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Manual de Clínica Médica

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Índice
10.3

ATAQUES DE PÂNICO

Condição vital ao ser humano, a ansiedade provoca respostas biopsíquicas adaptativas responsáveis pela sobrevivência e perpetuação da espécie ao preparar para perigos iminentes através de reações de alerta.

EPIDEMIOLOGIA DE ATAQUES DE PÂNICO

O DSM-V, sobre os ataques de pânico, traz dados epidemiológicos dos EUA, com a estimativa de prevalência de 12 meses, de 11,2 % em adultos, não diferindo entre afro-americanos, asiáticos americanos e latinos; e uma variação europeia entre 2,7 – 3,3%. O sexo feminino é mais afetado e os ataques são raros em crianças, apresentando aumento de prevalência na puberdade e declinando na senescência.

FISIOPATOLOGIA DE ATAQUES DE PÂNICO

A disfunção de reguladores neurobiológicos (GABA, 5HT, noradrenalina, glutamato, CRF, canais de cálcio controlados por voltagem, entre outros), de modo intermitente em determinados circuitos neuronais podem manifestar relação com os ataques de pânico.

ACHADOS CLÍNICOS DE ATAQUES DE PÂNICO

Os ataques de pânico, caracterizados por múltiplas manifestações de hiperatividade autonômica, bem como sintomas da esfera subjetiva, podem ocorrer como manifestação sintomática de um transtorno de ansiedade, mas também no contexto de outros transtornos mentais e de algumas condições médicas: transtorno depressivo, transtorno de estresse pós-traumático, transtorno por uso de substâncias, bem como patologias cardíacas, respiratórias e gastrointestinais, por exemplo.

MANEJO CLÍNICO PARA ATAQUES DE PÂNICO

Uma anamnese apurada mesmo diante de limitações situacionais, e do ambiente, e um bom exame físico inicial, contribuem para um vínculo positivo com o paciente e para sua tranquilização. Essas medidas introdutórias são muito importantes no raciocínio diagnóstico, identificação de condições clínicas que porventura estejam descompensadas, bem como a escolha do tratamento a ser instituído, frente à demanda e eventuais comorbidades que o paciente possa apresentar

EXAMES COMPLEMENTARES PARA DIAGNÓSTICAR ATAQUES DE PÂNICO

De acordo com as hipóteses levantadas e avaliado o risco cardíaco, alguns exames podem ser solicitados para descartar etiologia orgânica, tais como: 1. ECG. 2. Glicemia capilar. 3. Dosagem de cálcio. 4. Dosagem de enzimas cardíacas

CASO CLÍNICO DE ATAQUES DE PÂNICO

M.J, 22 anos, sexo feminino, ensino superior incompleto (cursando), solteira, parda, vem trazida pela mãe. QD: Passou mal e achou que estava morrendo há 15 minutos, teve que se deitar no chão, mas não desmaiou. Paciente vigil, porém solicita que a mãe conte o que aconteceu porque ainda está muito angustiada e assustada com tudo que está passando.

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