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Sistema Renal - Coleção Medicina Resumida

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Índice
5.5

BALANÇO GLOMERULOTUBULAR

Os túbulos renais têm a capacidade de controlar sua própria intensidade de reabsorção. Quanto maior for a quantidade de filtrado que chega aos túbulos, maior será a sua reabsorção – até um certo limite (devido ao transporte máximo). Esse fenômeno refere-se tanto ao aumento simultâneo na reabsorção de Na+ e água, bem como pelo aumento na TFG e na carga filtrada de Na+.

BALANÇO DE FORÇAS: CAPILAR VS INTERSTÍCIO

O balanço entre as forças hidrostáticas e oncóticas ao longo dos capilares peritubulares são determinantes na intensidade e regulação da reabsorção tubular, ocorrendo de forma semelhante ao ocorrido com a FG ao nível dos glomérulos.

EFEITOS DA PRESSÃO ARTERIAL E DÉBITO URINÁRIO

Uma das formas dos néfrons regularem a quantidade e composição dos líquidos corporais é fazer variar o débito urinário, causando, dessa forma, um reflexo direto na pressão arterial (PA). Ou seja, fazendo variar a quantidade final de urina produzida, os rins acabam regulando os valores de PA. Tais mecanismos incluem justamente a natriurese e a diurese pressóricas – que consistem na excreção de sódio na urina e eliminação urinária de água para realizar depleção de volume, respectivamente –, tanto que, se houver qualquer discreta elevação na PA, os rins automaticamente trabalham no sentido de aumentar a excreção urinária de sódio e água na tentativa de reduzir esse aumento da pressão.

CONTROLE HORMONAL DA REABSORÇÃO E SECREÇÃO

A ação hormonal de controle da reabsorção e secreção tubulares trabalha no sentido de garantir que ocorra uma precisa regulação dos volumes dos líquidos corporais e das concentrações dos solutos neles contidos. Os hormônios envolvidos em tal processo regulatório permitem que os rins reabsorvam e excretem maior ou menor quantidade de solutos e água, a depender, logicamente, das condições fisiológicas momentâneas de um indivíduo.

A ALDOSTERONA

Conforme abordado há pouco, a aldosterona é um hormônio produzido pela zona glomerulosa cortical adrenal. Esse hormônio age sobre as células principais dos túbulos coletores corticais e estimula as bombas (ou ATPases) sódio-potássio, na face basolateral da membrana do túbulo coletor cortical, fazendo com que haja a reabsorção de sódio em troca da secreção de potássio (imagem 19).

A ANGIOTENSINA II

A angiotensina II, conforme também já abordado, é uma substância que promove a intensa retenção de água e sódio no organismo, fazendo, dessa forma, que ela tenha a capacidade de elevar a pressão arterial.

O ADH

O ADH tem a função de aumentar a reabsorção de água nos túbulos distais e coletores, fazendo com que essa região se torne mais permeável à água. Esse mecanismo de ação do ADH é indispensável para que o organismo não desidrate, ou seja, para que a depleção intensa de água na urina seja evitada (por exemplo, na desidratação). Caso algum evento faça reduzir a secreção desse hormônio, a permeabilidade dessas regiões tubulares à água também é reduzida, e isso permite que uma grande quantidade de água seja perdida por meio da urina diluída.

O PEPTÍDEO NATRIURÉTICO ATRIAL (PNA)

O PNA é uma substância produzida por células dos átrios cardíacos quando ocorre expansão do volume sanguíneo e, consequentemente, os átrios se distendem. Quando a volemia se eleva e promove a distensão atrial, a concentração sérica desse peptídeo aumenta e faz com que a reabsorção de sódio e água pelos túbulos renais, principalmente nos ductos coletores, seja diretamente inibida.

CONTROLE PELO SISTEMA NERVOSO SIMPÁTICO

A ativação do sistema nervoso autonômico simpático não costuma, na prática, ser tão proeminente, mas caso seja intensa o suficiente, pode promover uma série de eventos que resultem no aumento da PA.

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