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Manual de Cardiologia para Graduação

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Índice
10.2
Índice
1

FISIOLOGIA DO SISTEMA CIRCULATÓRIO

1.1

CORAÇÃO

1.2

FISIOLOGIA CARDÍACA

1.3

HEMODINÂMICA

2

SEMIOLOGIA CARDIOVASCULAR

2.1

ANAMNESE

2.2

SEMIOTÉCNICA

3

HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA

3.1

HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA

3.2

DIAGNÓSTICO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL

3.3

CLASSIFICAÇÃO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL

3.4

AVALIAÇÃO CLÍNICA DA HIPERTENSÃO ARTERIAL

3.5

AVALIAÇÃO LOBORATORIAL DA HIPERTENSÃO ARTERIAL

3.6

ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL

3.7

IDENTIFICAÇÃO DE LESÕES SUBCLÍNICAS DE ÓRGÃOS-ALVO

3.8

CONDIÇÕES CLÍNICAS ASSOCIADAS À HIPERTENSÃO

3.9

PREVENÇÃO PRIMÁRIA DA HIPERTENSÃO ARTERIAL

3.10

DECISÃO TERAPÊUTICA E METAS

3.11

NOVA DIRETRIZ DA AMERICAN HEART ASSOCIATION / AMERICAN COLLEGE OF CARDIOLOGY, EM NOVEMBRO DE 2017. O QUE MUDOU?

4

HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA

4.1

EPIDEMIOLOGIA DA HIPERTENSÃO ARTERIAL

5

SÍNDROME CORONARIANA AGUDA

5.1

SÍNDROME CORONARIANA AGUDA

5.2

EPIDEMIOLOGIA DA SÍNDROME CORONARIANA AGUDA

5.3

FISIOPATOLOGIA DA SÍNDROME CORONARIANA AGUDA

5.4

DIAGNÓSTICO DA SÍNDROME CORONARIANA AGUDA

5.5

ANGINA ESTÁVEL

5.6

SÍNDROME CORONARIANA AGUDA S EM SUPRADESNÍVEL DE SEGMENTO ST

5.7

SÍNDROME CORONARIANA COM SUPRADESNIVELAMENTO DO SEGMENTO ST

6

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA

6.1

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA

6.2

FATORES PRECIPITANTES DE IC

6.3

FISIOPATOLOGIA DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA

6.4

MECANISMOS COMPENSATÓRIOS DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA

6.5

MECANISMOS COMPENSATÓRIOS

6.6

DIAGNÓSTICO DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA

6.7

CLASSIFICAÇÃO DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA

6.8

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA

6.9

TRATAMENTO DE INSUFICIÊNCIA CARDÍACA

7

CARDIOMIOPATIAS

7.1

CARDIOMIOPATIA DILATADA

7.2

CARDIOMIOPATIA HIPERTRÓFICA

7.3

CARDIOMIOPATIA RESTRITIVA

7.4

DISPLASIA OU CARDIOMIOPATIA ARRITMOGÊNICA DO VENTRÍCULO DIREITO

8

TAQUIARRITMIAS

8.1

TAQUIARRITMIAS

8.2

DETERMINANDO A FREQUÊNCIA

8.3

MECANISMOS DE AÇÃO

8.4

DIAGNÓSTICO

8.5

EXTRASSÍSTOLES

8.6

TAQUICARDIA SINUSAL

8.7

TAQUICARDIA SUPRAVENTRICULAR PAROXÍSTICA

8.8

REENTRADA EM VIA ACESSÓRIA

8.9

SÍNDROME DE WOLFF-PARKINSON-WHITE

8.10

FIBRILAÇÃO ATRIAL

8.11

FLUTTER ATRIAL

8.12

TAQUICARDIA ATRIAL

8.13

TAQUICARDIA VENTRICULAR

8.14

CANALOPATIAS

9

BRADIARRITMIAS

9.1

BRADIARRITMIAS

9.2

DISFUNÇÕES DO NÓ SINOATRIAL

9.3

DISTÚRBIOS DE CONDUÇÃO ATRIOVENTRICULAR

9.4

INDICAÇÕES DE MARCA-PASSO CARDÍACO

10

VALVOPATIAS

10.1

ESTENOSE AÓRTICA

10.2

INSUFICIÊNCIA AÓRTICA

10.3

ESTENOSE MITRAL

10.4

INSUFICIÊNCIA MITRAL

10.5

PROLAPSO DA VALVA MITRAL

10.6

ESTENOSE TRICÚSPIDE

10.7

INSUFICIÊNCIA TRICÚSPIDE

10.8

ESTENOSE PULMONAR

10.9

INSUFICIÊNCIA PULMONAR

11

ENDOCARDITE INFECCIOSA

11.1

ENDOCARDITE INFECCIOSA

11.2

EPIDEMIOLOGIA DA ENDOCARDITE INFECCIOSA

11.3

MICROBIOLOGIA DA ENDOCARDITE INFECCIOSA

11.4

FISIOPATOLOGIA DA ENDOCARDITE INFECCIOSA

11.5

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DA ENDOCARDITE INFECCIOSA

11.6

DIAGNÓSTICO DA ENDOCARDITE INFECCIOSA

11.7

AVALIAÇÃO PROGNÓSTICA DA ENDOCARDITE INFECCIOSA

11.8

TRATAMENTO DA ENDOCARDITE INFECCIOSA

11.9

PROFILAXIA DA ENDOCARDITE INFECCIOSA

12

PERICARDITE

12.1

PERICARDITE

12.2

ETIOLOGIA DA PERICARDITE

12.3

FISIOPATOLOGIA DA PERICARDITE

12.4

APRESENTAÇÃO CLÍNICA DA PERICARDITE

12.5

DIAGNÓSTICO

12.6

ECOCARDIOGRAMA

12.7

TRATAMENTO

12.8

TAMPONAMENTO CARDÍACO

12.9

REFERÊNCIAS

13

CHOQUE CARDIOGÊNICO

13.1

CHOQUE CARDIOGÊNICO

13.2

ETIOLOGIA

13.3

DIAGNÓSTICO

13.4

CLASSIFICAÇÃO

13.5

TRATAMENTO

13.6

REFERÊNCIAS

14

EMERGÊNCIAS HIPERTENSIVAS

14.1

EMERGÊNCIAS HIPERTENSIVAS

14.2

FISIOPATOLOGIA

14.3

CLASSIFICAÇÃO DAS EMERGÊNCIAS HIPERTENSIVAS

14.4

HIPERTENSÃO ACELERADA MALIGNA OU NEFROESCLEROSE HIPERTENSIVA MALIGNA

14.5

SÍNDROMES CORONARIANAS AGUDAS

14.6

EDEMA AGUDO DE PULMÃO HIPERTENSIVO

14.7

PRÉ-ECLÂMPSIA E ECLÂMPSIA

14.8

DISSECÇÃO AGUDA DE AORTA

14.9

ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO

14.10

REFERÊNCIAS

15

MORTE SÚBITA PARADA CARDIORESPIRATÓRIA

15.1

MORTE SÚBITA PARADA CARDIORESPIRATÓRIA

15.2

EPIDEMOLOGIA

15.3

ETIOLOGIA

15.4

RITMOS CARDÍACOS

15.5

PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA EXTRA-HOSPITALAR (PCREH)

15.6

PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA INTRA-HOSPITALAR (PCRIH)

15.7

FATORES DE RISCO PARA A MORTE SÚBITA

15.8

ABORDAGEM

15.9

REFERÊNCIAS

16

ELETROCARDIOGRAMA FISIOLÓGICO

16.1

ELETROCARDIOGRAMA FISIOLÓGICO

16.2

EIXO ELÉTRICO

16.3

INTERPRETANDO O RITMO CARDÍACO

16.4

PAREDES MIOCÁRDICAS E AS DERIVAÇÕES ELETROCARDIOGRÁFICAS

16.5

REFERÊNCIAS

17

EXAMES COMPLEMENTARES EM CARDIOLOGIA: CONCEITOS BÁSICOS

17.1

RADIOGRAFIA DE TÓRAX

17.2

ELETROCARIODRAMA DE ESFORÇO

17.3

ELETROCARDIOGRAFIA PELO SISTEMA HOLTER

17.4

ECOCARDIOGRAFIA

17.5

CATETERISMO CARDÍACO

17.6

TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA

17.7

RESSONÂNCIA MAGNETICA

17.8

CINTILOGRAFIA MIOCÁRDICA

INSUFICIÊNCIA AÓRTICA

Na insuficiência aórtica ou tricúspide (IAo), ocorre retorno do fluxo sanguíneo da artéria aorta para o ventrículo esquerdo na fase diastólica, em decorrência de uma incompetência valvar que impede seu fechamento adequado. Ela geralmente se desenvolve de maneira insidiosa, com uma morbidade muito baixa durante uma longa fase assintomática. Alguns pacientes, porém, podem exibir progressão da lesão regurgitante com desenvolvimento de IAo importante com disfunção sistólica ventricular esquerda e insuficiência cardíaca.

ETIOLOGIA DA INSUFICIÊNCIA AÓRTICA

Entre as principais causas dessa anormalidade valvar se encontra a febre reumática – responsável por 85% dos casos – dilatação aórtica idiopática, pós- endocardite infecciosa, valva aórtica bicúspide (principal causa congênita), hipertensão arterial sistêmica, degeneração mixomatosa, dissecção de aorta e síndrome de Marfan. Entre as causas menos frequentes, incluem-se lesões traumáticas, aortite sifílica, osteogênese imperfeita, lúpus eritematoso sistêmico, artrite reumatoide, espondilite anquilosante, doença de Whipple, doença de Crhon e Síndrome de Ehler Danlos e Síndrome de Reiter.

FISIOPATOLOGIA DA INSUFICIÊNCIA AÓRTICA

Insuficiência aórtica crônica: Na IAo, há um somatório do volume proveniente do átrio com o regurgitado pela valva aórtica, o que acarreta maior volume diastólico e sistólico final, no VE. Esse maior volume na câmara ventricular leva à hipertrofia concêntrica e excêntrica, desgastando gradualmente a função de bombeamento ventricular. Devido a essa hipertrofia, aumenta-se o consumo de oxigênio pelo miocárdio, o que pode provocar isquemia tecidual.

SINAIS E SINTOMAS DA INSUFICIÊNCIA AÓRTICA

O paciente pode ficar assintomático por décadas se a insuficiência for crônica. Já o quadro agudo, é uma situação de emergência. Os sintomas encontrados na IAo aguda são, principalmente: dispneia, hipotensão, palidez, sudorese, cianose e pulso filiforme. Quando há IC instalada, observa- se sintomas como dispneia aos esforços, ortopneia, lipotimia, síncope, entre outros.

EXAME FÍSICO PARA DIAGNOSTICAR AINSUFICIÊNCIA AÓRTICA

O mais importante no exame físico é a diferença entre a pressão arterial diastólica e a pressão arterial sistólica, ou seja, a ampla pressão de pulso. Isso repercute de forma periférica, originando sinais clássicos de IAo (tabela 2). Os pulsos arteriais são amplos e visíveis, e o Ictus cordis é hiperdinâmico, difuso e deslocado para baixo e para esquerda. A 1ª bulha pode estar normal ou hipofonética, e a 2ª bulha se encontra inaudível.

EXAMES COMPLEMENTARES PARA DIAGNOSTICAR AINSUFICIÊNCIA AÓRTICA

Ecocardiograma É o principal exame, pois é possível identificar a etiologia, quantificar a gravidade e avaliar a morfologia da valva, além de analisar a função ventricular esquerda, de modo que permite determinar o momento para cirurgia. Ele também é utilizado para reavaliação de assintomáticos, de paciente com mudanças de sintomas e após cirurgia valvar.

TRATAMENTO FARMACOLÓGICO PARA DIAGNOSTICAR AINSUFICIÊNCIA AÓRTICA

O uso de medicamento é utilizado como suporte antes da cirurgia ou para pacientes com alto risco cirúrgico. Nesses casos, os fármacos de escolha são os vasodilatadores arteriais, como nifedipino de ação prolongada, IECAs e hidralazina

TRATAMENTO CIRÚRGICO PARA DIAGNOSTICAR AINSUFICIÊNCIA AÓRTICA

Indica-se a troca valvar para pacientes sintomáticos, com diâmetro sistólico final do VE > 55mm, diâmetro diastólico final do VE > 75mm ou com função ventricular < 50%. Em caso de IAo aguda, a indicação cirúrgica é tratada como uma urgência, devido à baixa capacidade de adaptação do coração em suportar a sobrecarga de volume.

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