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Manual de Atendimento Pré-Hospitalar

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Índice
2.3
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1.

CASOS DE EMERGÊNCIAS CLÍNICAS

1.1

CASO 1

1.2

CASO 2

1.3

CASO 3

1.4

CASO 4

1.5

CASO 5

1.6

CASO 6

1.7

CASO 7

1.8

CASO 8

1.9

CASO 9

1.10

CASO 10

1.11

CASO 11

1.12

CASO 12

1.13

CASO 13

1.14

CASO 14

2.

CASOS DE EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS

2.1

CASO 15

2.2

CASO 16

2.3

CASO 17

2.4

CASO 18

2.5

CASO 19

2.6

CASO 20

2.7

CASO 21

2.8

CASO 22

2.9

CASO 23

2.10

CASO 24

2.11

CASO 25

2.12

CASO 26

2.13

CASO 27

2.14

CASO 28

CENÁRIO DO CASO DE EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS 17

O solicitante do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), amigo da vítima, relatou ao TARM que o paciente, de 23 anos, do sexo masculino, apresentou lesão ocular devido a trauma com objeto pontiagudo em evento desportivo. Ao falar com o médico regulador, o amigo refere que o paciente é previamente hígido, sem doenças oculares prévias e que o paciente queixa- -se de dor muito forte em olho direito, associada à visão borrada e dificuldade de abrir o olho, devido a inchaço, vermelhidão no olho e irritação com a luz.

AVALIAÇÃO DA CENA DO CASO DE EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS 17

Ao chegar ao endereço fornecido, a equipe certificou-se de que o ambiente não oferecia risco aos socorristas e ao paciente e que se tratava de um local seguro, sendo, portanto, iniciado o atendimento.

AVALIAÇÃO PRIMÁRIA DO CASO DE EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS 17

A: via aérea pérvea. Sem necessidade de imobilização de coluna cervical com colar cervical.

AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA DO CASO DE EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS 17

Sinais vitais: Pressão arterial: 130x90mmHg em membro superior direito. Frequência cardíaca: 105 bpm. Frequência respiratória: 18 irpm; temperatura axilar: 36,5ºC. S: refere dor intensa em olho direito, associada à turvação visual, fotofobia, lacrimejamento e edema bipalpebral. A: nega alergias

PONTO DE DISCUSSÃO DO CASO DE EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS 17

1. Qual diagnóstico do paciente? 2. Em quais situações deve-se haver alto nível de suspeição para tal? 3. Como podem se classificar as lesões provenientes desse tipo de trauma? 4. Qual a forma mais adequada de conduzir inicialmente esse paciente? 5. Há algum procedimento que pode ser feito para evitar consequências irreversíveis?

DISCUSSÃO DO CASO DE EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS 17

Lesões orbitárias e oculares não são incomuns e tendem a resultar de trauma facial direto. Embora lesões no globo ocular não sejam frequentes é essencial que elas sejam pesquisadas sempre que houver trauma facial e orbital, visto que o tratamento adequado definirá o prognóstico e a reversibilidade do quadro visual do paciente.

DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS DO CASO DE EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS 17

Embora o diagnóstico de trauma ocular seja fácil quando somado história clínica e exame físico, é importante termos em mente diagnósticos diferenciais da dor ocular, que ocorrem com ou sem baixa acuidade visual (BAV).

OBJETIVOS DE APRENDIZADO/COMPETÊNCIAS DO CASO DE EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS 17

• Reconhecer precocemente lesões oculares em pacientes vítimas de trauma. • Saber identificar os fatores que aumentam a suspeição de trauma ocular. • Conhecer os principais mecanismos de trauma ocular e fratura de órbita. • Saber identificar as diferenças entre as apresentações clínicas decorrentes de cada mecanismo de lesão/fratura. • Conduzir inicialmente o paciente com trauma óculo-orbitário leve ou grave e encaminhá-lo para serviço de referência. • Conhecer outras afecções com sintomatologia semelhante.

PONTOS IMPORTANTES DO CASO DE EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS 17

1. A queimadura química é a urgência ocular que requer tratamento mais precoce, sendo esse por meio da lavagem copiosa de toda a superfície ocular, incluindo os fundos de saco conjuntivais (superior e inferior) e a remoção do agente agressor, melhorando o prognóstico do paciente.

SOLUÇÃO DO CENÁRIO DO CASO DE EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS 17

Hipótese Diagnóstica: trauma ocular mecânico com ferimento por corpo estranho. Procedimentos: paciente apresentava quadro clínico compatível com trauma ocular mecânico, que gerou ferimento ocular devido ao contato com um corpo estranho de forma traumatizante, com média quantidade de energia. Foi submetido à monitorização com oximetria de pulso na ambulância e aferidos sinais vitais. Foi realizado curativo oclusivo em olho direito, não compressivo, com gaze umedecida em soro fisiológico para proteger o local, e encaminhado ao serviço oftalmológico de emergência de referência da cidade

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