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Laços que unem médico e paciente | Colunistas

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Fabiana Cerqueira

3 minhá 311 dias

Os laços que unem médico e paciente são estabelecidos por meio de um contexto complexo e multifatorial; estabelecido primordialmente através da comunicação.

A efetividade da comunicação consiste no ato de emitir um enunciado, de modo que o receptor possa compreender com clareza. Ao primeiro contato, a comunicação profissional-paciente é permeada muitas vezes por um ambiente de estresse e ansiedade, por conta do estado de saúde e expectativas que o paciente e/ou familiares podem apresentar; como também o conjunto de tensões e emoções vividas pelo médico.

Neste momento, a linguagem não verbal tanto do profissional e paciente podem transmitir distintas informações:

  • Afinidade;
  • Slegria;
  • Irritabilidade;
  • Medo.

 Diante deste contexto, é possível construir laços entre médico e paciente?

Sim! O primeiro passo para estabelecer aliança é personalização da assistência. Cumprimentar pelo nome e dispor-se à percepção empática quanto ao estado de saúde do paciente na perspectiva clínica e psicológica são importantes; constituindo-se como escuta qualificada, a atenção das demandas apresentadas.

Outro aspecto relevante é o tratamento humanizado. Independente do grau de comprometimento de saúde apresentado pelo paciente, a abordagem deve ser ofertada visando a integralidade do sujeito e não apenas o foco na doença.

A efetiva humanização pressupõe a compreensão da subjetividade do outro, assim como interferências culturais e regionais. Além disso, cabe enfatizar que a informação acerca dos possíveis tratamentos deve ser transmitida em linguagem acessível, objetiva, sem excesso de termos técnicos; já que o objetivo final é a plena compreensão do conteúdo transmitido e a autonomia do paciente após a exposição feita.

Este modo de atuação refletirá em um atendimento com qualidade diferenciada, satisfação do usuário e fidelização do serviço, principalmente em casos de acompanhamento a doenças crônico-degenerativas. Nos tratamentos mais longos, faz-se necessário estimular o empoderamento do paciente e conscientizá-lo da participação ativa na sua qualidade de vida.

Por meio do vínculo estabelecido entre profissional e paciente, destaca-se uma importante relevância: fundamentada a confiança do paciente no profissional, aumenta a adesão às propostas terapêuticas e, consequentemente, a probabilidade de sucesso das intervenções.

Outro contexto no atendimento ocorre em casos de urgência e pronto atendimento. A necessidade de uma resposta imediata e uma grande demanda muitas vezes não permite ao profissional formação de vínculo e maior diálogo com o paciente, necessitando que a objetividade e resolutividade prevaleçam. Apesar disso, ainda é possível a personalização no atendimento – fator que em consciência plena, será recordado o acolhimento, através da visível valorização do sujeito.

Em síntese, a pedra angular do tratamento na medicina é a aliança terapêutica entre médico e paciente. Apesar de uma complexidade multifatorial envolvida, por meio da comunicação efetiva e atenção às demandas apresentadas, é possível a formação do vínculo e confiança, otimizando o sucesso no tratamento.

Fabiana Alves Cerqueira, Graduada em Odontologia pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública. Residente em Saúde da Família (SESAB)

Instagran: @fabiana.acm

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