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Manual de Clínica Médica

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Índice
9.1

INTERPRETAÇÃO DAS ANEMIAS

O termo anemia é definido pela redução da massa eritrocitária circulante com consequente queda da concentração de hemoglobina (Hb) e/ou hematócrito (Ht), tornando a capacidade de carreamento de oxigênio insuficiente para suprir as necessidades fisiológicas teciduais (WHO, 2011). É uma condição clínica extremamente comum com várias etiologias, manifestações clínicas e tratamento distintos. Valores normais do eritrograma estão representados nas tabelas 1 e 2.

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DAS ANEMIAS

Os sintomas da síndrome anêmica são relacionados à redução do transporte de oxigênio tecidual e são mais intensos em anemias mais graves e de instalação mais rápida. De maneira geral, o paciente queixa-se de fadiga, astenia, vertigem postural, indisposição, sonolência, cefaleia, redução da tolerância aos esforços, dispneia e palpitações, podendo apresentar descompensação de comorbidades cardiovasculares, cerebrovasculares ou pulmonares devido à maior hipóxia instalada.

ETIOLOGIAS E DIAGNÓSTICO DAS ANEMIAS

Existem várias metodologias para a investigação etiológica da anemia e o primeiro questionamento que devemos fazer é o seguinte: “Por que meu paciente está anêmico?”. Os motivos do aparecimento da anemia envolvem perdas sanguíneas macroscópicas ou ocultas, aumento da destruição dos eritrócitos por hemólise hereditária ou adquirida, redução da produção dos eritrócitos por déficits carenciais ou doenças primárias da medula óssea, como leucemia aguda, anemia aplásica, mieloma múltiplo e síndrome mielodisplásica.

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