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Manual Prático para Urgências e Emergências Clínicas

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Índice
7.2

INTRODUÇÃO DE CETOACIDOSE DIABÉTICA E ESTADO HIPERGLICÊMICO HIPEROSMOLAR

A cetoacidose diabética (CAD) e o estado hiperglicêmico hiperosmolar (EHH) são complicações metabólicas agudas graves do diabetes melitos (DM), caracterizadas por defi ciência absoluta ou relativa de insulina e hiperglicemia. A CAD ocorre em casos de insulinopenia extrema e caracteriza-se pela tríade: hiperglicemia, hipercetonemia e acidose metabólica. O EHH é caracterizado por hiperosmolaridade, desidratação, alterações de consciência

ETIOLOGIA DE CETOACIDOSE DIABÉTICA E ESTADO HIPERGLICÊMICO HIPEROSMOLAR

A CAD ocorre mais frequentemente em portadores de DM tipo 1, mas pode estar presente também em casos de DM tipo 2, especialmente em alguns grupos étnicos. Já o EHH, é mais comum em portadores de DM tipo 2, mas pode ser visto em associação à CAD em portadores de DM tipo 1. Entre os principais fatores desencadeantes tem-se: infecção (ocorrendo em 20 a 40% dos casos, sendo as mais comuns nos tratos respiratório e urinário); uso inadequado de insulina; etilismo; infarto agudo do miocárdio; traumas; medicamentos como corticoides; simpaticomiméticos e bloqueadores adrenérgicos.

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DE CETOACIDOSE DIABÉTICA E ESTADO HIPERGLICÊMICO HIPEROSMOLAR

A CAD apresenta evolução mais precoce (geralmente menor que 24h) que o EHH, que geralmente evolui de modo mais insidioso com poliúria, polidipsia e perda de peso persistindo por alguns dias. A dor abdominal (decorrente da alteração de prostaglandinas da parede muscular intestinal e que pode simular um abdome agudo), náuseas e vômitos são os principais sintomas da CAD, além de desidratação, respiração de Kussmaul e o hálito cetônico. A febre pode estar ausente na vigência de infecção,

DIAGNÓSTICO DE CETOACIDOSE DIABÉTICA E ESTADO HIPERGLICÊMICO HIPEROSMOLAR

Os exames a serem solicitados são: glicemia; hemograma completo; gasometria arterial ou venosa; cetonemia; ureia e creatinina; eletrólitos; sumário de urina e eletrocardiograma (avaliação precoce de distúrbios hidroeletrolíticos). Na suspeita de infecção, deve-se solicitar radiografia de tórax, hemocultura, urocultura e proteina C-Reativa

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE CETOACIDOSE DIABÉTICA E ESTADO HIPERGLICÊMICO HIPEROSMOLAR

Cetoacidose alcoólica, acidose metabólica com ânion GAP elevado, acidose lática, insuficiência renal e intoxicações (salicilato, paraldeido, etilenoglicol).

PROGNÓSTICO DE CETOACIDOSE DIABÉTICA E ESTADO HIPERGLICÊMICO HIPEROSMOLAR

São fatores de pior prognóstico os extremos de idade, hipotensão ou choque hipovolêmico, presença de coma e a gravidade do fator precipitante.

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