Coronavírus

Johnson & Johnson anunciará resultado de “vacina dos sonhos” do Brasil na próxima semana

Johnson & Johnson anunciará resultado de “vacina dos sonhos” do Brasil na próxima semana

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Sanar

4 min há 176 dias

O Brasil pode ter mais uma vacina para ajudar no combate à pandemia da COVID-19. Desenvolvido pela Janssen, braço farmacêutico da Johnson & Johnson, o imunizante terá seus resultados apresentados na próxima semana.

A nova aposta foi considerada pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, como “vacina dos sonhos” do Brasil, por ser dose única, o que na prática permite imunizar o dobro de pessoas, e pela possibilidade de armazenamento em geladeira comum, o que facilitaria a distribuição no país.

Por enquanto, a campanha de vacinação do Brasil conta com as vacinas CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, e AstraZeneca, fruto de parceria entre a Universidade de Oxford e da Fiocruz. Ambas precisam de duas doses. Aqui você encontra informações sobre as principais diferenças entre as vacinas desenvolvidas.

Testes promissores

Utilizando tecnologia criada há uma década, a vacina da Johnson & Johnson se baseia em uma plataforma de vetor viral Adenovirus26, ou Ad26, que é geneticamente modificada para manifestar as proteínas do Sars-Cov-2, mas sem a capacidade de produzir a doença. A técnica já foi utilizada para produzir imunizantes para o vírus Ebola.

O estudo randomizado (voluntários são sorteados para entrar em um dos esquemas terapêuticos oferecidos) e duplo-cego (nem participantes nem cientistas sabem quem recebeu o quê) envolveu 805 voluntários divididos em dois grupos: o primeiro composto por pessoas entre 18 e 55 anos, enquanto a média do segundo grupo era de 65 anos. 

Após 29 dias da aplicação, mais de 90% dos voluntários que receberam a dose única da vacina produziram uma resposta imunológica contra o novo coronavírus. Depois de 57 dias, 100% dos participantes desenvolveram anticorpos contra o novo coronavírus, com maior concentração em pacientes mais jovens. O nível permaneceu estável até o 71º dia após a vacina.

A vacina também se mostrou bastante segura, com leves efeitos colaterais, como fadiga, dor de cabeça e dor no local da aplicação do imunizante. Os detalhes dos resultados dos testes clínicos das fases I e II podem ser conferidos no periódico The New England Journal of Medicine.

A fase III

A terceira fase de testes foi realizada com 45 mil pessoas de diversos países. No Brasil, a Johnson & Johnson recrutou cerca de 7 mil pessoas de 11 estados, que receberam dose única da vacina ou placebo. Um segundo estudo de fase 3, com 30 mil voluntários, está testando uma aplicação de duas doses.

O que se busca descobrir agora é a eficácia da vacina, calculada a partir do número de casos acumulados de COVID-19 entre os participantes que receberam a vacina e os que receberam apenas o placebo.

3 milhões de doses devem chegar em maio

Assim que apresentar os resultados da terceira fase de testes, a Johnson & Johnson poderá solicitar a aprovação de uso emergencial à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O governo federal anunciou que 3 milhões de doses já estão reservadas para o Brasil e devem ser entregues em maio.

Países como Colômbia e Estados Unidos devem fechar a compra de lotes maiores com antecedência, por isso, a farmacêutica norte-americana deverá dar prioridade para solicitar a aprovação nessas localidades

Com informações de Superinteressante e Olhar Digital

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