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Manual de Atendimento Pré-Hospitalar

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Índice
2.12
Índice
1.

CASOS DE EMERGÊNCIAS CLÍNICAS

1.1

CASO 1

1.2

CASO 2

1.3

CASO 3

1.4

CASO 4

1.5

CASO 5

1.6

CASO 6

1.7

CASO 7

1.8

CASO 8

1.9

CASO 9

1.10

CASO 10

1.11

CASO 11

1.12

CASO 12

1.13

CASO 13

1.14

CASO 14

2.

CASOS DE EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS

2.1

CASO 15

2.2

CASO 16

2.3

CASO 17

2.4

CASO 18

2.5

CASO 19

2.6

CASO 20

2.7

CASO 21

2.8

CASO 22

2.9

CASO 23

2.10

CASO 24

2.11

CASO 25

2.12

CASO 26

2.13

CASO 27

2.14

CASO 28

CENÁRIO DE EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS 26

Causa solicitada: “inconsciência” O solicitante do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), filho da vítima M.J.S.S., 51 anos, sexo feminino, encontrou a paciente caída ao chão, com provável rebaixamento agudo do nível de consciência e provável queda da própria altura. Referiu que paciente é também hipertensa, diabética e possui transtorno psicótico acompanhada pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS-Geral). Foi encaminhado, pelo médico regulador, Unidade de Suporte Avançado (USA).

AVALIAÇÃO DA CENA DE EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS 26

Ao chegar ao endereço fornecido, a equipe certificou-se de que o ambiente não oferecia risco aos socorristas e ao paciente e que se tratava de um local seguro, sendo, portanto, iniciado o atendimento

AVALIAÇÃO PRIMÁRIA DE EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS 26

A: vias aéreas sem obstrução ou sialorreia. B: bradipneica (FR 6 irpm), Sat O2 90-92%.

AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA DE EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS 26

S: tremores esparsos observados A: nega alergias (relato familiar) M: uso de lorazepam 6mg/dia, olanzapina 20mg/dia, losartana 100mg/ dia e metformina 1.500mg/dia (última prescrição da paciente) P: internações recorrentes desde o diagnóstico de esquizofrenia em 2001 (descrição médica registrada em receituário) L: não se sabe última refeição (relato familiar); familiar havia saído de manhã e só voltara pela noite; Dx 154mg/dL E: filho informou que paciente não fazia uso de medicação de forma apropriada e regular

PONTO DE DISCUSSÃO DE EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS 26

1. Quais as prováveis hipóteses diagnósticas para o caso clínico descrito? 2. Sobre o manejo pré-hospitalar, é necessária proteção de vias aéreas para a paciente em tela? 3. Quais os potenciais riscos para a paciente se não houver o manejo pré-hospitalar desejado? 4. Quais os princípios do tratamento hospitalar?

DISCUSSÃO DE EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS 26

Define-se hipotermia (HT): temperatura corpórea central menor que 35ºC. Situação potencialmente severa, de alta mortalidade mesmo com adequado manejo, tendo em vista a predominância do clima quente do Brasil, contudo regiões Sul e Sudeste atende a casos de hipotermia primária, ou seja, apenas exposição ao frio. Assim, a geração de calor, que se dá pela produção celular, é perdida por pelo menos um dos quatro mecanismos a seguir: i) Irradiação: responsável pela maior perda (50-70%), maior quando despido e ereto

DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS DE EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS 26

O correto diagnóstico se baseia na diferenciação entre hipotermia primária e secundária, além de condições associadas ao quadro. Devido às condições climáticas da região, que quase impossibilitam a exposição ao frio, a hipótese de hipotermia secundária foi aventada. O quadro clínico não é sugestivo de AVE, apesar de que ambas as condições podem estar relacionadas

OBJETIVOS DE APRENDIZADO/COMPETÊNCIAS DE EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS 26

• Descrever sobre o diagnóstico de hipotermia e seus potenciais risco no ambiente pré-hospitalar. • Apresentar apropriado manejo clínico da condição clínica.

PONTOS IMPORTANTES DE EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS 26

1. Deve-se considerar hipotermia em cenários que envolvam a exposição ao frio, intoxicações exógenas e condições endócrinas. Atentar- -se aos grupos de risco. 2. Define-se hipotermia: temperatura central menor que 35ºC. 3. Paciente que sente frio deve ser tratado como hipotermia.

SOLUÇÃO DO CENÁRIO DE EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS 26

Hipótese diagnóstica: hipotermia Procedimentos: a avaliação primária foi devidamente realizada, conforme o protocolo de intervenção do SAMU e do ATLS. Além disso, a avaliação secundária nesses casos orienta para possíveis complicações adicionais, como alterações súbitas do nível pressórico, desregulação glicêmica (hipo/hiperglicemia), estado confusional agudo, acidente vascular encefálico e intoxicação endógena. Esta última parece ter sido a causa da hipotermia evidenciada in loco. O uso concomitante de antipsicótico (olanzapina) com benzodiazepínico predispõe ao agravamento da hipotensão e da depressão respiratória

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