Coronavírus

Genes podem influenciar na resposta imune da COVID-19, diz estudo

Genes podem influenciar na resposta imune da COVID-19, diz estudo

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Sanar

4 minhá 4 dias

Uma das coisas que intrigam os cientistas que estudam o comportamento do SARS-CoV-2 no organismo humano é a variação de imunidade da COVID-19 de pessoa para pessoa, mas um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, parece ter chegado a uma pista sobre resposta imune da COVID-19.

A descoberta, publicada no periódico PLOS ONE, aponta que a resposta imunológica individual ao novo coronavírus pode ser limitada por um conjunto de genes variáveis que codificam proteínas de superfície celular, essenciais para o sistema imunológico adaptativo.

Para chegar à conclusão, os pesquisadores examinaram como esse conjunto de genes interage com dois tipos de linfócitos ou células imunes chamadas T e B. Eles notaram que o sistema imunológico responde aos patógenos invasores, produzindo anticorpos destinados a interceptar e neutralizar o vírus.

O médico Mauricio Zanetti, um dos autores do estudo, explicou que os genes servem como elo entre os linfócitos T e B. “A produção de anticorpos contra proteínas requer cooperação produtiva entre o linfócito T e o linfócito B, que devem reconhecer as sequências de antígenos adjacentes iniciadas pelos genes nas células B. As sequências de peptídeos próximas envolvem as duas células preferencialmente”.

Com a ajuda de um computador, os pesquisadores analisaram todos os fragmentos possíveis da proteína spike RBM, que é um gatilho para a resposta imunológica humana e para a atividade da vacina, em conexão com as mais de 5.000 moléculas de genes diferentes representadas na população humana global.

Os resultados

Como descreveu reportagem do uol, os autores descobriram que a propensão média dos genes variáveis que codificam as proteínas de superfície celular para exibir peptídeos derivados da proteína RBD (aminoácidos da proteína spike) é baixa. Por isso, uma produção de anticorpos específicos poderia ser prejudicada pelo mau ajuste entre o vírus e os genes.

“Isso poderia levar a respostas mais pobres de anticorpos neutralizantes”, disse a autora do estudo, Andrea Castro. “E no caso do Sars-CoV-2, a má apresentação de fragmentos RBD dos genes poderia ser um obstáculo para a produção de anticorpos neutralizantes direcionados à proteína RBM (porção da proteína spike que estabelece contato com o receptor)”.

Os autores destacaram também que vários estudos mostraram que os anticorpos neutralizantes em pessoas infectadas diminuem em três meses.

Diversidade genética

Segundo os autores do estudo, a descoberta é importante porque reflete a grande diversidade genética dos seres humanos, já que a capacidade de gerar anticorpos com atividades de neutralização variam consideravelmente de indivíduo para indivíduo.

Além disso, ela também chama a atenção para o fato de que a falta de cooperação eficaz entre os linfócitos T e B pode afetar a longevidade das respostas de anticorpos neutralizantes em pessoas infectadas.

Ainda segundo o Uol, os anticorpos neutralizantes se desenvolvem dentro de duas semanas após a infecção por Sars-CoV-2. No entanto, a durabilidade e a intensidade da infecção podem variar de acordo com o organismo do infectado.

Por isso, ainda não é possível determinar o tempo de imunidade após a infecção e a eficácia das vacinas a longo e médio prazo, por exemplo.

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