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Manual de Urgências e Emergências em Pediatria

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Índice
7.1

INTRODUÇÃO DA FEBRE REUMÁTICA

é uma doença inflamatória, caracterizada como complicação não supurativa da faringoamigdalite, causada pelo estreptococo beta-hemolítico do grupo A (EBGA). Decorrem de resposta imune tardia a esta infecção em populações geneticamente predispostas. A semelhança química entre o patógeno e a estrutura tecidual do individuo produz autoanticorpos.

FORMAS CLÍNICAS DA FEBRE REUMÁTICA

Articular: acometimento benigno poliarticular migratório, de modo assimétrico e de modo atípico. Pode ser acumulativo e/ou monoarticular, atingindo joelhos, tornozelos, cotovelos e punhos, durante 1 a 5 dias, em cada articulação, e duração média de 1 a 3 semanas

DIAGNÓSTICO DA FEBRE REUMÁTICA

O diagnóstico da febre reumática é clínico, não existindo sinal patognomônico ou exame específico. Os exames laboratoriais, apesar de inespecíficos, sustentam o diagnóstico do processo inflamatório e da infecção estreptocócica. Os Critérios de Jones (tabela 1) auxiliam no diagnóstico da FR

TRATAMENTO DA FEBRE REUMÁTICA

A hospitalização ocorre diante de pacientes com suspeita de FR, primeiro surto ou recorrência. A sua necessidade varia de acordo com a gravidade da apresentação clínica. Indica-se internação hospitalar para os casos de cardite moderada ou grave, artrite incapacitante e coreia grave

MANIFESTAÇÕES ART DA FEBRE REUMÁTICAICULARES:

• Anti-inflamatório não hormonal: Ácido acetilsalicílico na dose de 80-100 mg/kg/ dia em 4 a 6 tomadas por 2 semanas, seguido de 60 mg/kg/dia por mais 4 semanas. • O naproxeno é considerado uma boa alternativa ao AAS, com a mesma eficácia, maior facilidade posológica e melhor tolerância. • A dose do naproxeno utilizada é de 10-20 mg/kg/dia, em duas tomadas diárias, com duração de tratamento similar ao AAS. As artrites reativas pós-estreptocócicas podem não apresentar boa resposta clínica ao tratamento com AAS e naproxeno. Nesses casos, está indicado o uso da indometacina.

PROFILAXIA DA FEBRE REUMÁTICA

Sabe-se que o tratamento precoce e adequado das faringoamigdalites estreptocócicas do grupo A com penicilina até o nono dia de sua instalação pode erradicar a infecção e evitar um primeiro surto de FR em um indivíduo suscetível – profilaxia primária– ou um novo surto em quem já teve a doença anteriormente – profilaxia secundár

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