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Manual Prático para Urgências e Emergências Clínicas

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Índice
11.2

INTRODUÇÃO DE MONOARTRITES AGUDAS

Artrite caracteriza-se como o processo inflamatório da articulação, tendo como apresentação clínicas sinais flogísticos. As comorbidades articulares podem manifestar-se em uma articulação – monoartrite, até quatro – oligoartrite ou mais de cinco articulações – poliartrite. No setor de urgência e emergência, as monoartrites representam uma signifi cativa urgência reumatológica quando a manifestação clínica é aguda (até duas semanas de duração).

ETIOLOGIA DE MONOARTRITES AGUDAS

As principais causas de monoartrite aguda são: a artrite infecciosa, artrite por deposição de cristais de urato (gota), traumática e a hemartrose. A investigação diagnóstica deve ser direcionada para exclusão da artrite séptica (AS) diante da possibilidade de destruição articular e da evolução para sepse como consequências que geram elevada morbimortalidade dessa patologia.

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DE MONOARTRITES AGUDAS

1. Artrite infecciosa O acometimento articular pode ser causado por bactérias, vírus, parasitas e fungos

DIAGNÓSTICO DE MONOARTRITES AGUDAS

Após a história clínica e o exame físico, a distinção entre as monoartrites agudas pode ser complementada pela investigação com exames. A punção articular (artrocentese) e análise do líquido sinovial (Quadro 1) são fundamentais dessa diferenciação, devendo ser realizados em todos os casos, salvo na presença de contraindicações – discrasias sanguíneas e presença de infecções de pele na região do local da punção

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE MONOARTRITES AGUDAS

A fim de facilitar o diagnóstico das monoartrites agudas, a divisão exposta previamente sobre as principais causas e pode ser organizada da seguinte forma (Quadro 2), acrescentando-se alguns diagnósticos diferenciais.

TRATAMENTO DE MONOARTRITES AGUDAS

Na artrite séptica, o tratamento inicial deve consistir na antibioticoterapia e na drenagem articular, sendo, portanto, necessária a internação hospitalar. A drenagem articular é essencial para realização da limpeza do material purulento, objetivando controlar a infecção e comumente é realizada por punção articular. Alguns casos devem ser manejados cirurgicamente: acometimento de articulações com difícil acesso, como a do quadril e a esternoclavicular; presença de corpo estranho; líquido sinovial muito espesso; prótese articular e não melhora na avaliação do líquido sinovial (alta celularidade e culturas positivas), mesmo com a antibioticoterapia. A antibioticoterapia empírica deve ser iniciada após

PROGNÓSTICO DE MONOARTRITES AGUDAS

Entre as monoartrites agudas, a artrite séptica representa a de pior prognóstico, caso não seja diagnosticada e devidamente tratada. Os riscos de deformação e destruição articular dependem da virulência do agente etiológico e dos fatores de risco do paciente, como a idade avançada e morbidades associadas à imunossupressão.

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