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Manual de Atendimento Pré-Hospitalar

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Índice
1.2

CENÁRIO 1 DO CASO DE EMERGÊNCIAS 2

Esposa da vítima acionou o SAMU para paciente de 65 anos, relatando quadro de convulsão. Ao falar com o médico regulador, esposa relatou que, ao voltar para casa, encontrou marido caído ao chão, com tremores difusos e sem conseguir verbalizar. Referiu ainda que paciente era hipertenso, diabético e que já havia ocorrido outro episódio semelhante há 4 meses. Médico encaminhou para atendimento Unidade de Saúde Avançada (USA).

AVALIAÇÃO DA CENA DO CASO DE EMERGÊNCIAS 2

Ao chegar ao endereço fornecido, a equipe certificou-se de que o ambiente não oferecia risco aos socorristas e ao paciente e que se tratava de um local seguro, sendo, portanto, iniciado o atendimento.

AVALIAÇÃO PRIMÁRIA DO CASO DE EMERGÊNCIAS 2

Nível de consciência: responde ao estímulo verbal A: vias aéreas pérvias, sem sinais de sangramento ou aspiração. B: taquipneico, expansão torácica simétrica, murmúrios vesiculares presentes sem ruídos adventícios à ausculta, SpO2 = 92%. C: pulsos cheios, presentes e simétricos.

AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA DO CASO DE EMERGÊNCIAS 2

Sinais vitais: Pressão arterial = 180x90mmHg aferida em membro superior direito; frequência cardíaca = 68bpm; pulso filiforme; frequência respiratória = 24irpm; temperatura axilar =36ºC; glicemia capilar =45mg/ dL. História relatada pela esposa. S: paciente encontrado desorientado, sem conseguir verbalizar. A: nega alergias. M: losartana, sinvastatina, insulina NPH e regular. P: hipertenso, diabético. L: última alimentação há 5 horas. E: sem exposição

CENÁRIO 2 DO CASO DE EMERGÊNCIAS 2

Solicitante aciona o SAMU para seu amigo, 35 anos que está desmaiado, com respiração lenta. Ao falar com médico regulador, relatou que estavam fazendo ingesta de bebida alcoólica com o paciente por cerca de 7 horas, ininterruptamente. Relata ainda que antes da síncope, paciente se encontrava agitado, irritado, confuso, suando muito e com pulso acelerado. Médico regulador encaminhou uma unidade de saúde avançada (USA) para o local.

AVALIAÇÃO DA CENA DO CASO DE EMERGÊNCIAS 2

Ao chegar ao endereço fornecido, a equipe certificou-se de que o ambiente não oferecia risco aos socorristas e ao paciente e que se tratava de um local seguro, sendo, portanto, iniciado o atendimento.

AVALIAÇÃO PRIMÁRIA DO CASO DE EMERGÊNCIAS 2

Nível de consciência: responde à dor, resposta verbal com sons incompreensíveis A: vias aéreas pérvias, sem sinais de obstruções ou presença de sangue. B: bradipneico, expansão torácica simétrica, murmúrios vesiculares presentes sem ruídos adventícios à ausculta, SpO2 = 88%. C: pulsos cheios, presentes e simétricos, frequência cardíaca = 115bpm.

AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA DO CASO DE EMERGÊNCIAS 2

Sinais Vitais: Pressão Arterial =100x80mmHg aferida em membro superior direito; frequência cardíaca = 115bpm. Frequência respiratória =30 irpm; temperatura axilar =36ºC; glicemia capilar = 40mg/dL. Anamnese relatada por amigo.

PONTO DE DISCUSSÃO DO CASO DE EMERGÊNCIAS 2

1. Qual o conceito de hipoglicemia? 2. Quando suspeitar de uma hipoglicemia? 3. Como diagnosticar hipoglicemia? 4. Quais são as principais causas de hipoglicemia na população? 5. Conhecer prevenção de encefalopatia em hepatopatas e desnutridos.

DISCUSSÃO DO CASO DE EMERGÊNCIAS 2

A hipoglicemia é definida bioquimicamente como valor de glicose abaixo de 50-54mg/dL a depender da fonte bibliográfica. Contudo, pode haver sinais e sintomas de hipoglicemia com valores maiores do que os de referência, a depender do histórico de glicemia do paciente, bem como pode haver níveis glicêmicos menores sem repercussão clínica, mas não é regra. Para compreendermos a clínica da hipoglicemia, é fundamental conhecer o básico da fisiologia da regulação sistêmica da glicose.

OBJETIVOS DE APRENDIZADO/COMPETÊNCIAS DO CASO DE EMERGÊNCIAS 2

• Compreender, de modo simples e objetivo, a fisiologia da regulação da glicose no organismo. • Aprender que a maioria dos pacientes com hipoglicemia possuem doença de base. • Reconhecer uma crise hipoglicêmica. • Saber conduzir quadro de hipoglicemia no âmbito pré-hospitalar. • Diferenciar tratamento direcionado a hepatopatas e demais pacientes.

PONTOS IMPORTANTES DO CASO DE EMERGÊNCIAS 2

1. A hipoglicemia é definida bioquimicamente como valor de glicose abaixo de 50-54mg/dL, mesma faixa glicêmica onde começam os sinais e sintomas de hipoglicemia. 2. Maioria dos pacientes é diabético e fazem uso de quantidades excessivas de insulina ou hipoglicemiantes orais. 3. Hipoglicemia em pacientes sadios é um evento incomum. 4. Em quadros de hipoglicemia, devemos pensar em alcoolismo e doenças císticas também.

SOLUÇÃO DO CENÁRIO 1 DO CASO DE EMERGÊNCIAS 2

Hipótese Diagnóstica: hipoglicemia por jejum prolongado associado a uso de insulina.

SOLUÇÃO DO CENÁRIO 2 DO CASO DE EMERGÊNCIAS 2

Hipótese Diagnóstica: hipoglicemia causada por jejum prolongado associado à ingestão excessiva de álcool.

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