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Manual de Cardiologia para Graduação

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Índice
10.4

INSUFICIÊNCIA MITRAL

A Insuficiência Mitral é caracterizada pelo refluxo do sangue através da valva mitral para o átrio esquerdo durante a sístole ventricular. A causa pode estar relacionada com alterações em qualquer um dos componentes da valva mitral, folhetos, ânulo, cordas tendíneas e músculos papilares. A repercussão dos sintomas dependem do grau de acometimento da valva, da etiologia e da duração

ETIOLOGIA DA INSUFICIÊNCIA MITRAL

Pode ser classificada em primária, que é resultante de deformidade estrutural valvar, ou secundária, que é relacionado a outra doença cardíaca.

FISIOPATOLOGIA DA INSUFICIÊNCIA MITRAL

Normalmente, à medida que o ventrículo começa a se contrair, durante a sístole, a válvula mitral se fecha, a aórtica se abre e o sangue é ejetado para a aorta. Na regurgitação mitral, há retorno desse sangue para o AE. Ocorre sobrecarga de volume tanto para ele quanto para o VE. Dessa forma, o AE recebe o retorno venoso pulmonar mais a regurgitação de sangue do VE.

INSUFICIÊNCIA MITRAL CRÔNICA

Fase compensada O coração desenvolve mecanismos compensatórios como, dilatação do AE (sem alterar a espessura da parede), dilatação e hipertrofia excêntrica do VE, aumento do volume diastólico final (permitindo aumento do volume sistólico e do DC) e aumento da pré-carga com pós-carga normal ou diminuída (a FE fica acima do normal).

INSUFICIÊNCIA MITRAL AGUDA

O quadro habitualmente se apresenta como emergência médica de início súbito, com rápida progressão. Logo, o corpo não tem tempo suficiente para criar mecanismos adaptativos, causando aumento de pressão intratrial e intraventricular. Ocorre congestão pulmonar e diminuição do DC, com consequente hipertensão pulmonar. Entre as etiologias, se encontram infarto agudo do miocárdio, lúpus eritematoso disseminado e trauma torácico fechado.

SINAIS E SINTOMAS DA INSUFICIÊNCIA MITRAL

O paciente fica assintomático por um longo período ou pode apresentar dispneia aos esforços, ortopneia, dispneia paroxística noturna, astenia, fadiga e hipertensão pulmonar em casos graves. Pode apresentar, também, palpitações e dor torácica atípica. EAP e/ou choque cardiogênico podem surgir na insuficiência mitral aguda

EXAME FÍSICO PARA DIAGNÓSTICAR A INSUFICIÊNCIA MITRAL

A 1ª bulha é normo ou hipofonética (hiperfonética no caso de associação à EAo). A 2ª bulha pode estar desdobrada, por causa da formação precoce do componente aórtico. A 3ª bulha pode estar presente, desencadeada pelo aumento de velocidade do fluxo sanguíneo pelo orifício da valva mitral durante a fase de enchimento rápido.

EXAMES COMPLEMENTARES PARA DIAGNÓSTICAR A INSUFICIÊNCIA MITRAL

Ecocardiograma: Bom método diagnóstico, pois além de avaliar a morfologia da valva, é capaz de determinar sua etiologia, gravidade e repercussões hemodinâmicas. Além disso, este exame também participa da escolha do tratamento.

TRATAMENTO FARMACOLÓGICO PARA A INSUFICIÊNCIA MITRAL

Recomendações na insuficiência mitral aguda com repercussão clínica e hemodinâmica.

TRATAMENTO CIRÚRGICO PARA A INSUFICIÊNCIA MITRAL

O tratamento cirúrgico está indicado em casos de insuficiência mitral grave e sintomática. A correção pode ser realizada através de três maneiras, cada uma com sua indicação específica

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