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Manual Prático para Urgências e Emergências Clínicas

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Índice
3.3

INTRODUÇÃO DE DERRAME PLEURAL

Entre a pleura visceral e a pleura parietal existe um espaço virtual (espaço pleural) preenchido por cerca de 30ml de líquido pleural. O derrame pleural consiste no acúmulo excessivo de líquido (transudativo ou exsudativo) no espaço pleural.

ETIOLOGIA DE DERRAME PLEURAL

Ocorre quando a produção de líquido é maior do que a sua absorção. As causas mais frequentes são: insufi ciência cardíaca; pneumonia bacteriana; tuberculose (TB); cânceres; embolia pulmonar; doença viral; cirurgia cardíaca; cirrose com ascite. Causas menos comum: uremia; mixedema; síndrome nefrótica;

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DE DERRAME PLEURAL

A sintomatologia cursa com tosse, febre (pode apresentar ou não), dispneia súbita, dor torácica (geralmente ventilatório dependente, moderada a forte intensidade, relativamente bem localizada). No exame físico: diminuição ou ausência de murmúrio vesicular do lado acometido, diminuição da ausculta da voz e macicez à percussão.

DIAGNÓSTICO DE DERRAME PLEURAL

Exames a serem solicitados: radiografi a de tórax, em casos em que este exame seja duvidoso, solicitar ultrassonografi a (USG) e/ou tomografi a computadorizada (TC)

TRATAMENTO DE DERRAME PLEURAL

Buscar a causa base do derrame e tratar. De acordo com sintomatologia, é mandatória a realização de toracocentese de alívio. Nos derrames volumosos, se faz necessário drenagem torácica fechada, assim como a pleurodese é uma opção nos casos refratários

PROGNÓSTICO DE DERRAME PLEURAL

Depende da etiologia. Geralmente favorável, com ressalva nos casos oncológicos

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