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Interpretando artigos científicos: como não cair em armadilhas

Interpretando artigos científicos: como não cair em armadilhas

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Você já ouviu falar de Medicina Baseada em Evidências? E em Medicina Enviesada por Evidências? Ler e estudar artigos científicos é essencial para o médico ou estudante de medicina, mas também é extremamente necessário que você saiba como não cair em armadilhas nessa hora.

Infelizmente, vemos constantemente pessoas enviesando a medicina, publicando artigos de má qualidade, baixa plausibilidade, com conflitos de interesse, metodologicamente fracos ou, ainda, fraudados.

E, apesar do assunto ter se tornado popular durante a pandemia, esse não é um problema que surgiu agora. Há anos cresce o debate de até onde devemos e se é que podemos confiar em estudos sem fazer uma devida análise.

Para te ajudar nessa tarefa, vamos comentar aqui dois de vários pontos que você deve se atentar para fugir desses estudos de má qualidade.

Cum hoc, ergo propter hoc

Esse é um exemplo fácil de falácia que você não quer cometer e deve ficar atento para descobrir se algum estudo não caiu nela. De forma simples, ela fala que não é necessariamente porque uma coisa antecedeu ou aconteceu ao mesmo tempo que outra que ela foi responsável por gerar essa segunda coisa.

Vendo apenas os números nós podemos, por exemplo, associar a quantidade de filmes do Nicolas Cage com o número de afogamentos em piscinas que aconteceram entre 1999 e 2009. Mas, não é pela coincidência deles seguirem uma relação de aumento/queda anual que uma coisa influencia na outra, certo?

Ao mesmo tempo, não é possível afirmar que, após dar um medicamento ao paciente e ele apresentar uma melhora, apenas analisando essas duas informações, que o remédio foi responsável pela melhora no quadro. Só os estudos científicos, e a medicina baseada em evidências, que poderá nos indicar isso.

Hierarquia nos estudos científicos

Além de ficar atento a falácia acima, também é necessário entender a ordem e a hierarquia nos estudos científicos. Afinal, não é porque há uma causalidade entre os filmes do Nicolas Cage e afogamentos que precisamos desenvolver um estudo para analisar se uma coisa causa a outra, certo?

Tudo começa com uma ideia, mas para dar força a ela (e a própria pesquisa) é necessário analisar se a hipótese é plausível, consistente, coerente e tem temporalidade.

Assim, apenas a temporalidade, como acontece no caso acima, não garante uma boa probabilidade pré-teste.

Quer aprender de vez a interpretar artigos científicos?

O eletrofisiologista Dr. José de Alencar, autor do Manual de ECG, traz em sua nova obra a MBE dissecada. O Manual de Medicina Baseada em EvidênciasComo Interpretar Artigos Científicos foi pensado para ser um manual de leitura de evidências, conduzindo os estudantes ao pensamento científico embasado.

Também do professor e cardiologista José Alencar, temos o Curso Sanar MBE, onde você aprenderá de forma rápida e didática como entender as bases da MBE, como interpretar artigos e evidências científicas, pensamento probabilístico bayesiano e muito mais! Tudo isso com uma metodologia diferente e inovadora.

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