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Manual de Clínica Médica

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Índice
4.13
Índice
1

CARDIOLOGIA

1.1

ELETROCARDIOGRAMA

1.2

DROGAS VASOATIVAS

1.3

SÍNDROMES CORONARIANAS AGUDAS (PARTE UM: IAM COM SUPRADESNIVELAMENTO DE ST)

1.4

SÍNDROMES CORONARIANAS AGUDAS (PARTE DOIS: IAM SEM SUPRA DE ST E ANGINA INSTÁVEL)

1.5

EDEMA AGUDO DE PULMÃO

1.6

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA DESCOMPENSADA

1.7

TAQUIARRITMIAS

1.8

BRADIARRITMIAS

1.9

PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA E RCP

1.10

FEBRE REUMÁTICA

2

ENDOCRINOLOGIA

2.1

CETOACIDOSE DIABÉTICA

2.2

ESTADO HIPERGLICÊMICO HIPEROSMOLAR

2.3

INSUFICIÊNCIA ADRENAL AGUDA

2.4

CRISE TIREOTÓXICA

2.5

COMA MIXEDEMATOSO

2.6

CORTICOIDES – DOSES E EQUIVALÊNCIAS

2.7

CONTROLE GLICÊMICO INTRA-HOSPITALAR

3

GASTROENTEROLOGIA

3.1

ASCITE

3.2

ABDOME AGUDO

3.3

DIARREIA AGUDA

3.4

DOENÇA CALCULOSA DAS VIAS BILIARES

3.5

HEPATITE AGUDA E INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA FULMINANTE

3.6

PANCREATITE AGUDA

3.7

ENCEFALOPATIA HEPÁTICA

3.8

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA

3.9

HEMORRAGIA DIGESTIVA BAIXA

4

INFECTOLOGIA

4.1

DENGUE

4.2

TUBERCULOSE

4.3

ROTINA APÓS EXPOSIÇÃO COM MATERIAL CONTAMINADO

4.4

MENINGITE

4.5

LEISHMANIOSE VISCERAL

4.6

LEPTOSPIROSE

4.7

LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA

4.8

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO

4.9

INFECÇÕES DE PARTES MOLES

4.10

HANSENÍASE

4.11

INFLUENZA

4.12

ENDOCARDITE INFECCIOSA

4.13

HIV/AIDS

4.14

ACIDENTES POR ANIMAIS PEÇONHENTOS

5

NEFROLOGIA

5.1

CÓLICA NEFRÉTICA

5.2

INJÚRIA RENAL AGUDA

5.3

DISTÚRBIO DE ÁGUA E SÓDIO

5.4

DISTÚRBIOS DO POTÁSSIO

5.5

DISTÚRBIO DO METABOLISMO DO CÁLCIO

5.6

GASOMETRIA ARTERIAL E DISTÚRBIOS ÁCIDO-BÁSICO

5.7

SÍNDROME NEFRÓTICA

5.8

SÍNDROME NEFRÍTICA

6

PNEUMOLOGIA

6.1

EXACERBAÇÃO DE ASMA

6.2

DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA

6.3

DERRAME PLEURAL

6.4

TROMBOEMBOLIA PULMONAR AGUDA

6.5

PNEUMONIA ADQUIRIDA NA COMUNIDADE

6.6

PNEUMONIA NOSOCOMIAL

6.7

INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA AGUDA

6.8

VENTILAÇÃO MECÂNICA

7

REUMATOLOGIA

7.1

ARTRITE REUMATOIDE

7.2

ARTRITES AGUDAS

7.3

GOTA

7.4

MEDICAMENTOS EM REUMATOLOGIA

7.5

LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO

7.6

OSTEOPOROSE

7.7

CASOS EM LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO E OSTEOPOROSE

7.8

CASOS EM GOTA E ARTRITES AGUDAS

8

NEUROCIRURGIA/NEUROLOGIA

8.1

HIPERTENSÃO INTRACRANIANA

8.2

CEFALEIAS

8.3

ESTADO DE MAL EPILÉTICO

8.4

ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO ISQUÊMICO

8.5

ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO HEMORRÁGICO

8.6

DELIRIUM

8.7

ENCEFALOPATIAS METABÓLICAS

8.8

COMA

8.9

TRAUMA RAQUIMEDULAR

8.10

MORTE ENCEFÁLICA

8.11

TRAUMATISMO CRÂNIO-ENCEFÁLICO

8.12

ANALGESIA E SEDAÇÃO

9

HEMATOLOGIA

9.1

INTERPRETAÇÃO DAS ANEMIAS

9.2

ANEMIA FERROPRIVA

9.3

ANEMIA DA INFLAMAÇÃO

9.4

ANEMIA MEGALOBLÁSTICA

9.5

ANEMIAS HEMOLÍTICAS

9.6

ANEMIA FALCIFORME

9.7

NEUTROPENIA FEBRIL

9.8

INDICAÇÕES E REAÇÕES TRANSFUSIONAIS

10

PSIQUIATRIA

10.1

SURTO PSICÓTICO

10.2

RISCO DE SUICÍDIO

10.3

ATAQUES DE PÂNICO

11

OFTALMOLOGIA

11.1

BLEFARITE

11.2

CERATITES

11.3

CELULITE PRÉ-SEPTAL E PÓS-SEPTAL

11.4

CONJUNTIVITES

11.5

EDEMA PALPEBRAL

11.6

GLAUCOMA AGUDO

11.7

HERPES ZOSTER OFTÁLMICO

11.8

HORDÉOLO E CALÁZIO

11.9

UVEÍTES

HIV/AIDS

A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) passou a ser reconhecida no início da década de 1980 nos EUA, com a identificação de casos de infecção por Pneumocystis jiroveci e sarcoma de Kaposi, em homossexuais previamente hígidos. Posteriormente, começou a ser reconhecida entre usuários de drogas intravenosas e em pacientes submetidos à hemotransfusão. No Brasil, o primeiro caso identificado foi em 1980. Em 1984, obteve-se o isolamento do vírus HIV. A terapia antirretroviral (TARV) teve início em 1987, com a utilização da Zidovudina (AZT). Atualmente, existem diferentes classes de antirretrovirais, com mecanismos de ação distintos, responsáveis pelo controle efetivo da replicação viral.

ETIOLOGIA E FISIOPATOLOGIA E HIV/AIDS

O HIV-1 e HIV-2 são tipos distintos do vírus. O HIV-1 é subdividido em 4 grupos: grupo M (do inglês, major ou majoritário), grupo N (do inglês, new ou non-M, non-O, ou novo, não-M, não-O), grupo O (do inglês, outlier), o mais divergente dentre os grupos, e ainda o grupo P. A maioria das infecções ocorre com HIV-1 do grupo M, o qual é diferenciado em subtipos (A, B, C, D, F, G, H, J e K).

QUADRO CLÍNICO DE HIV/AIDS

O curso clínico da infecção pelo HIV é dividido em quatro fases clínicas: infecção aguda, fase assintomática ou fase de latência, fase sintomática inicial ou precoce e AIDS/SIDA.

QUADRO CLÍNICO DE HIV/AIDS - Infecção aguda

A infecção aguda, também chamada de síndrome retroviral aguda, ocorre em cerca de 50 a 90% dos pacientes, logo após o contágio. O diagnóstico nessa fase é difícil, sendo, em sua maioria, retrospectivo. Essa fase é caracterizada por viremia elevada, intensa resposta imune celular e depleção rápida de linfócitos TCD4 + . Ocorre ainda o aumento de células TCD8 + devido à resposta T citotóxica potente, observada antes do surgimento de anticorpos neutralizantes. A síndrome retroviral aguda ocorre entre a primeira e terceira semana após a exposição. O quadro clínico é inespecífico e ocorre em decorrência do pico de viremia, variando desde um quadro gripal até uma síndrome mononucleose-símile, apresentando manifestações, como febre, adenopatia, faringite, mialgia, artralgia, rash cutâneo maculopapular eritematoso, ulcerações mucocutâneas, hiporexia, adinamia, cefaleia, fotofobia, hepatoesplenomegalia, perda de peso, náuseas e vômitos.

QUADRO CLÍNICO DE HIV/AIDS - Fase assintomática

Essa fase corresponde ao período de latência viral, caracterizada pela ausência de manifestações clínicas, em decorrência da atuação de resposta imune celular e humoral, mediada por anticorpos específicos. Alguns pacientes podem apresentar linfadenopatia generalizada persistente e indolor.

QUADRO CLÍNICO DE HIV/AIDS - Fase sintomática inicial

Essa fase é caracterizada por manifestações sistêmicas inespecíficas, constitucionais, resultantes de imunodeficiência, como sudorese noturna, fadiga progressiva, emagrecimento, anorexia, diarreia, sinusopatias, febre, cefaleia, candidíase oral e vaginal (mais comum infecção fúngica em pacientes portadores do HIV), queilite angular, leucoplasia pilosa oral (espessamento epitelial benigno causado provavelmente pelo vírus Epstein-Barr), gengivite, úlceras aftosas, herpes simples recorrente (HSV-1 e HSV-2), Herpes Zoster, trombocitopenia, púrpura trombocitopênica imune e doenças oportunistas de origem infecciosa ou neoplásica

QUADRO CLÍNICO DE HIV/AIDS - AIDS

É o estágio mais avançado da infecção pelo HIV, caracterizado por imunodepressão grave (TCD4 + < 200 células/mm3 ) e maior risco de doenças oportunistas (doenças definidoras de AIDS). Em indivíduos não tratados, o tempo médio entre o contágio e o aparecimento da doença (AIDS) é em torno de 10 anos.

DIAGNÓSTICO DE HIV/AIDS

O diagnóstico laboratorial da infecção pelo HIV pode ser realizado através de testes sorológicos (triagem e confirmatório), que detectam a presença de anticorpos anti-HIV específicos no soro, testes rápidos e testes moleculares pela técnica de PCR (reação em cadeia da polimerase), que detecta o RNA viral.

TRATAMENTO DE HIV/AIDS

A instituição da terapia antirretroviral (TARV) tem como objetivo diminuir a morbidade e mortalidade, melhorando a qualidade e a expectativa de vida das pessoas que vivem com HIV/ AIDS (PVHA). Sabe-se que, mesmo em indivíduos assintomáticos com contagens elevadas de LT- -CD4 + , a replicação viral e a ativação imune crônica são associadas ao surgimento de doenças não relacionadas à infecção pelo HIV, tais como eventos cardiovasculares e neoplasias. Além disso, pessoas com reconstituição imune, em uso de TARV, que mantêm contagens de LT-CD4 + acima de 500 células/mm3 e carga viral indetectável, atingem expectativa de vida semelhante à da população geral. O início precoce da TARV eleva as chances de se alcançar níveis elevados de LT-CD4 + , além de promover redução significativa da morbimortalidade e da transmissão do HIV.

Classes de antirretrovirais

Inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeos e nucleotídeos (ITRN/ITRNt); Inibidores da transcriptase reversa não análogos de nucleosídeos (ITRNN); Inibidores da protease reforçados com ritonavir (IP/r); Inibidores da integrase; Inibidores de entrada;

MONITORAMENTO DE HIV/AIDS

O monitoramento laboratorial da infecção pelo HIV é feito através da contagem de LT-CD4 + e da carga viral (CV), biomarcadores importantes para avaliar resposta terapêutica, falha, indicação de imunizações e necessidade de profilaxias para infecções oportunistas.

CONCLUSÕES SOBRE HIV/AIDS

Trata-se de uma infecção crônica, sistêmica, de evolução insidiosa, com amplo espectro de apresentações clínicas, desde a fase aguda até a fase avançada (AIDS). A infecção pelo HIV desencadeia resposta inflamatória crônica e persistente, predispondo a complicações, como doenças cardiovasculares, renais e neoplasias.

CASO CLÍNICO DE HIV/AIDS

Paciente, sexo masculino, 45 anos, branco, casado, previamente hígido, comparece ao posto de saúde relatando emagrecimento de aproximadamente 15 kg e adinamia intensa com início há quatro meses. Refere ainda hiporexia e febre esporádica. Nega doenças pré-existentes, uso de medicamentos, alergias e uso de drogas ilícitas. Refere tabagismo e etilismo. Relata prática de relações heterossexuais com várias parceiras sem o uso de preservativos.

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