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Manual de Atendimento Pré-Hospitalar

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Índice
2.2

CENÁRIO 1 DO CASO DE EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS 16

A solicitante do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), relatou ao TARM que o paciente de 45 anos, do sexo masculino, foi vítima de agressão física e apresentava corte contuso em orelha esquerda, couro cabeludo e possível fratura na mandíbula, por referir bastante dor no local e apresentar assimetria de face. Havia perda sanguínea moderada nas regiões dos cortes. A solicitante também informou que o paciente não tinha história de doença prévia, encontrava-se consciente, desorientado, agitado, e estava visivelmente alcoolizado.

AVALIAÇÃO DA CENA DO CASO DE EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS 16

Ao chegar ao endereço fornecido, a equipe certificou-se de que o ambiente não oferecia risco aos socorristas e ao paciente e que se tratava de um local seguro, sendo, portanto, iniciado o atendimento.

AVALIAÇÃO PRIMÁRIA DO CASO DE EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS 16

A: vias aéreas pérvias, sem sinais de obstruções ou presença de sangue. B: expansão simétrica, murmúrio vesicular presente e simétrico à ausculta, respiração dispneica, SpO2 =95%.

AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA DO CASO DE EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS 16

Frequência cardíaca=129bpm; pressão arterial=150x80mmHg; frequência respiratória =25 ipm; temperatura axilar = 37,5ºC. S: - A: nega

CENÁRIO 2 DO CASO DE EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS 16

O solicitante do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) relatou ao TARM que o paciente de 55 anos, do sexo masculino, foi encontrado em via pública apresentando corte-contuso na face com suspeita de trauma em osso frontal, na região da testa. Paciente referia bastante dor e apresentava depressão no local da batida. Solicitante afirmou haver muito sangue no local do trauma e que o paciente apresentava sonolência, confusão mental, hálito etílico. Paciente também referia lombalgia e cervicalgia

AVALIAÇÃO DA CENA DO CASO DE EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS 16

Ao chegar ao endereço fornecido, a equipe certificou-se de que o ambiente não oferecia risco aos socorristas e ao paciente e que se tratava de um local seguro, sendo, portanto, iniciado o atendimento.

AVALIAÇÃO PRIMÁRIA DO CASO DE EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS 16

A: vias aéreas pérvias, sem sinais de obstruções ou presença de sangue. B: expansão simétrica, murmúrio vesicular presente e simétrico à ausculta, respiração dispneica, SpO2 =96%. C: pulso cheio, simétrico, regular, mucosas coradas. D: escala de de Glasgow (GCS) = 13 (abertura ocular a comando verbal, verbalização confusa, resposta motora à verbalização), pupilas isocóricas e fotorreativas.

AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA DO CASO DE EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS 16

Frequência cardíaca = 109bpm; pressão arterial = 150x70mmHg; frequência respiratória = 20ipm; temperatura axilar = 36,5ºC. S: - A: paciente alérgico à dipirona. M: afirma não fazer uso de outros medicamentos. P: sem comorbidades. L: não soube precisar em quanto tempo fez a última refeição. E: sem exposição

PONTO DE DISCUSSÃO DO CASO DE EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS 16

2. Quais os critérios de inclusão? 3. Como é feita a avaliação inicial do paciente com trauma de face? 4. Quais devem ser as condutas no atendimento pré-hospitalar? 5. Quais são os possíveis diagnósticos diferenciais?

DISCUSSÃO DO CASO DE EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS 16

Para entendermos o que caracteriza o trauma facial, precisamos relembrar um pouco da anatomia, essencial para o atendimento do traumatizado. O trauma facial pode comprometer o sistema nervoso central (SNC), provocando sequelas leves ou graves com possibilidade de causar morte cerebral; ou ainda, acometer as vias aéreas superiores, comprometendo a respiração, e, consequentemente, o prognóstico do paciente.

OBJETIVOS DE APRENDIZADO/COMPETÊNCIAS DO CASO DE EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS 16

• Caracterizar trauma de face e conhecer sua epidemiologia. • Revisar a anatomia dos ossos da face. • Identificar critérios de inclusão para identificação de trauma facial. • Apresentar como deve ser feito o atendimento inicial do paciente traumatizado. • Apresentar condutas feitas no atendimento pré-hospitalar. • Enfatizar os importantes diagnósticos diferenciais.

PONTOS IMPORTANTES DO CASO DE EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS 16

1. O trauma facial configura uma situação significativa que pode comprometer órgãos de importância primária no prognóstico do paciente, como o sistema nervoso central (SNC) e as vias aéreas superiores, necessitando manejo rápido. 2. Sempre iniciar a abordagem do paciente traumatizado checando vias aéreas, instaurando ventilação, examinando sistema cardiovascular e neurológico e procurando por outras lesões que podem levar a choque hipovolêmico. Ter em mente sempre a proximidade com a coluna cervical e o risco de fratura, fazendo uso de colar cervical e imobilização

SOLUÇÃO DO CENÁRIO 1 DO CASO DE EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS 16

Hipótese Diagnóstica: fratura de mandíbula com lesão em couro cabeludo e orelha esquerda, o que não nos permite afastar possível lesão em sistema nervoso central.

SOLUÇÃO DO CENÁRIO 2 DO CASO DE EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS 16

Hipótese Diagnóstica: fratura de crânio em região frontal. Procedimentos: paciente encontrava-se sonolento, mas consciente à chegada do atendimento móvel de emergência. Apesar de parecer confuso ao verbalizar, facilitou a monitorização e realização de condutas.

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