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Manual de Clínica Médica

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Índice
8.8

CONCEITO E EPIDEMIOLOGIA DO COMA

A capacidade de atenção e vigília determinam nossa consciência sobre o meio ambiente e sobre nós mesmos. Alterações clínicas da consciência e o estado de coma, são espectros clínicos da alteração da atenção e vigília. Dessa forma, define-se coma, como uma síndrome clínica caracterizada por uma diminuição de despertar e do conteúdo da consciência.

ANATOMIA DO COMA

Três estruturas básicas são as responsáveis por essa manutenção da vigília e consciência, entre elas: Sistema Reticular Ativador Ascendente (SRAA), os hemisférios cerebrais e o sistema límbico. O SRAA é responsável pela ativação do córtex e regulação do ciclo sono e vigília.

ETIOLOGIAS DO COMA

Elas podem afetar difusamente o córtex como os estados endócrino-metabólicos ou focalmente como as alterações anatômicas. Dessa forma, classificamos as etiologias em endócrino- -metabólico e anatômica para avaliação propedêutica do coma.

CLÍNICA

O exame físico desses pacientes deve ser elucidativo para avaliação de três aspectos: confirmação da alteração do estado mental, informações que ajudem a localizar a disfunção neurológica e que ajudem a elucidar a causa do distúrbio.

DELIRIUM DO COMA

É um estado agudo e flutuante de déficit de atenção, desorganização do pensamento, alteração do estado de despertar. A sonolência pode estar presente e alternante com a agitação noturna. A rápida identificação do delirium é fundamental, pois pode ser um prenúncio de disfunção neurológica mais séria que se diagnosticado mais precocemente pode ser revertido. Ocorre de 10 a 50% dos pacientes internados.

PROGNÓSTICO DO COMA

Em geral 40% dos casos de coma associados a trauma de crânio poderão ter uma recuperação favorável. Em contrapartida, no coma pós-parada, 89% morrerão ou ficarão com sequelas. Os comas de etiologia metabólica apresentam um prognóstico melhor do que os de origem estrutural.

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