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Manual de Atendimento Pré-Hospitalar

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Índice
1.14
Índice
1.

CASOS DE EMERGÊNCIAS CLÍNICAS

1.1

CASO 1

1.2

CASO 2

1.3

CASO 3

1.4

CASO 4

1.5

CASO 5

1.6

CASO 6

1.7

CASO 7

1.8

CASO 8

1.9

CASO 9

1.10

CASO 10

1.11

CASO 11

1.12

CASO 12

1.13

CASO 13

1.14

CASO 14

2.

CASOS DE EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS

2.1

CASO 15

2.2

CASO 16

2.3

CASO 17

2.4

CASO 18

2.5

CASO 19

2.6

CASO 20

2.7

CASO 21

2.8

CASO 22

2.9

CASO 23

2.10

CASO 24

2.11

CASO 25

2.12

CASO 26

2.13

CASO 27

2.14

CASO 28

CENÁRIO DO CASO DE EMERGÊNCIAS 14

A solicitante do atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), mãe do paciente, relata ao TARM que ele é do sexo masculino, tem 32 anos e apresentou quadro de agitação e nervosismo há cerca de 1 hora. Ao falar com o médico regulador, a mãe refere que o paciente é portador de depressão, diagnosticada há cerca de 2 anos e precipitada em função da perda do emprego e do divórcio com a ex-esposa. Interrompeu medicação há cerca de 1 ano e 3 meses, havendo realizado tentativa prévia de suicídio há cerca de 6 meses. Paciente está agitado, alcoolizado e em posse de uma faca, referindo que sua vida é inútil e que os outros familiares viveriam melhor sem ele. Polícia Militarmilitar já se encontra na cena. O médico classifica o caso como urgência nível 1 (VERMELHO). É encaminhada, pelo médico, a Unidade de Suporte Avançado (USA)

AVALIAÇÃO DA CENA DO CASO DE EMERGÊNCIAS 14

Ao chegar ao endereço fornecido, a equipe certificou-se de que o ambiente não oferecia risco aos socorristas e ao paciente e que se tratava de um local seguro, sendo, portanto, iniciado o atendimento.

AVALIAÇÃO PRIMÁRIA DO CASO DE EMERGÊNCIAS 14

Nível de consciência: alerta, responsivo e orientado no tempo e no espaço" A: via aérea pérvia. B: expansibilidade torácica simétrica, murmúrio vesicular presente e simétrico à ausculta, respiração taquipneica, Saturação de O2 =98%. C: pulso cheio, forte, simétrico, regular, mucosas normocoradas

AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA DO CASO DE EMERGÊNCIAS 14

Sinais vitais: Pressão arterial=150x100mmHg; frequência cardíaca=120bpm; frequência respiratória=25irpm; temperatura axilar=36,7ºC. Sintomas A: nega alergias. M: amitriptilina 25mg 1cp de 8/8hs. P: nega hipertensão arterial sistêmica

PONTO DE DISCUSSÃO DO CASO DE EMERGÊNCIAS 14

1. Como deve ser a abordagem da equipe do SAMU a um paciente em tentativa de suicídio? 2. Quais são os cuidados necessários a esse paciente no interior da ambulância do SAMU? 3. Qual é o impacto do suicídio no Brasil e no mundo? 4. Quais são os fatores de risco e os indicadores de ideação e comportamentos suicidas? 5. O que é a regra 4D da depressão?

DISCUSSÃO DO CASO DE EMERGÊNCIAS 14

Suicídio é um termo originado do latim (sui: “próprio”; cidium: “matar”) e representa o ato fatal cometido por um indivíduo contra si próprio em função de seu desejo intrínseco de morrer. Trata-se, portanto, de um transtorno multidimensional, compreendendo fatores sociais, ambientais, fisiológicos, genéticos e biológicos. Suicídio não é uma doença propriamente dita, embora a presença de transtornos psiquiátricos subjacentes esteja associada ao suicídio. É válido ressaltar que há uma diferença entre o pensamento suicida (pensamentos, ideologias e intenções de término da vida que podem durar por meses ou anos) e o ato suicida (ação consciente e intencional contra a própria vida sob as mais diversas formas). Embora diversas vezes o suicídio possa ser praticamente impossível de ser prevenido, ainda que se instituam medidas apropriadas de prevenção e acompanhamento, cabe aos profissionais de saúde a observação de indícios e fatores de risco de pensamento suicida para que se elabore, na medida do possível, uma abordagem adequada na prevenção do ato suicida.

OBJETIVOS DE APRENDIZADO/COMPETÊNCIAS DO CASO DE EMERGÊNCIAS 14

• Compreender as definições de pensamento suicida e ato suicida. • Enfatizar a importância do papel de todo profissional de saúde no reconhecimento de sinais que possam indicar intenção suicida em um paciente. • Avaliar a epidemiologia do suicídio no Brasil e no mundo. • Reconhecer os fatores de risco para o suicídio e os indicadores de ideação e comportamento suicidas. • Identificar a regra dos 4Ds e as frases de alerta em um paciente com intenção suicida. • Abordar corretamente o paciente em ameaça de suicídio na realidade do atendimento pré-hospitalar.

PONTOS IMPORTANTES DO CASO DE EMERGÊNCIAS 14

1. O suicídio é o estágio final de uma evolução progressiva da ideação suicida até o ato suicida que pode durar de meses a anos e varia em função de diversos fatores (sociais, ambientais, econômicos, genéticos, etc.). 2. É uma das principais causas de óbito em todo o mundo, acometendo principalmente indivíduos do sexo masculino entre 15 a 35 anos. 3. Existem quatro fatores de risco principais para o suicídio: transtornos mentais, fatores sociodemográficos, estado psicológico e condições clínicas incapacitantes

SOLUÇÃO DO CENÁRIO 1 DO CASO DE EMERGÊNCIAS 14

Hipótese Diagnóstica: tentativa de suicídio. Procedimentos: Polícia Militar aborda o paciente solicitando que abandone a arma no chão, enquanto a equipe do SAMU aguarda o desfecho da situação em segurança. Após o paciente abandonar a arma, ele se entrega às autoridades e é levado pela USA sem demonstrar agressividade. Médico avalia o estado cognitivo e psicológico do paciente, não identificando sinais de agressividade ou desconfiança nem na fala nem na fisionomia corporal. É decidido que não havia necessidade de medicação do paciente durante o transporte na ambulância.

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