam sua eficácia, como revela o post que fizemos aqui e aqui

É fundamental reconhecer as fake news sobre vacinas contra a COVID-19 para que a desinformação não contribua ainda mais para a perda de vidas. A vacinação é parte essencial do combate à pandemia e todos devem se vacinar

O vídeo abaixo fala sobre os impactos das fake news sobre as vacinas contra o coronavírus. 

OMS recomenda CoronaVac

Além do Brasil, poucos países haviam adotado a CoronaVac como parte de seu portfólio de vacinação contra a COVID-19. Entre eles, Indonésia, Turquia e Chile. 

Na última terça-feira (01/06), a vacina entrou para a lista das aprovadas como uso emergencial pela Organização Mundial de Saúde.

A entidade afirmou que a vacina “atende aos padrões internacionais de segurança, eficácia e de fabricação”, e que “seus requisitos de armazenamento fáceis a tornam muito gerenciável e particularmente adequada para cenários de poucos recursos”.

 A CoronaVac pode ser armazenada em temperatura normal de refrigeração (2ºC a 8ºC), que é a usada na cadeia de frio do Brasil.

“Hoje, eu fico feliz em anunciar que a vacina da Sinovac recebeu a autorização para uso emergencial da OMS após a constatação de que ela é segura, eficaz e de qualidade garantida após duas doses”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreysus. 

“O fácil armazenamento da Sinovac faz com que ela seja adequada para lugares com menos recursos. É vital fazer com que essas vacinas e equipamentos cheguem rapidamente àqueles que necessitam”, completou Tedros. A informação é do G1.

Aqui você encontra mais informações sobre a CoronaVac e sobre outras vacinas contra a COVID-19 em uso e em testes atualmente. 

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