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Manual Prático para Urgências e Emergências Clínicas

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Índice
5.12

INTRODUÇÃO DE ENDOCARDITE INFECCIOSA

Endocardite infecciosa (EI) corresponde à infecção da superfície endotelial do coração. Acomete, de forma mais comum, as valvas cardíacas, podendo também acometer o endocárdio e estruturas, como cordoalha tendínea, endocárdio mural, locais de defeito septal ou, ainda, dispositivos intracardíacos.

ETIOLOGIA DE ENDOCARDITE INFECCIOSA

Várias espécies de bactérias e fungos são capazes de causar a EI esporadicamente, embora a grande maioria dos casos ocorra frequentemente de apenas algumas espécies. Os patógenos envolvidos variam de acordo com a porta de entrada, evolução da doença e local de instalação.

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DE ENDOCARDITE INFECCIOSA

O tempo entre a bacteremia e o início dos sintomas é menor do que duas semanas em mais de 80% dos casos (EI aguda). O microrganismo envolvido é o principal responsável pela evolução temporal da endocardite.

DIAGNÓSTICO DE ENDOCARDITE INFECCIOSA

Deve-se dividi-los em: Alta suspeita clínica: • Novo sopro regurgitante; • Sepse de causa indeterminada; • Hematúria, glomerulonefrite ou suspeita de infarto renal; • Embolia sem origem conhecida; • Febre associada a pelo menos um deles:

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE ENDOCARDITE INFECCIOSA

A possibilidade de EI deve ser considerada para qualquer paciente que apresente sopro cardíaco e febre. Entra no diagnóstico diferencial a tuberculose, salmonelose, algumas infecções intra-abdominais e genitourinárias e febre reumática aguda

TRATAMENTO DE ENDOCARDITE INFECCIOSA

A terapêutica se baseia em uso de drogas por via intravenosa, doses altas (garantindo níveis séricos bastante superiores à concentração inibitória mínima - CIM), e duração prolongada. Além disso, é importante que a antibioticoterapia seja bactericida.

CIRURGIA DE ENDOCARDITE INFECCIOSA

Aproximadamente, metade dos pacientes requerem tratamento cirúrgico devido a complicações severas. A cirurgia, na fase aguda (ainda recebendo antibioticoterapia), visa evitar insuficiência cardíaca congestiva (ICC), dano estrutural irreversível e embolia sistêmica, sendo as principais indicações a própria insuficiência cardíaca, infecção perivalvar e infecção sem controle (hemoculturas persistentemente positivas ou febre inexplicada, mesmo com a antibioticoterapia). A cirurgia, nessa fase, está associada a um elevado risco, sendo justificado em pacientes de alto risco, os quais é provável que o tratamento apenas com antibiótico seja pouco eficaz, ou que possuam comorbidades ou complicações que tornam a recuperação remota. O tempo imposto para fazer a cirurgia varia dentro de 24 horas (emergência) ou 1 a 2 dias (urgência)

PROFILAXIA DE ENDOCARDITE INFECCIOSA

A profilaxia é recomendada para pacientes com risco alto de gravidade ou morte por endocardite que se submeterão à manipulação do tecido gengival, região periapical do dente ou perfuração de mucosa oral. Não sendo indicada para procedimentos dos sistemas digestório ou urinário.

PROGNÓSTICO DE ENDOCARDITE INFECCIOSA

Um bom prognóstico depende, principalmente, do diagnóstico e reconhecimento rápido de suas complicações, tratamento efetivo e fatores individuais e do microrganismo envolvidos

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