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Importância da 3º Dose | Colunistas

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Imagem de perfil de Vladmir Nascimento

Em tempos de pandemia, lembra-se que todo reforço é necessário para ampliar a defesa do sistema imunológico. Nesse sentindo, salienta-se a necessidade da 3º dose da vacina, como uma forma de alcançar o objetivo de aumentar a resposta imune, o que irá diminuir, mais ainda, os riscos de internação ou complicação por Covid-19.

Alguns estudos afirmam  uma queda de nível dos anticorpos alguns meses após as duas primeiras doses e pela infecção natural do SARS-CoV-2. Com isso, reitera-se que quando os anticorpos alcançam uma quantidade relativamente baixa, a defesa contra a infecção torna-se comprometida.  Por causa disso, a  terceira dose ou dose de reforço eleva o contingente  de anticorpos circulantes no organismo, criando uma defesa mais forte do que a anterior e  colaborando para que novas varitantes não apareçam e não ocorram novas ondas de infecções. Nesse ínterim, é premente lembrar que as vacinas de Covid-19 cumprem bem a sua função, que é a prevenção de casos mais graves da doença, o que atenua as quantidades de hospitalizações.  Um exemplo disso é  um estudo da Public Heatlh England (PHE), que afirmou que  a aplicação de duas doses da vacina AstraZeneca demonstra  92% de efetividade contra a hospitalização pela variante Delta.

Pesquisadores da Reino Unido atestam ,em um estudo, que uma dose de reforço da vacina contra covid pode ajudar a obter 85%  de proteção contra formas graves da doença, como no caso da ômicron. Esse estudo foir realizado com base em um modelo matemático, elaborado por pesquisadores Universidade Imperial College London e devido às informações limitadas, pondera-se sobre um certo grau de incerteza  no número exato de  porcentagem. Ademais,  no caso da AstraZeneca, observou-se que ela amplia a quantidade de anticorpos neutralizantes contra a variante ômicron, em torno de 2,7 vezes após a terceira dose, de acordo com a pesquisa realizada por instituições, como a FioCruz e a Universidade de Oxford.

Em relação a tempo de espera para receber a terceira, o Ministério da Saúde estabeceu datas sobre isso. De certo, conforme a orientação, o tempo de espera era de 5 meses, mas foi alternado para 4 meses, e o imunizante da Pfizer está sendo utilizado como dose de reforço em casos que a pessoa recebeu vacinas CoronaVac, AtraZeneca ou Pfizer devido ao acréscimo da resposta imunológica. Nos casos em que não seja possível utilizar a Pfizer, a recomendação é a aplicação da vacina Janssen e da AstraZeneca, como forma de aplicação da terceira dose.

Na contexto de pessoas imunosuprimidas, o processo de quarta dose já foi anunciado pelo Ministério da Saúde. A quarta dose irá contemplar os maiores de 18 anos que já foram imunizados com a terceira dose,  sendo que o intervalo de espera será de 4 meses, a partir da terceira dose, seguindo o mesmo raciocínio da terceira dose, ou seja, utilizando a Pfizer e em casos de ausência dela, utilizará a Janssen ou AztraZeneca. Convém ressaltar quem estão na lista de imunossuprimidos:

  • Portadores de imunodeficiência primária grave;
  • Pacientes em quimioterapia;
  •  Transplantados de órgão sólido ou de células tronco hematopoiéticas (TCTH)  
  • Usuários de drogas imunossupressoras; 
  • Pessoas vivendo com HIV/AIDS; 
  • Pacientes em uso de corticoides em doses ≥20 mg/dia de prednisona, ou equivalente, por ≥14 dias; 
  • Pessoas que usam drogas modificadoras da resposta imune; 
  • Pacientes com condições auto inflamatórias e doenças intestinais inflamatórias; 
  • Pacientes em hemodiálise; 
  • Pacientes com doenças imunomediadas inflamatórias crônicas.

Um estudo realizado Instituto de Pesquisa Clalit de Israel, pubicada na revista científica The Lancet , apresentou dados que confirmam a eficácia da terceira dose. De fato, a terceira dose da vacina Pfizer reduziu a hospitalização de Covid-19 em 93%, o estado grave da doença em 92%, e as mortes em 81%, em comparação com apenas as duas doses recebidas 5 meses atrás. O contigente utilizado foi de 728.321 pessoas em Israel, as quais receberam uma terceira dose da vacina Pfizer, em comparação com 728.321 controles que receberam apenas duas doses da mesma vacina, em  pelo menos cinco meses atrás, no perído entre 30 de julho e 23 de setembro de 2021.

Logo, conlui-se que a terceira dose é fundamental para ampliar a quantidade de anticorpos circulantes contra Covid-19 e suas variações genômicas, o que aumenta a defesa do organismo em comparação com a segunda dose, uma vez que a taxa de anticorpos decresce a partir dos meses com a segunda dose, um efeito natural e esperado da vacina. Ressalta-se, ainda, que a terceira dose diminui bastante a taxa de formas graves, internações e mortes pela doença, o que atesta a efetiviadade da vacina, sendo que, em alguns casos, como imunossuprimidos, já estão em processo de receber a 4º dose. Dessarte, isso é altamente positivo, pois diminui significamente a taxa de ocorrer novas mutações e novas crises sociais e econômicas.

Referências

https://coronavirus.saude.mg.gov.br/blog/337-a-importancia-da-3-dose

https://www.bbc.com/portuguese/geral-59729507

https://butantan.gov.br/noticias/terceira-dose-de-coronavac-mantem-anticorpos-altos-por-ate-um-ano-mostra-pesquisa-da-china

https://portal.fiocruz.br/noticia/vacina-astrazeneca-tem-92-de-efetividade-contra-hospitalizacao-pela-variante-delta

O texto acima é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.