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Manual Prático para Urgências e Emergências Clínicas

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Índice
10.4

INTRODUÇÃO DE QUEDAS

Trata-se da causa mais comum de trauma no idoso, sendo defi nida pelo deslocamento não intencional do corpo para um nível inferior à posição inicial com incapacidade de correção em tempo hábil, determinado por circunstâncias multifatoriais que comprometem a estabilidade. A queda é o mais sério e frequente acidente doméstico que ocorre com os idosos, e a principal etiologia de morte acidental em pessoas acima de 65 anos

EPIDEMIOLOGIA DE QUEDAS

• As quedas representam 20-30% dos ferimentos leves; • As quedas e os ferimentos subsequentes são responsáveis por 10-15% das consultas de emergência; • A frequência das quedas aumenta com a idade e o nível de fragilidade; • Aproximadamente 28% a 35% das pessoas com mais de 65 anos de idade sofrem quedas a cada ano, subindo esta proporção para 32% a 42% para as pessoas com mais de 70 anos;

ETIOLOGIA DE QUEDAS

As quedas ocorrem devido à perda de equilíbrio postural, sendo decorrentes de problemas primários do sistema osteoarticular e/ou neurológico, ou de uma condição clínica adversa que afete secundariamente os mecanismos de equilíbrio e estabilidade.

QUADRO CLÍNICO DE QUEDAS

As fraturas mais comuns são as vertebrais, do quadril, em fêmur, úmero, rádio distal e costelas, além do traumatismo cranioencefálico (TCE) e lacerações sérias. Desse modo, o quadro clínico varia de acordo com a consequência da queda, e a anamnese deve apontar para o seu mecanismo, que é o aspecto mais esclarecedor nesses casos.

DIAGNÓSTICO DE QUEDAS

No atendimento inicial, é importante explorar atentamente a possibilidade de patologias agudas, como quadros infecciosos e AVC. Uma vez que a queda é a causa mais comum de trauma na população geriátrica, na suspeita daquele, as diretrizes do Advanced Trauma Life Support. (ATLS) devem ser aplicadas.

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE QUEDAS

Principal diagnóstico diferencial consiste em maus-tratos, sendo o serviço de saúde a principal porta de entrada desses pacientes, cabendo ao profissional de saúde realizar avaliação e abordagem adequadas, baseando-se em informações consistentes;

TRATAMENTO DE QUEDAS

• Recomendam-se intervenções multidimensionais e interdisciplinares. Nenhuma medida isolada mostrou-se eficaz na prevenção de quedas.

PROGNÓSTICO DE QUEDAS

São fatores de pior prognóstico os extremos de idade, sinais sugestivos de TCE grave, complicações da fratura e presença de fatores orgânicos relacionados à queda

CONSIDERAÇÕES FINAIS DE QUEDAS

Conclui-se, portanto, que a queda deve ser considerada como um evento sentinela, sinalizador do início do declínio da capacidade funcional ou o sintoma de uma nova doença

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