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Manual de Urgências e Emergências em Pediatria

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Índice
7.1
Índice
1.

ABORDAGEM INICIAL DO PACIENTE GRAVE

1.1

AVALIANDO O “A B C” NA CRIANÇA

1.2

OBSTRUÇÃO DE VIAS AÉREAS SUPERIORES POR CORPO ESTRANHO

1.3

INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA AGUDA E HIPÓXIA

1.4

OXIGENOTERAPIA

1.5

INTUBAÇÃO OROTRAQUEAL

1.6

PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA

1.7

CHOQUE

1.8

SEPSE

1.9

INTOXICAÇÃO EXÓGENA

1.10

AFOGAMENTOS

1.11

ANAFILAXIA E REAÇÕES ALÉRGICAS

1.12

MANEJO DA DOR

1.13

QUEIMADURAS

2.

EMERGÊNCIAS CARDIOPULMONARES

2.1

ASMA

2.2

LARINGITE

2.3

PNEUMONIAS

2.4

MIOCARDITE

2.5

ARRITMIAS

2.6

HIPERTENSÃO ARTERIAL

2.7

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA

3.

EMERGÊNCIAS INFECCIOSAS

3.1

A CRIANÇA COM FEBRE SEM FOCO

3.2

MENINGITE BACTERIANA

3.3

ENDOCARDITE INFECCIOSA

3.4

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO

3.5

CELULITES

3.6

PIODERMITES

4.

EMERGÊNCIAS NEUROLÓGICAS

4.1

CRISE CONVULSIVA

4.2

TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO

5.

EMERGÊNCIAS RELACIONADAS AO TRATO GASTROINTESTINAL

5.1

DIARREIA AGUDA E DESIDRATAÇÃO

5.2

DOR ABDOMINAL

6.

EMERGÊNCIAS ENDÓCRINAS E METABÓLICAS

6.1

SUPORTE HIDROELETROLÍTICO

6.2

CETOACIDOSE DIABÉTICA

6.3

LESÃO RENAL AGUDA

7.

EMERGÊNCIAS REUMATOLÓGICAS

7.1

FEBRE REUMÁTICA

7.2

ARTRALGIAS

8.

TEMAS ESPECIAIS

8.1

MAUS TRATOS

8.2

VIOLÊNCIA SEXUAL

INTRODUÇÃO DA FEBRE REUMÁTICA

é uma doença inflamatória, caracterizada como complicação não supurativa da faringoamigdalite, causada pelo estreptococo beta-hemolítico do grupo A (EBGA). Decorrem de resposta imune tardia a esta infecção em populações geneticamente predispostas. A semelhança química entre o patógeno e a estrutura tecidual do individuo produz autoanticorpos.

FORMAS CLÍNICAS DA FEBRE REUMÁTICA

Articular: acometimento benigno poliarticular migratório, de modo assimétrico e de modo atípico. Pode ser acumulativo e/ou monoarticular, atingindo joelhos, tornozelos, cotovelos e punhos, durante 1 a 5 dias, em cada articulação, e duração média de 1 a 3 semanas

DIAGNÓSTICO DA FEBRE REUMÁTICA

O diagnóstico da febre reumática é clínico, não existindo sinal patognomônico ou exame específico. Os exames laboratoriais, apesar de inespecíficos, sustentam o diagnóstico do processo inflamatório e da infecção estreptocócica. Os Critérios de Jones (tabela 1) auxiliam no diagnóstico da FR

TRATAMENTO DA FEBRE REUMÁTICA

A hospitalização ocorre diante de pacientes com suspeita de FR, primeiro surto ou recorrência. A sua necessidade varia de acordo com a gravidade da apresentação clínica. Indica-se internação hospitalar para os casos de cardite moderada ou grave, artrite incapacitante e coreia grave

MANIFESTAÇÕES ART DA FEBRE REUMÁTICAICULARES:

• Anti-inflamatório não hormonal: Ácido acetilsalicílico na dose de 80-100 mg/kg/ dia em 4 a 6 tomadas por 2 semanas, seguido de 60 mg/kg/dia por mais 4 semanas. • O naproxeno é considerado uma boa alternativa ao AAS, com a mesma eficácia, maior facilidade posológica e melhor tolerância. • A dose do naproxeno utilizada é de 10-20 mg/kg/dia, em duas tomadas diárias, com duração de tratamento similar ao AAS. As artrites reativas pós-estreptocócicas podem não apresentar boa resposta clínica ao tratamento com AAS e naproxeno. Nesses casos, está indicado o uso da indometacina.

PROFILAXIA DA FEBRE REUMÁTICA

Sabe-se que o tratamento precoce e adequado das faringoamigdalites estreptocócicas do grupo A com penicilina até o nono dia de sua instalação pode erradicar a infecção e evitar um primeiro surto de FR em um indivíduo suscetível – profilaxia primária– ou um novo surto em quem já teve a doença anteriormente – profilaxia secundár

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