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Manual Prático para Urgências e Emergências Clínicas

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Índice
2.3

INTRODUÇÃO DE ESTADO DE MAL EPILÉPTICO: CRISE CONVULSIVA

O estado de mal epiléptico é um evento paroxístico, decorrente de uma atividade neuronal anormal, excessiva ou sincrônica no cérebro. Com duração de 30 minutos ou duas ou mais crises tônico-clônicas generalizadas ou não, sem a completa recuperação da consciência nos intervalos, defi nição clássica ou episódio com duração de menos de cinco minutos, defi nição operacional.1

ETIOLOGIA DE ESTADO DE MAL EPILÉPTICO: CRISE CONVULSIVA

A crise tônico-clônica é o estado de mal epiléptico mais grave e ameaçador à vida, acontece pela atividade elétrica paroxística cortical que pode ser decorrente dos seguintes quadros: 1. Exacerbação de epilepsia pré-existente, interrupção ou uso inadequado dos antiepilépticos ou manifestação inicial de epilepsia;

QUADRO CLÍNICO DE ESTADO DE MAL EPILÉPTICO: CRISE CONVULSIVA

Quadros de crise tônico-clônica generalizada são frequentes no pronto-socorro. Geralmente, o paciente chega ao hospital no período pós-ictal sonolento ou confuso, não se recordando do ocorrido ao acordar e queixando-se de dores no corpo e intensa cefaleia. Se as crises forem em decorrência de uma condição clínica ou neurológica, o paciente pode apresentar outros sintomas condizentes com o seu diagnóstico.

ANAMNESE E EXAME FÍSICO DE ESTADO DE MAL EPILÉPTICO: CRISE CONVULSIVA

É essencial uma anamnese minuciosa, concentrada nos sintomas que ocorrem antes, durante e após o episódio, dessa forma podemos discriminar se foi uma crise epiléptica ou outro evento paroxístico. Como o paciente pode não ter ciência das fases ictal e pós- -ictal imediata, as testemunhas são fundamentais para a construção da história clínica.

EXAMES COMPLEMENTARES DE ESTADO DE MAL EPILÉPTICO: CRISE CONVULSIVA

• A glicemia capilar deve ser realizada imediatamente; • Causas clínicas: hemograma; plaquetas; exames de coagulação; glicemia; função renal; função hepática; eletrólitos (sódio potássio; cálcio e magnésio); elementos e sedimentos anormais (EAS); hemoculturas; • Intoxicações: perfil toxicológico; • Dosagem sérica de antiepilépticos; • Doenças neurológicas: tomografia computadorizada, ressonância, punção liquórica;

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE ESTADO DE MAL EPILÉPTICO: CRISE CONVULSIVA

Síncope: geralmente possui situação predisponente e início gradual. O paciente apresenta movimentos clônicos incoordenados de baixa amplitude; respiração superficial e lenta; náuseas; palidez e vômitos; não apresenta incontinência e mordedura da língua e o episódio dura poucos.

COMPLICAÇÕES CLÍNICAS DE ESTADO DE MAL EPILÉPTICO: CRISE CONVULSIVA

• Pneumonia aspirativa; • Hipertensão arterial sistêmica; • Hipertermia secundária à atividade muscular (excluir infecção); • A liberação excessiva de catecolaminas pode levar a alterações cardíacas; • Edema agudo de pulmão neurogênico; • Alterações metabólicas: acidose lática; hipercalcemia e hiperglicemia ou hipoglicemia devido às situações de estresse

MANEJO DO PACIENTE COM CRISE EPILÉPTICA NO PS

1. Aplicar o ABCDE e realizar a glicemia capilar imediatamente; 2. Promover a estabilização clínica, monitorização, sinais vitais, oximetria e acesso venoso; 3. Colher a história clínica completa inclusiva com familiares e amigos e avaliando prontuário, se possível. Realizar o exame físico geral e exame neurológico + fundo de olho;

TRATAMENTO DO MAL EPILÉPTICO DE ESTADO DE MAL EPILÉPTICO: CRISE CONVULSIVA

• Até cinco minutos da chegada ao PS: 1. Estabilização do paciente: via aérea, acesso venoso, colher exames, oxigênio, monitorização e glicemia capilar (imediatamente). • De cinco a dez minutos após chegada ao PS: 2. Diazepam, 1- 2 mg/minuto, IV, até 10-20 mg. A dose pode ser repetida 5-10 minutos depois. A duração da ação do medicamento é de 30 minutos e ele pode causar depressão respiratória;

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