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Manual de Clínica Médica

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8.6

DELIRIUM

Delirium ou estado confusional agudo é caracterizado por desorganização transitória das funções cognitivas, provocado por alterações no metabolismo cerebral. É associado a estabelecimento súbito, alteração no nível de consciência, curso flutuante e distúrbios da orientação, memória, atenção, pensamento e comportamento.

ETIOLOGIA E FISIOPATOLOGIA DA DELIRIUM

A fisiopatologia ainda não está completamente elucidada, mas o delirium parece ter origem em disfunções corticais e subcorticais, afetando sistemas neurotransmussires. Pacientes portadores de demência apresentam maior prevalência e incidência de delirium, em especial no Alzheimer, e nas doenças que afetam os núcleos basais.

QUADRO CLÍNICO DA DELIRIUM

O paciente com delirium apresenta-se aéreo, com olhar vago, confuso e apresenta episódios de agitação. Também, pode apresentar alterações das funções neurológicas e motoras, além de apresentar distúrbios da atenção, atitudes pouco coerentes, acompanhados de alteração de pensamento, nível de consciência, percepção, memória, orientação têmporo-espacial, linguagem, humor e/ou do ciclo sono-vigília. Podem ocorrer também ilusões e alucinações

DIAGNÓSTICO DA DELIRIUM

É indispensável que a equipe saiba da importância de diagnosticar precocemente e identificar os principais fatores de risco para o desenvolvimento de delirium, especialmente em pacientes críticos como idosos e/ou em tratamento na unidade intensiva.

TRATAMENTO DA DELIRIUM

É necessário buscar e tratar a causa específica. As medicações para tratamento do delirium podem ser: • Delirium leve a moderado: • Medicação pode não ser necessária. • Baixas doses de haloperidol via oral – 1 a 10 mg. • Neuroepilépticos atípicos: melhor tolerância – olanzapina e risperidona. • Delirium moderado a grave: • Haloperidol VO/IM 1 a 5 mg – dose máxima 100 mg em 24 horas. • Observar paciente por 20 a 30 min, dobrar a dose caso efeito seja insuficiente. • Benzodiazepínicos: lorazepam

CONCLUSÕES PARA TRATAMENTO DA DELIRIUM

Prevenir o delirium por meio de: • Identificação dos fatores de risco. • Observação de condições impostas pelo ambiente hospitalar e doença aguda. • Uso criterioso de sedações, dentre outros. • O tratamento do delirium consiste em tratar a causa base e conter por meio de medicações a agitação do paciente.

PRESCRIÇÃO PARA TRATAMENTO DA DELIRIUM

O uso de sedativos deve ser realizado somente na presença de agitação, agressividade ou intensa ansiedade. • Dieta oral livre – exceto pacientes com risco de aspiração. • Coleta de exames e glicemia. • Haloperidol 0,5 mg – 1 mg VO, s/n repetir após 30-60 min. • Reposição de multivitaminas se for o caso de deficiência de vitamina B. VO 150 mcg. • Benzodiazepínicos: Lorazepam 2 mg VO para quadros de abstinência de álcool ou de benzodiazepínicos. • Sinais vitais 6/6h.

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