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Farmacologia dos antiplaquetários | Colunistas

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1.1 Definição

1.2 Lesão vascular

a. Mediadores químicos sintetizados pelas células endoteliais

b. Ativação plaquetária/Aglutinação das plaquetas

c. Papéis da trombina do tromboxano e do colágeno

d. Fibrinólise

1.3 Tratamento/ Inibidores plaquetários

a. Ácido acetilsalicílico

b. Ticioplina, clopidogrel, prasugel e ticagrelor

c. Abciximabe, epitibatida e tirofibana

1.1 Definição

Os distúrbios trombóticos incluem infarto agudo do miocárdio, trombose venosa profunda (TVP), embolia pulmonar (EP) e AVC isquêmico agudo.

São tratadas com anticoagulantes e fibrinolíticos.

Aqui você vai encontrar uma explicação breve sobre a fisiologia dos trombos e da farmacologia de seus medicamentos.


1.2 Lesão vascular

Inicialmente ocorre um vasoespasmo no vaso danificado para prevenir perda de sangue adicional.

Depois formação de um tampão de fibrina e plaquetas no local.

  1. Mediadores químicos sintetizados pelas células endoteliais:

Prostaglandinas e óxido nítrico são sintetizados pelas células endoteliais intactas e atuam como inibidores da aglutinação das plaquetas.

Prostaglandina atua ligando-se a receptores de membrana plaquetária acoplados a AMPc. Níveis elevados de AMPc estão associados à diminuição no cálcio intracelular—>isso evita a aglutinação das plaquetas.

As células endoteliais lesadas sintetizam menos prostaciclinas do que as saudáveis, resultando em menos AMPC —> maior agregação plaquetária.

  • Ativação plaquetária:

Os receptores de superfície de plaquetas são ativados pelo colágeno, causando modificação na morfologia das plaquetas e liberação de grânulos contendo mediadores químicos como ADP, tromboxano A2, serotonina, fator de ativação plaquetária e trombina.

Resultando na elevação dos níveis de cálcio e na diminuição da concentração de AMPC dentro das plaquetas (menor agregação de plaquetas).

Aglutinação das plaquetas:

O aumento do Ca citosólico leva a

1) liberação de grânulos de plaquetas contendo mediadores ADP e serotonina que ativam outras plaquetas.

2) ativação da síntese de tromboxano A2.

3) ativação de receptores glicoproteínas (GPa IIb/IIa) que ligam o fibrinogênio  e regula a interação plaqueta-plaqueta e a formação de trombo.

Os fibrinogênio uma GP liga-se aos receptores de GP IIb/IIa de duas plaquetas vizinhas – ligação cruzada entre plaquetas e há várias aglutinações.

  • Papéis da trombina do tromboxano e do colágeno:

No vaso intacto, os níveis de tromboxano e trombina são baixos.

A trombina catalisa a hidrólise do fibrinogênio em fibrina, que é incorporada no coágulo.

  • Fibrinólise:

O plasminogênio se transforma em plasmina, pelos ativadores de plasminogênio nos tecidos.

A plasmina limita o crescimento do coagulo e se dissolve a rede de fibrina à medida que ocorre a cicatrização. 

1.3 Tratamento

 Inibidores plaquetários

  1. Ácido acetilsalicílico

Mecanismo de ação:

A estimulação das plaquetas pela trombina, colágeno e ADP resulta na ativação das plaquetas que liberam acido araquidônico dos fosfolipídios de membrana.

O ácido araquidônico é convertido em prostaglandinas H2 pela COX1.

A prostaglandina H2 é metabolizada a tromboxano A2 (promove a aglutinação).

O AAS INIBE A SÍNTESE DO TROMBOXANO A2 INATIVANDO A COX 1, PROMOVENDO O DESLOCAMENTO DOS MEDIADORES QUÍMICOS EM FAVOR DOS EFEITOS ANTIGLUTINANATES DA PROSTACICLINAS.

O efeito persiste por toda a vida da plaqueta que é de 9 a 10 dias aproximadamente.

O AAS É O ÚNICO FÁRMACO ANTIPLAQUETÁRIO QUE INIBE IRREVERSIVELMENTE A FUNÇÃO DAS PLAQUETAS.

– Usos terapêuticos:

Uso profilático da isquemia cerebral transitória, reduz a incidência de IAM recorrente.

  • Ticioplina, clopidogrel, prasugel e ticagrelor

São inibidores do receptor P2Y12 ADP.

– Mecanismo de ação: Inibe a ligação de ADP aos seus receptores nas plaquetas e, assim, inibem a ativação de GPIIb/IIa necessária para que as plaquetas se liguem ao fibrinogênio e umas as outras.

O Ticagrelor se liga reversivelmente ao P2Y12 ADP.

A inibição max é 1 e 3 hrs com ticagrelor, 2 a 4 hrs com prasugrel e 3 e 4 dias com clopidogrel.

-Usos terapêuticos: o clopidogrel para prevenção de eventos aterosclerose em pacientes com IAM ou AVE.

Também em eventos profilaxia trombolíticos na síndrome coronariana aguda (angina instável ou IAM sem elevação de ST).

Intervenção coronariana percutânea com ou sem stent coronariano.

  • Abciximabe,epitibatida e tirofibana

Mecanismo de ação: ligam-se ao receptor GPIIb/IIIa, bloqueando a ação do fibrinogênio e o fator de von willebrand, consequentemente não acontece a aglutinação.

– Usos terapêuticos: são junto com a heparina e o a AAS, para auxiliar da ICP.

O abcximabe está aprovada em pacientes com angina instável.

Autora: Jaqueline de Faria Nogueira Villar


Referência:

VOGEL ANDERSON, Katherine; COGAN, Patrick. Anticoagulantes e antiplaquetários. In: FARMACOLOGIA Ilustrada.  2016.


O texto acima é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto

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