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Manual Prático para Urgências e Emergências Clínicas

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Índice
5.4
Índice
1.

CARDIOLOGIA

1.1

RESSUSCITAÇÃO CARDIOPULMONAR

1.2

ARRITMIAS CARDÍACAS

1.3

DISSECÇÃO AGUDA DE AORTA

1.4

EDEMA AGUDO DE PULMÃO

1.5

EMERGÊNCIAS HIPERTENSIVAS

1.6

SÍNDROME CORONARIANA AGUDA SEM SUPRADESNIVELAMENTO DE ST

1.7

SÍNDROME CORONARIANA AGUDA COM SUPRADESNIVELAMENTO DE ST

1.8

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA AGUDA

2.

NEUROLOGIA

2.1

ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL

2.2

CEFALIA

2.3

ESTADO DE MAL EPILÉPTICO: CRISE CONVULSIVA

2.4

REBAIXAMENTO DO NÍVEL DE CONSCIÊNCIA, COMA E MORTE ENCEFÁLICA

3.

PNEUMOLOGIA

3.1

ASMA

3.2

DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA

3.3

DERRAME PLEURAL

3.4

TROMBOEMBOLISMO PULMONAR

3.5

PNEUMONIA

4.

GASTROENTEROLOGIA

4.1

DIARREIA AGUDA

4.2

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA

4.3

HEMORRAGIA DIGESTIVA BAIXA

4.4

PANCREATITE AGUDA

4.5

ASCITE

4.6

PERITONITE BACTERIA ESPONTÂNEA

4.7

SÍNDROME HEPATORRENAL

4.8

ENCEFALOPATIA HEPÁTICA

5.

INFECTOLOGIA

5.1

SEPSE

5.2

DENGUE

5.3

ZICA

5.4

FEBRE DE CHIKUNGUNYA

5.5

INFLUENZA A - H1N1

5.6

INFLUENZA A - H1N2

5.7

INFLUENZA A - H1N3

5.8

INFLUENZA A - H1N4

5.9

INFLUENZA A - H1N5

5.10

INFLUENZA A - H1N6

5.11

INFLUENZA A - H1N7

5.12

ENDOCARDITE INFECCIOSA

5.13

INFECÇÕES DE PELE E PARTES MOLES

5.14

MENINGITES AGUDAS

5.15

PIELONEFRITE AGUDA

5.16

SÍNDROMES ICTÉRICAS

6.

NEFROLOGIA

6.1

INJÚRIA RENAL AGUDA

6.2

COMPLICAÇÕES DA DIÁLISE

6.3

DISTÚRBIOS ÁCIDOBÁSICOS

6.4

DISTÚRBIOS DO CÁLCIO

6.5

DISTÚRBIOS DO FÓSFORO E MAGNÉSIO

6.6

DISTÚRBIOS DO POTÁSSIO

6.7

DISTÚRBIOS DO SÓDIO

7.

ENDOCRINOLOGIA

7.1

HIPOGLICEMIA

7.2

CETOACIDOSE DIABÉTICA E ESTADO HIPERGLICÊMICO HIPEROSMOLAR

7.3

COMA MIXEDEMATOSO

7.4

CRISE TIREOTÓXICA

7.5

INSUFICIÊNCIA ADRENAL

8.

HEMATOLOGIA

8.1

NEUTROPENIA FEBRIL

8.2

INTOXICAÇÃO POR CUMARÍNICOS

8.3

INDICAÇÃO DE TRANSFUSÃO DE HEMODERIVADOS

8.4

ANEMIA FALCIFORME

8.5

SÍNDROME DE LISE TUMORAL

8.6

SÍNDROME DA VEIA CAVA SUPERIOR E COMPRESSÃO MEDULAR AGUDA NEOPLÁSICA

9.

PSIQUIATRIA

9.1

EMERGÊNCIAS PSIQUIÁTRICAS

10.

GERIATRIA

10.1

SÍNDROME INFECCIOSA NO IDOSO

10.2

DELIRIUM

10.3

POLIFARMÁCIA NO PS

10.4

QUEDAS

10.5

CUIDADOS PALIATIVOS

11.

REUMATOLOGIA

11.1

LOMBALGIA

11.2

MONOARTRITES AGUDAS

12.

TERAPIA INTENSIVA

12.1

CRITÉRIOS DE ADMISSÃO EM UTI

12.2

MANEJO DO PACIENTE CRÍTICO

12.3

SEQUÊNCIA RÁPIDA DE INTUBAÇÃO

12.4

MONITORIZAÇÃO HEMODINÂMICA

12.5

SEDAÇÃO E ANALGESIA EM UTI

12.6

COMUNICAÇÃO DE MÁS NOTICIAS

INTRODUÇÃO DE FEBRE DE CHIKUNGUNYA

A febre chikungunya (CHIKF) é uma arbovirose transmitida por artrópodes do gênero Aedes. O nome chikungunya deriva de uma palavra em Makonde que signifi ca “aqueles que se dobram”, descrevendo a aparência encurvada de pacientes que sofrem da artralgia intensa. Afeta todos os grupos etários e ambos os sexos.

ETIOLOGIA DE FEBRE DE CHIKUNGUNYA

O vírus chikungunya (CHIKV) é pertencente à família Togaviridae, gênero Alphavirus. O modo mais importante de transmissão do vírus é por meio da picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti. O Aedes albopictus também apresenta potencial de transmissão do vírus e foi essencial para distribuição a nível global, devido à presença desse vetor em zonas temperadas. Alguns vertebrados têm sido implicados como potenciais reservatórios, incluindo primatas não humanos, roedores, pássaros e outros pequenos mamíferos. Outras formas de transmissão podem ocorrer. A transmissão vertical é possível, ocorrendo quase exclusivamente intraparto em gestantes virêmicas e, muitas vezes, provoca infecção neonatal grave. Pode ocorrer transmissão também por via transfusional, todavia é rara, se os protocolos forem observados. Não há transmissão pelo leite materno e ainda não existe ainda vacina disponível.

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DE FEBRE DE CHIKUNGUNYA

O período de incubação intrínseco no humano, após picada do mosquito, são 3-7 dias (possível 1-14 dias). Dos infectados, os sintomas estão presentes em 60-97% dos casos.

DIAGNÓSTICO DE FEBRE DE CHIKUNGUNYA

É essencialmente clínico. Reservar a investigação laboratorial, para os casos graves ou com as manifestações atípicas. • Exame específico: IgM ELISA, IgG ELISA, RT-PCR em tempo real, isolamento de vírus. Teste de anticorpos neutralizantes para o CHIKV (PRNT) também pode ser utilizado para confirmação do IgM ELISA

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE FEBRE DE CHIKUNGUNYA

Os principais diagnósticos da febre por ZIKV são o dengue e chikungunya. As características para diferenciação estão resumidas no quadro 3. Lembrar de leptospirose e malária devido aos antecedentes epidemiológicos semelhantes. Febre reumática e artrite séptica devem ser descartados se suspeitos, em vista que o tratamento precoce de ambas fará grande diferença no prognóstico. É importante também a exclusão de farmacodermia e doenças com manifestações exantemáticas, como varicela; escarlatina; sarampo; enteroviroses; menincoccemia; rubéola e exantema súbito

TRATAMENTO DE FEBRE DE CHIKUNGUNYA

Não existe tratamento antiviral específico. Recomenda-se repouso no leito e sintomáticos para dor e febre. Paracetamol é a droga de escolha. Evitar usar ácido acetilsalicílico e outros anti-inflamatórios sem descartar o dengue. O uso opioides para dor refratária pode ser necessário. Alguns autores indicam uso de corticosteroides e cloroquina para pacientes crônicos, apontando diminuição da inflamação, porém maiores estudos ainda são necessários. Existem evidências que o repouso é fator protetor para evitar evolução para fase subaguda. Deve-se orientar sobre o posicionamento adequado dos membros, favorecendo a proteção articular e o retorno venoso, e recomendar utilização de compressas frias como medida analgésica nas articulações acometidas de 4 em 4 horas por 20 minutos.

PROGNÓSTICO DE FEBRE DE CHIKUNGUNYA

Bom, na maioria dos casos, com remissão total dos sintomas. Quando em fase crônica, os sintomas podem persistir por mais de dois anos. Os principais fatores de risco para a cronificação são: idade acima de 45 anos, desordem articular preexistente e maior intensidade das lesões articulares na fase aguda.

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