Infectologia

HIV: Diagnóstico e Tratamento!

HIV: Diagnóstico e Tratamento!

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O diagnóstico da infecção pelo HIV pode ser divido em duas etapas:

  1. Etapa 1 – Triagem sorológica de anti-HIV-1 e anti-HIV-2, podendo ser combinada a procura por anticorpos e antígenos virais; ELISA, testes rápidos. Esses testes são chamados de imunoensaios à caso o resultado seja reagente ou indeterminado, nova amostra é colhida para fazer a confirmação e, caso o resultado persista, segue-se para a etapa 2.
  2. Etapa 2 – É o momento de confirmar o diagnóstico. São realizados Imunofluorescência indireta (IFI), Imunoblot/Western blot, entre outros, considerados testes moleculares, por pesquisarem a presença de ácidos nucleicos do HIV.

Os dois tipos de testes são capazes de diagnosticar a viremia após os primeiros 10 dias da infecção. Apenas após a análise dos exames das etapas 1 e 2 é que os laudos e interpretação dos resultados podem ser liberados.

O teste rápido para HIV está indicado em diversas situações: regiões sem infraestrutura laboratorial, segmentos populacionais móveis, parceiros móveis de HIV, populações vulneráveis, violência sexual (no agressor), acidentes ocupacionais (no paciente fonte), abortamento espontâneo, entre outros.

Profilaxia Antirretroviral Pós-Exposição ao HIV (PEP)

O protocolo da PEP é formado por 4 etapas:

Etapa 1: Avaliação do risco da exposição – Momento em que há decisão sobre a indicação ou não de PEP.

É necessário esclarecer quando ocorreu a exposição, já que a administração ideal da profilaxia é que seja iniciada em até 2 horas após a exposição, porém, pode ser administrada até 72h após o evento; material ao qual o paciente foi exposto, os considerados infectantes são sangue, sêmen, fluido vaginal e líquidos serosos, amniótico, líquor e líquido articular; tipo de exposição, as que oferecem riscos são aquelas percutâneas, pela mucosa, cutânea com pele não integra, mordeduras com presença de sangue; status sorológico do indivíduo exposto, deve ser avaliada a sorologia anti-HIV do paciente exposto (teste rápido), pois se já for um paciente portador de HIV, não há benefício em se administrar a PEP; status sorológico da fonte, o resultado negativo do teste rápido contraindica a PEP, a não ser que a fonte apresente histórico de possível exposição ao HIV nos últimos 30 dias, se o status da fonte for desconhecido, administra-se PEP.

Etapa 2: Prescrição do Esquema AVR – Tenofovir (TDF) + Lamivudina (3TC) + Dolutegravir por 28 dias. TDF está contraindicado em pacientes com disfunção renal importante e neste caso usa-se AZT.

Etapa 3: Medidas no atendimento à pessoa exposta – lavar e utilizar soluções antissépticas degermantes no local infectado; em casos de exploração sexual de mulheres em idade fértil que não queiram engravidar, indica-se a anticoncepção com o uso de levonorgestrel; profilaxias contra as diversas DSTs existentes; imunização contra o tétano, notificações.

Etapa 4: Acompanhamento clinico-laboratorial: o acompanhamento deve ser realizado para avaliar toxicidade medicamentosa, realizar testes para HIV e outros exames, reforço às medidas preventivas contra o HIV.

Agora que você já tem conhecimento do PEP, quer saber sobre o PREP?

A profilaxia pré-exposição de risco à infecção por HIV consiste na terapia anti-retroviral visando diminuir as chances da infecção pelo HIV. Tem sua eficácia comprovada, e para fazer seu uso é necessário fazer parte de um grupo de comportamento de risco. Vamos entender melhor?

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Tratamento

A terapia antirretroviral (TARV) tem como finalidade diminuir a incidência das doenças oportunistas, melhorando a qualidade de vida e ampliando a expectativa de vida do paciente. Porém, a eficácia da terapia é comprometida em casos de má adesão, intolerância aos medicamentos ou resistência viral. Durante o tratamento, é sempre importante controlar a contagem de linfócitos TCD4+, da carga viral e do estado geral de saúde do paciente. O

Atualmente, no Brasil, são usadas 3 classes de antirretrovirais:

– Inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeos e nucleotídeos: zidovudina e lamivudina

– Inibidores da transcriptase reversa não análogos de nucleosídeos: efavirens e nevirapina

– Inibidores da protease reforçados com ritonavir.

O esquema terapêutico é o mesmo usado na PEP: Tenofovir + Lamivudina + Dolutegravir, que devem ser usados ininterruptamente.

O acompanhamento dos pacientes que iniciaram recentemente a TARV deve ser de 7 a 15 dias, depois 1 vez ao mês (o mesmo vale para aqueles que fizeram alguma alteração na terapia), os pacientes que fazem uso da TARV de modo estável fazem acompanhamento a cada 6 meses.

Com o início da TARV, pode ocorrer Síndrome da Reconstituição Imunológica – doenças que estavam subclínicas começam a se manifestar clinicamente com a recuperação de parte do sistema imune, como infecções fúngicas, bacterianas e neoplasias, essas doenças geralmente são autolimitadas e a recomendação é que se mantenha a TARV e trate a patologia oportunista, porém, em casos mais graves, a TARV precisa ser suspensa e corticoides são introduzidos.

Atualmente a TARV deve ser iniciada em todos os pacientes diagnosticados com a infecção pelo HIV, independente de sintomatologia.

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