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Manual de Urgências e Emergências em Pediatria

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Índice
3.2

INTRODUÇÃO DA MENINGITE BACTERIANA

é uma emergência defi nida como a infecção das meninges e do espaço subaracnoide. • A faixa etária de um mês aos cinco anos responde por aproximadamente 90% dos casos em nosso meio.

FISIOPATOLOGIA DA MENINGITE BACTERIANA

• Tem início após colonização das vias aéreas superiores, invasão local e bacteremia com invasão meníngea, desencadeando processo inflamatório intenso. • Há aumento da permeabilidade vascular, resultando em edema vasogênico, inflamação do espaço subaracnoideo e aumento da resistência ao fluxo liquórico com edema intersticial e hidrocefalia, além de vasculite com infarto cerebral. • Esses eventos causam aumento da pressão intracraniana, redução do fluxo cerebral e perda da autorregulação cerebrovascular.

QUANDO SUSPEITAR DA MENINGITE BACTERIANA

os sinais clínicos podem ser sutis e inespecíficos. Convulsões, irritabilidade, fontanela abaulada e rigidez da nuca são achados tardios associados a desfechos desfavoráveis.

CONDUTA DA MENINGITE BACTERIANA

A dexametasona deve ser administrada uma hora antes ou concomitantemente ao antibiótico na dose 0,4-0,6 mg/Kg/dia IV, 12/12h ou 8/8h por 2 dias; • Se for utilizada para meningite por pneumococo resistente à penicilina, acrescentar rifampicina ao esquema (corticoides diminuem a penetração da vancomicina no SNC).

PREVENÇÃO DA MENINGITE BACTERIANA

• Vacina contra H. influenzae tipo B (faz parte da vacina pentavalente): • Esquema nacional: 3 doses (2°, 4°, 6° mês de vida). • Vacina pneumocócica conjugada 10-valente (Pneumo 10): • Esquema: 2°, 4° mês de vida; reforço aos 12 meses. • Vacina conjugada contra meningococo C: • Esquema: 3°, 5° mês de vida; reforço aos 12 meses.

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