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Manual de Cardiologia para Graduação

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Índice
5.7

O IAMCST é considerado o estado mais grave das SCA, sendo responsável pelos maiores índices de morbimortalidade. Sua gravidade está relacionada ao tamanho da isquemia, que é determinado por: qual território arterial ocluído, duração da oclusão, presença ou não de fluxo colateral e demanda de oxigênio no tecido isquêmico. A maior parte dos óbitos por IAM ocorre nas primeiras horas de manifestação do quadro, sendo 40 a 65% na primeira hora, e cerca de 80% nas primeiras 24 horas. A principal causa de morte após 1 hora do início dos sintomas é a fibrilação ventricular

ACHADOS CLÍNICOS DA SCACST

Dor intensa e difusa, maior que 20 minutos, não aliviada por nitratos e repouso, caracterizada como em aperto, esmagamento, sufocamento ou compressão. Em geral, se localiza na região retroesternal e frequentemente irradia para os dois lados do tórax anterior, em especial o lado esquerdo. Também pode ter origem no epigástrio ou irradiar para ombros, membros superiores, pescoço, maxilares e região interescapular. Cerca de 50% dos pacientes apresentam um fator desencadeante, como exercício físico intenso, estresse emocional ou presença de outras doenças.

DIAGNÓSTICO DA SCACST

O diagnóstico é caracterizado pela avaliação dos sintomas, principalmente o desconforto torácico, alterações no ECG (tabela 22) e dosagem dos marcadores de necrose miocárdica (tabela 23). A elevação do ST no ECG regional sugere isquemia miocárdica por oclusão coronariana acentuada. No IAMCST, encontra-se nova elevação do segmento ST no ponto J (junção do complexo QRS com segmento ST), em duas ou mais derivações contíguas:

TERAPIA DE REPERFUSÃO

Se feita imediata e precocemente, consiste na terapêutica mais importante do IAMCST, reduzindo a mortalidade para menos de 4%. A reperfusão pode ser feita com agentes fibrinolíticos ou pela angioplastia coronária transluminal percutânea (ACTP) primária. Alguns pacientes podem ser trombolizados anteriormente e necessitar de angioplastia para a abertura da artéria lesionada, chamada de angioplastia de resgate.

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