Coronavírus

Fake News sobre vacinas da Covid-19 aumentam 383% em dois meses

Fake News sobre vacinas da Covid-19 aumentam 383% em dois meses

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Sanar Medicina

4 min há 454 dias

O mais novos alvos do grande volume de fake news que circulam pela internet – com destaque nas redes sociais – são as vacinas para a Covid-19. Segundo levantamento recente da UPVacina (União Pró-Vacina), grupo de instituições ligadas à USP Ribeirão Preto, registrou um significativo aumento de 383% na circulação de conteúdos falsos ou distorcidos.

Já de acordo com o Avaaz, outro grupo ativista, entre 2019 e 2020, as fake news ligadas à saúde somente através do Facebook, foram acessadas 3,8 bilhões de vezes em somente cinco países: Estados Unidos, França, Alemanha, Itália e Reino Unido.

É importante destacar que esses conteúdos falsos têm um alcance estimado quatro vezes maior que informações científicas confiáveis, como por exemplo, a Organização Mundial da Saúde e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.

Crescimento preocupante de fake news sobre vacinas

No mês de maio, apenas 18 notícias falsas tratavam do tema das vacinas. Em junho, o número subiu para 50 e no mês seguinte, julho, chegou a 87 conteúdos falsos sobre as vacinas para covid-19. 

A pesquisa divulgada pela UPVacina revelou a maior parte das publicações está relacionada aos: possíveis perigos e ineficácia das vacinas (24,52%), teorias da conspiração (27,10%), alteração de DNA humano (15%) e ao empresário americano Bill Gates (14%), um dos fundadores da Microsoft e financiador de pesquisas e vacinas.

Outro ponto relevante é que as ações de proteção das redes sociais ainda tem sido pouco eficientes. De 155 postagens analisadas pela UPVacina, somente 17 foram marcadas pelo Facebook como conteúdo falso, por exemplo.

EUA, Brasil e Espanha lideram desinformação contra vacinas da Covid-19

De 502 publicações checadas pela Agência Lupa – a partir das bases de dados públicas mantidas pelos projetos CoronaVerificado e LatamChequea Coronavírus, que têm apoio do Google News Initiative, e pela CoronaVirusFacts Alliance – sobre vacinas publicadas em todo o mundo, 144 desacreditaram os esforços científicos para encontrar uma proteção contra a Covid-19. 

Entre os países que mais publicaram informações falsas ou incompletas estão: Estados Unidos (19), Brasil (14), Espanha (14), Itália (11) e Ucrânia (10).

Entre os principais temas presentes nas fakes news estavam relatos de mortes de participantes dos testes de vacinas em desenvolvimento ou de grupos de imunizados. 

Como, por exemplo, que a aplicação experimental de uma imunização que supostamente teria matado 2 crianças na Guiné, 21 pessoas na Nigéria, 4 militares ucranianos e 5 filipinos. Importante frisar que nada disso ocorreu de fato. 

Na mesma linha estão as publicações sobre efeitos colaterais mentirosos ou problemas mais graves de saúde, além de diversas teorias da conspiração. 

Entre as mais disseminadas o tema recorrente é que as vacinas servirão para controlar as pessoas pela inserção de um microchip no corpo de imunizado. Permitindo assim que cidadãos sejam monitorados pelo 5G, tecnologia de transmissão de dados móveis.

Outra teoria afirma que cerca de 97% das pessoas que receberem a vacina poderiam se tornar estéreis, segundo um conteúdo veiculado na Austrália. Servindo assim, para redução da população mundial. 

Por fim, é importante citar que nenhum desses materiais apresenta qualquer referência científica relevante para sustentar as informações. 

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